Bom dia pessoal, por motivos pessoais ontem não tivemos capítulo, mas hoje trago para vocês o capítulo vinte e três.
Então boa leitura a todos!
CAPÍTULO
23:
REVIRA
VOLTA
O sol estava lindo hoje, eu estou aqui deitada num campo de lindos girassóis e vestia um longo vestido branco esvoaçante, sinto um aroma salgado no ar, era água, água salgada, quando percebo estou numa praia, linda e deserta.
Ainda estou vestida da mesma forma, mas estou de pé... Eu posso andar, que maravilha, começo a correr e choro emocionada, finalmente estou livre da minha prisão, posso voltar a viver...
Corro de forma tão alegre que não percebo quem estava me observando, e acabo esbarrando nele:
- Leonel?
Ele apenas sorri imóvel, quando me levanto já não sinto mais minhas pernas, e não consigo levantar, nas minhas costas duas mãos tocam meu ombro e ao olhar para cima me espanto ao ver quem era:
- Jorge? O que você faz aqui?
O clima começa a mudar, nuvens escuras começam a surgir, um forte vento começa a levantar areia e mal consigo enxergar, sinto que estou sendo arrastada. Vou rolando pela areia até me chocar com algo duro e de ferro, me dou conta de que o objeto ao qual me choquei era uma cadeira de rodas, choro decepcionada por estar de volta presa aquilo, é quando escuto uma gargalhada, olho para frente e vejo alguém se aproximar empurrando uma cadeira:
- HEITOR!
O que raios esta acontecendo? Onde eu estou, esta tudo escuro, e escuto risos e vozes balbuciarem:
- Você tem que escolher...
- Me escolha Elise...
- Não, escolha a mim...
- Eu sou o melhor...
- Decida Elise...
Eram as vozes de Leonel, Jorge e Heitor, eles que estavam me enlouquecendo, e posso garantir que estavam perto disso, nesse momento, sinto mãos me tocando, começo a me debater, eles queriam me puxar, me soltem... me soltem...
- ME SOOOOOOOOOOOLTEM...
- Já te soltei filha!
Acordo ofegante, e vejo minha mãe ao meu lado, foi um pesadelo, um terrível pesadelo:
- O que... Houve?
- Eu que pergunto Elise o que houve, você começou a gritar e como eu estava na cozinha vim ver o que estava acontecendo.
- Ai mãe tive um pesadelo horrível...
- Fique calma meu bem, venha eu vou te ajudar a tomar um banho e a arrumar, hoje você vai para o escritório né.
- Sim, tenho que entrevistar algumas candidatas a secretária e também tenho assuntos para resolver da ONG.
- Tudo bem, agora vamos se aprontar para não se atrasar mais.
Assenti com a cabeça, mas ainda não consegui esquecer as vozes, e da verdade que eu estava tentando omitir, tinha que escolher entre os três, apesar de estar com Leonel, ainda sim nutria um forte sentimento por Heitor e Jorge, isso estava errado, e eu tinha que escolher com quem deveria ficar, ah que vida essa a minha viu.
-
Sai de casa rapidamente, infelizmente tive o desprazer de encontrar Caique, ele estava sorrindo sarcasticamente, até pensei que estava debochando de mim, mas nem liguei, Carlão já estava na frente de casa, e parecia até mais arrumado que o normal.
Minha mãe também estava bem arrumada, só achei um exagero a jaqueta de onça e batom vermelho, mas ela sempre dizia que o vermelho era a cor da paixão e que ninguém resistia a uma boca vermelha, essa minha mãe é uma figura.
Fomos para a empresa então, eu estava no banco de traz e fiquei a observar a rua, vi muitas pessoas indo e virem, mas num dos faróis um homem me chamou a atenção, ele estava sujo e vinha de carro em carro pedido dinheiro, quando encostou no retrovisor do nosso carro senti um pouco de medo, afinal éramos uma cadeirante e dois idosos no carro, um alvo fácil para qualquer ladrão:
- Por favor, ajuda eu to passando fome.
- Desculpa colega, to sem nada.
Carlão começou a fechar o vidro e o homem ficou a observar a todos no carro, por instinto eu agarrei minha bolsa, mas ainda sim fiquei a observa-lo, eu não o conhecia, mas aquele olhar não me era estranho.
-
Chegamos na empresa, e logo dei de cara com a mesa de Cristina vazia, bem ex mesa dela, não pude deixar de ficar triste, mas hoje eu teria que resolver logo esse problema, eu precisava urgente de uma secretária.
Entrei na minha sala, e comecei a ligar o computador, vi também o quanto de serviço estava amontoado, alem de correspondências, bem metade era propaganda e solicitação de serviços de outras empresas, coisas banais, mas ali havia duas correspondências que me chamaram a atenção, era intimações judiciais.
Deduzir ser do processo trabalhista, afinal foram duas modelos que nos processaram, mas eis que tive uma surpresa desagradável, uma das intimações era de Antony, realmente ele deu andamento no processo judicial e alegava ter um vinculo conjugal comigo e exigia parte da sociedade da empresa, esse cara estava louco só pode ser.
E a segunda intimação foi a que mais me chocou, era de Caique, ele estava movendo uma ação contra a empresa, por calunia, difamação e humilhação.
Senti meu sangue correr pelo rosto, eu não poderia acreditar que meu próprio irmão estava fazendo isso.
Calma Elise, eu precisava me acalmar, de nada adiantaria eu me desesperar, para inicio eu precisa de um advogado, um bom advogado, mas onde encontraria um para lidar com essas causa?
Olho para o meu e-mail e vejo um nome: Heitor.
Que fofo ele havia mandado um e-mail de bom dia com alguns emotions em forma de coração, isso seria desnecessário, mas ao menos eu já sabia onde encontrar o advogado que tanto precisava para resolver meus problemas.
-
Eu estava na frente da empresa, totalmente impaciente, consegui ir para calçada com a ajuda do segurança da empresa, eu ficava olhando para todos os lados, e nada de Heitor aparecer, liguei para ele assim que vi seu e-mail, precisava da ajuda dele, e tomara que ele não faça gracinhas.
Não acredito que meu próprio irmão fez isso comigo, processar a empresa, e ainda alegar humilhação, isso já era demais, mas deixe quando eu encontra-lo, já me cansei dele, ai que ódio, assim que eu o encontra-lo...
- Ola Elise.
- Ai que susto...
- Calma, sou apenas eu, Heitor, se lembra, me pediu desesperadamente para vir, e eu estou aqui.
- Ai Heitor, ainda bem que você veio, eu preciso muito de você.
- Ah reconheceu que precisa de mim então.
Bufei, não era um bom dia para brincadeiras, principalmente relacionadas a meus laços afetivos:
- Heitor, por favor, vamos falar sério esta bem.
- Tudo bem madame, posso lhe pagar um café.
- Eu já queria lhe sugestionar isso mesmo, vamos até a padaria da esquina?
- Com todo prazer, assim você pode já me atualizar sobre tudo o que esta acontecendo pois é notável a sua aflição.
Não deu para negar minha aflição, então seguimos para a padaria da esquina, lá pedimos um café para nós com alguns pães de queijo:
- Agora me conta Elise o que esta acontecendo com você?
- Ai Heitor a historia é longa, muito longa.
- Eu já estou sentado, então pode começar.
Que piada horrível, ignorei as palavras e comecei a contar sobre o ocorrido com Antony e Minerva, até chegar a falar sobre meu irmão, Heitor até se engasgou quando eu contei como meu irmão era canalha, safado, ridículo, ai que raiva de Caique:
- Puxa vida seu irmão é um cara de pau mesmo.
- Nem me fala, e agora eu estou nesse olho de furacão, mais dois processos, e seria ai que você entraria, caso aceite ser meu advogado.
- Esta me contratando então?
- Bem... Sim.
Heitor ficou calado, olhou para a xícara de café, depois para mim, será que ele tinha algum receio?
- Você tem casos bem complicados, principalmente esse do seu ex namorado.
- Isso é um não?
- Eu não falei que não aceitaria falei?
- Então é um sim.
- Sim, é um sim, sim senhora.
Não pude deixar de sorri, era tão bom saber que Heitor estaria me ajudando com esses problemas, era incrível como ele me passava essa tranquilidade, mesmo que viesse a perder, eu sei que foi ele quem cuidou de tudo, que ficou ao meu lado, que... Epa bom parar de pensar assim, senão estarei sendo desonesta com Leonel:
- Aceitei também por que vou ter uma oportunidade de ficar ao seu lado, de poder me aproximar mais, de vê-la, de poder participar ativamente na sua vida, e quem sabe até te mostrar o quanto realmente eu gosto de você.
Heitor segurou minha mão, ai meu Deus o que ele esta fazendo, senti o seu corpo se reclinar para frente, não é possível que ele esta fazendo isso, Heitor esta tentando me beijar.
- Pode parar ai.
- Ai desculpa... Eu me deixei levar pelo momento... Me perdoe.
Senti uma leve tontura, e novamente as vozes no meu sonho começaram a sussurrar na minha mente, eu tinha que escolher, eu sei, mas não era justo fazer alguém sofrer, eu já estava com Leonel, será que já não havia escolhido ele?
Não, eu não o havia escolhido, infelizmente não era justo estar com ele e pensar em outros, parecia que meu carma me matava, eu merecia mesmo passar por aquilo? Ser a pivô de sofrimentos alheios?
Recuo com a cadeira, deixo uma nota em cima da mesa e saio da padaria, não iria conseguir falar nada para Heitor, eu me senti ruir, droga, por que estou chorando?
Assim que cruzo a entrada da padaria, ouço os gritos de Heitor:
- ELISE... ESPERE POR FAVOR.
Começo a seguir sem olhar para traz, ele não poderia me ver naquele estado, isso só o deixaria mais preocupado, ou talvez nutrisse algo que eu não poderia lhe oferecer, ou pior, eu poderia sim, droga, eu me odeio.
- ELIIIIISEEEEEEEEEEEEEEEE...
Ele estava se aproximando, o que eu iria fazer? O que iria acontecer?
É quando minha cadeira para e eu olho para frente e me espanto, Leonel estava ali na minha frente com um olhar intenso e aflito:
- Por que esta chorando?
- Leonel, o que esta fazendo aqui?
- Responda minha pergunta Elise!
- ELIIIIIIIIIIISEEEEEEEEEE...
Péssimo momento para Heitor gritar meu nome, mas era inevitável, foi ai que Leonel se ergueu, olhou de forma furiosa para Heitor:
- Leonel, eu estou bem, por favor não faça nada...
Foi quando ele caminhou de forma rápida e precisa em direção a Heitor e se pos entre eu e ele:
- O que você quer com a minha Elise?
- Não é da sua conta, eu tenho um assunto a tratar com ela.
Heitor tentou contornar Leonel, mas o mesmo voltou a ficar na sua frente e o encarou novamente:
- Não se aproxime dela.
- Por favor, rapazes parem com isso?
- Elise peça para o seu brutamonte sair da minha frente.
Eu senti Leonel enrijecer o corpo, minha nossa, o que estava acontecendo ali, eles iriam brigar?
- Eu disse para não se aproximar de Elise.
- E eu disse que tenho um assunto a tratar com ela.
- E por que não trata esse assunto comigo garanhão.
- Saia da minha frente.
Me aproximo de Leonel, seguro o seu braço que estava rígido feito ferro:
- Pare Leonel, Heitor é meu amigo.
- E por um acaso amigos tentam beijar outros.
Ele havia visto nós dois?
- Por favor Leonel, me escute...
O clima estava cada vez mais tenso, eu tinha que fazer algo e rápido:
- Leonel vamos entrar eu te explico o que realmente esta acontecendo...
Os dois ficaram ali se encarando, ate que Leonel cedeu, voltou sua atenção para mim e suavizou a sua expressão:
- Tudo bem... Vamos entrar eu te ajudo.
- Elise a gente se fala depois?
Por que Heitor não cala aquela maldita boca? Leonel me olhou com uma cara nada amistosa, mas eu precisava de Heitor, então assenti com a cabeça. Claro Leonel não gostou muito da minha resposta, mas eu iria explicar tudo, e eu esperava mesmo que ele entendesse, do fundo do meu coração eu desejava isso.
-
Subimos para minha sala em silêncio, era notável a cara de desaprovação de Leonel, será que ele estava pensando mal de mim? Não posso ficar chateada por isso, afinal ele viu tudo, mas como ele sabia que eu estava na padaria? E pelo horário ele não deveria estar trabalhando? Bom se eu tinha que dar uma explicação, ele também deveria me dar uma.
Entramos na minha sala, e ele encostou a porta, eu me posicionei por de traz da minha mesa e o fitei com a minha melhor expressão de calma, o que era apenas uma mascara pois dentro eu estava aflita ainda:
- Muito bem Elise, pode começar!
- Primeiramente isso não é um interrogatório.
- Não mesmo, é apenas um esclarecimento de fatos, o que você estava fazendo na padaria com aquele... Sujeito.
- Aquele sujeito se chama Heitor, e eu estava com ele na padaria por que eu preciso dos serviços dele.
- Que tipo de serviço?
- Ele é advogado Leonel, e se você não sabe eu estou cheia de processos trabalhistas e agora tenho mais três novos processos para responder, e quem mais competente do que Heitor para resolver esses problemas para mim.
- Competente e assanhando não.
Não pude retrucar tal informação, realmente, Heitor passou um pouco dos limites, mas ao menos pude ver Leonel relaxar e ver que não precisa fazer todo aquele escândalo:
- Só não entendo uma coisa, por que você estava chorando?
Se estivéssemos jogando xadrez, com certeza eu estaria em xeque agora, ele tinha que lembrar justamente desse fato?
- É que eu fiquei... Assustada com a investida de Heitor, afinal eu apenas o considero um amigo, não sinto nada por ele...
- Huuuum... E você ainda não queria um motivo para eu ficar nervoso?
- Leonel, eu garanto que Heitor também deve estar arrependido do que fez.
- Assim espero...
- Agora eu que vou fazer as perguntas aqui, o senhor não deveria estar trabalhando doutor Leonel?
- Então... Eu perdi a hora.
- Perdeu a hora? Mas você saiu tão cedo ontem de casa?
- Sai sim, mas quem disse que eu consegui dormir, fiquei lembrando da gente a noite toda...
Ai que fofo, como eu poderia ficar nervosa com ele? Impossível?
- Daí você perdeu a hora por ter ficado até tarde pensando na gente...
- Na gente não, em você.
Esse homem que me matar né.
- Ta, que seja, e por que você veio até aqui?
- Já que perdi a hora, resolvi te fazer uma visita, ou eu preciso ligar antes?
- Claro que pode aparecer a hora que quiser, mas é que foi muita coincidência né.
Leonel se aproximou seu rosto do meu eu pude sentir a sua respiração e seu olhar fixo em meus lábios:
- Vim também por sentir saudades da sua boca.
Ai meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuu Deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeus, ele quer literalmente acabar comigo.
- Leonel estamos no meu ambiente de trabalho, por favor comporte-se.
- Esta bem, vou me comportar, então o que você esta fazendo?
- Bom, eu estou procurando uma nova secretária com a saída de Cris para o departamento contábil fiquei sem ninguém para me ajudar.
- Huuummm... Será que eu posso te ajudar hoje?
- Você?
- Garanto que vou ser obediente, e não vou cobrar pelo dia?
- Leonel você tem noção alguma dessa parte mais administrativa.
- Se eu tenho noção? Elise, vou te mostrar como é que um ser um verdadeiro secretário.
Seria engraçado ter Leonel como eu secretário, vamos ver como ele vai ser sair no decorrer do dia.
-
Fiquei impressionada com o desempenho de Leonel, ele realmente sabia como ser um secretário, organizou minha agenda, viu meus afazeres que na opinião dele foi considerado mais importante, até fez uma ligação para Heitor, e só percebi que era para o meu mais novo advogado pelo tom de voz dele:
- Seu AMIGO advogado na linha.
Dessa forma nem tinha como negar que Leonel falava de Heitor.
A conversa com Heitor foi produtiva e cheia de desculpas, tive que me manter séria para não brigar com ele, afinal não queria perder a sua amizade, mas fora isso, nós conseguimos esclarecer sim alguns pontos sobre os novos processos que acabaram de surgi e também sobre o processo das modelos. De acordo com ele, eu poderia recontratar as modelos como pedido de desculpas pela falha de Caique, assim já eliminaria dois problemas de uma só vez.
Vou pensar sobre esse assunto, mas acho que para evitar maiores dores de cabeça, terei que fazer isso.
Bem já era final de tarde, quando eu me segui para a porta da minha sala, e Leonel já estava ali me esperando:
- Por hoje é só?
- Sim meu secretário temporário, olha tenho que lhe dizer que a sua ajuda foi ótima e surpreendente.
- Eu te falei que era um bom secretário.
- Falou mesmo.
- Eu vou indo, quer ir lá para casa?
- Eu adoraria Elise, mas vou para a minha casa, tenho que arrumar minhas coisas para amanha afinal não posso perder o horário todos os dias.
- Não mesmo, mas amanha você me liga, ou sei lá, vem me visitar?
Talvez eu esteja sendo um pouco possessiva, mas eu adoro ficar ao lado de Leonel.
- Vou fazer o possível para vir vê-la, mas te ligar eu ligo.
Sorri para esconder um pouco a decepção, queria que ele me garantisse vir me ver, mas tudo bem, seguimos então para rua, onde minha mãe já estava a me esperar junto com Carlão, os dois estavam tão próximos que eu comecei a desconfiar.
Enfim, depois eu falo com ela e vou querer saber dos detalhes.
Leonel me ajudou a entrar no carro e antes de ir nós nos beijamos, ai como os beijos dele me faziam ir a lua em fração de segundos:
- Bom descanso minha Elise.
- Para você também, meu lindo secretário enfermeiro.
Leonel riu da minha piada, e fechou a porta, mas ainda ficou a observar o carro ligar e partir, e eu fiquei a olha-lo pelo vidro do carro até não poder mais vê-lo e a me perguntar: Como um homem lindo daquele poderia gostar de mim?
Um dia talvez eu pergunte isso para ele.
Seguimos viagem normalmente, eu estava calada ainda pensando no dia de trabalho maravilhoso que tive, e minha mãe a tagarela com Carlão, mas como cada dia da minha vida não era mais um dia normal, eu tive a minha segunda surpresa do dia. Olhei pela janela ao pararmos num dos faróis da avenida principal, vi o mesmo homem de hoje cedo pedir dinheiro nos carros, e na calçada do outro da rua havia duas pessoas que só reconheci tarde quando o sinal abriu.
Tatiana e a minha Lisa estavam acompanhadas daquele homem, foi rápido mas deu para perceber que a minha pequena estava triste.
Ver aquela cena doeu, doeu demais, que fiquei sem voz, apenas continuei a olhar até não poder mais ver minha Lisa sendo roubada da sua infância, sendo tirada de mim para ficar num farol como uma pedinte... Não isso tinha que mudar, procurei na bolsa o meu celular e disquei para Ludimila, que graças a Deus atendeu logo no segundo toque:
- Oi amiga tudo bem com você?
- Ludi, eu vi a Lisa!
- O quê? Como assim você viu a Lisa.
- Eu te conto tudo assim que chegar em casa, mas já vou logo avisando que não são boas noticias.
- Vou te esperar então Elise, mas não faça nenhuma loucura como sair correndo atrás dela.
- Ai Ludi, será que você se esqueceu que eu não posso correr.
A piada foi feita para tentar minimizar a dor que sentia, não pude acreditar no que vi, eu tinha que fazer algo, e Ludi ia me ajudar, eu sei que posso contar com ela.
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