quarta-feira, 31 de agosto de 2016

EU, TU, ELES - CAPÍTULO 36 (PENÚLTIMO)

Momentos inacreditáveis e de tirar o completamente o ar dos pulmões.
Bora ler o penúltimo capítulo?

Boa leitura!

CAPÍTULO 36:
É VOCÊ

                

Ele me drogou, acordei com a boca seca e a cabeça pesada, eu apenas me lembro de ter visto ele se aproximar e colocado algo a força na minha boca, um liquido ruim e amargo, talvez seja esse o gosto que ruim que impregna na minha língua.

Estou sendo sacudida de um lado para o outro, e esta tudo escuro, onde eu estou? Ou melhor para onde estou indo?

Acho que vou vomitar por culpa desse sacolejar todo, mas estou fraca demais e sinto que vou desmaiar novamente, tudo começa a girar e...

-

Acordo melhor, mas ainda sinto um amargo na boca e a cabeça dói, mas estou mais desperta, o sacolejar parou, onde eu estou? Observo atentamente e sinto um frio, mas não estamos no verão? Não naquele lugar, eu estou presa num frigorifico, vejo algumas carnes de porco presas sobre ganchos, outras em sacadas, mas algo me chama a atenção, num desses ganchos, a carne era escura, parecia estar usando jeans. Gente vestiram a carne do porco?

Ah pare de besteira Elise, olhe direito é um homem, sim é um homem, eu até reconheço os traços, os cabelos, e me espanto com quem vejo:

- CAIQUE!

Calo-me pois temia chamar a atenção de Afonso, vai que ele me escute e venha me drogar novamente, mas isso não importa, meu irmão estava ali, amarrado por correntes e preso sobre os ganchos, seu rosto exibia um largo e grande hematoma de cor amarelada, acho que a tortura feita nele já durou alguns dias? Mas por que ele esta ali?

Vou me arrastando pelo frigorifico, e sinto mais frio, minhas pernas estão geladas, e minhas mãos estão com as pontas dos dedos roxas, eu precisava salvar meu irmão, se ele não acordar, ele pode morrer.

- Caique acorde... Vamos reaja.

Aos poucos eu vejo ele abrir os olhos, que alívio:

- Caique sou eu Elise.

- E... Li...Se?

Gente ele esta muito mais dopado que eu.

- O que você faz aqui?

- Eu... Nosso... Pai...

- Ta, fique calmo, eu vou pensar num jeito de nos tirar daqui, só não sei como!

Olho para todos os lados, e fico a procurar alguma coisa que me traga uma luz, algo para poder soltar Caique, e poder reanima-lo, mas o que eu poderia encontrar num frigorifico fora carne e salsichas congeladas?

Nessas horas não me aparece uma dinamite, se fosse um filme do Silvestre Stallone com toda certeza apareceria uma bomba nuclear, mas isso aqui não é um filme, é a realidade, e se eu não pensar logo, meu irmão e eu estaremos numa fria, literalmente falando.

-

Já não sei que horas são, ou onde estou, só sei que não consigo tirar Caique daquele gancho, ao menos ele havia recuperado um pouco da consciência e já não ficava gaguejando:

- Como esta se sentido?

- Como se eu estivesse preso num frigorifico e você?

- Bobo, estou falando da zonzeira, você não falava coisa com coisa.

- Estou melhor Elise.

Ficamos mudos, fazia tempo que não falava com ele, e não sabia o que dizer, e também o que se pode falar na nossa atual situação?

- Me desculpe Elise, tudo isso é culpa minha.

Palavras sábias.

- Por que você diz isso?

- Foi eu quem procurou o pai, e foi eu quem passou o seu endereço e tudo mais, eu matinha contato com Caio e ele me atualizava sobre tudo, até sobre a Lisa, fui eu quem a buscou na escola, e a deixou com o pai, eu causei tudo isso.

Em poucas palavras ele resumiu o que ele havia feito, ou seja, tinha sito um otário e agora estava pagando pelos seus erros, justo:

- E você veio parar aqui por quê?

- Por que ele queria te sequestrar, te fazer transferir todo o seu dinheiro, e depois descarta-la, e eu não concordei com nada disso, já não gostava dele ficar extorquindo dinheiro seu, tentei impedi-lo algumas vezes, mas ele me batia, e me trancava aqui.

Puxa vida, ele sofreu muito nas mãos de Afonso, mesmo ele sendo um mau caráter, ainda sim era meu irmão, eu tinha que ajuda-lo.

- Eu vou dar um jeito de tira-lo daí.

- Não precisa Elise, você tem que se salvar, esse é o mínimo que tenho que fazer depois de todo o mal que lhe causei.

Fiquei sem palavras, eu não poderia aceitar escapar e deixar Caique ali, não mesmo, eu era a irmã mais velha, eu tinha que protegê-lo:

- Só me diga como faço para tirar você daí.

- Não da, ele prendeu esse gancho com um cadeado, e meus pulsos estão presos com algemas, só vou sair daqui se alguém me pegar no colo e me tirar.

- Eu vou te tirar daí, eu... Só preciso de um pouco de força.

Tento me levantar, mas não sinto as pernas, droga, eu tenho que salvar meu irmão, não posso deixa-lo ali, ele já se arrependeu do que fez, isso não é justo com ele. Nunca havíamos brigado antes, e se isso acontecesse era só um pedir desculpas para o outro.

Não vou deixa-lo, não vou abandona-lo, firmo bem as pernas, eu sinto que agora eu posso, e eu vou conseguir, ganho equilíbrio, é agora, vou salvar Caique, finalmente depois de meses, eu fico em pé, me seguro em suas pernas, mas estou em pé, agora eu só precisava tirar ele, só mais um pouco, um pouquinho...

- Vai Elise, eu acredito em você... Esta dando certo... Vaaaaaaiiiii...

Consigo levanta-lo um pouco, mas o suficiente para Caique mexer os braços, se libertar do gancho preso e cair por cima de mim.

Eu estava ofegante, mas feliz, eu me levantei, fiquei em pé, não acredito nisso, deixe até eu contar para o Jorge:

- Eu te machuquei irmã?

- Não... E você esta machucado?

- Da queda não.

- Bobo.

Nos abraçamos, era bom ter meu irmão de volta:

- Ah que momento lindo entre irmãos.

Olhamos assustados para a entrada do frigorifico, Afonso esta ali de pé e nos encarava com aquele maldito sorriso:

- Bem acho que podemos tratar de negócios agora não é filhinha.

-

Afonso começou a se aproximar,eu já não tinha mais forças, era o nosso fim, Caique estava fraco ainda por conta da droga, não tínhamos como escapar, mas ao menos eu tinha meu irmão de volta, se fosse para morrer, morreria sem ter remorsos, tenho uma filha linda, uma mãe espetacular, dois irmãos incríveis, uma amiga de verdade, isso me bastava, eu conquistei o melhor de mim.Então venha Afonso, eu estou pronta para você.

Encaro o homem a minha frente, não era hora mais para temer, eu aceitei o meu destino, e era estar ali, frente a frente com o meu pior pesadelo, então fecho os olhos e escuto sirenes... Sirenes?

- AFONSO APAREÇA O CAMINHÃO ESTA CERCADO.

Gente do céu um milagre, eu não acredito nisso.

- Maldita, você contou para alguém sobre o nosso paradeiro?

Realmente eu havia contado, deixei o endereço com Cindi, ela sempre faz um bom trabalho, mas se eu não me engano já não estávamos mais no casebre no meio do nada, como será que nos descobriram?

- APAREÇA AFONSO!

Irritado por ver seus planos irem por água abaixo, ele resolve agir de forma desesperada, no canto do frigorifico, atrás de um dos porco havia um facão, gente de onde surge essas coisas?

Afonso me pegou pelo pescoço e me levou até a porta do frigorifico onde ele abriu uma pequena abertura para mostrar que tinha reféns:

- FILHA.

- MÃE... 

Minha mãe estava ali, meu Deus, ela estava bem, nunca me senti tão feliz por vê-la, só nesse momento eu pude perceber que estávamos no meio do nada, era uma estrada de terra, com mato por todos os lados, nada de cidade, havíamos sim percorrido três ou quatro quilômetros, acho que ele deixou rastros pelo caminho, somente assim para encontra-lo:

- PARE DE GRITAR.

- Afonso se entregue, esse caminhão esta cercado, e a sua cúmplice já esta presa.

Olho para uma das viaturas e vejo a mulher chorando, talvez ela tenha sido uma vitima da circunstancias, mas tinha que arcar com seus erros:

- Só a solto se me garantirem a minha liberdade.

- Homem se entregue não há para onde você fugir.

Fiquei mais tensa, pois senti o facão pressionar ainda mais o meu pescoço, ele sabia que não tinha para onde fugir:

- Se não vou fugir, você também não vai, adeus minha filha.

Olhei para frente espantada, era o meu fim, vi cada um que estava ali, Ludimila e Caio estavam presentes, ambos de mãos dadas e aflitos, Heitor suava frio junto de Cindi, minha mãe já estava toda descabelada e chorando, e ao fundo eu vi ele, Jorge, até ele estava ali, puxa vida, morreria sem ao menos dizer que gostava dele, acho que esse poderia ser meu ultimo ato, uma ultima fala:

- JORGE É VOCÊ DE QUEM EU GOSTO...

O facão se afasta momentaneamente e logo vem direção ao meu peito, mas ainda pude escutar ao longe voz:

- É VOCÊ...



Apago nesse momento.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

EU, TU, ELES - CAPÍTULO 35

Bom dia pessoal, mais um capítulo de tirar o fôlego, entramos na reta final.
Ansiosos?
Bora ler então!

CAPÍTULO 35:
A ARMADILHA

                

Minha conversa com Heitor foi simples, eu pedi para que ele vir ao escritório com urgência e foi justamente isso que ele fez. Eu já havia me recomposto e deixei Lisa aos cuidados de Cindi, assim poderia ter uma conversa mais sossegada com Heitor:

- O que houve Elise? Vim o mais rápido que pude.

- Meu pai esteve aqui.

- O QUÊ?

- Exatamente isso que você ouviu, ele esteve aqui e me trouxe a Lisa.

- Quem raios deixou ele com a Lisa?

- Não sei Heitor, eu estou desesperada, já é a segunda vez que ele vem aqui, e sempre para pedir dinheiro.

- Segunda? Elise você estava escondendo isso da gente?

- Na primeira vez sim, eu pensei que lhe dando dinheiro seria o suficiente para sumir da minha vida, mas ai ele voltou, e dessa vez estava com a Lisa.

- Como ele conseguiu vir com a Lisa?

- Acho que meu irmão Caique o ajudou, Lisa perguntou sobre Caio a ele, então deduzi que Caique se passou por Caio na escola e a retirou de lá. Heitor eu estou em pânico, se algum mal acontecer a minha Lisa eu jamais vou me perdoar.

- Calma, quero que você me conte tudo, assim posso entrar novamente com pedido judicial, mas agora com a certeza de que ele esta lhe fazendo mal.

Suspirei fundo, e contei toda a história a Heitor. Sabe eu me sinto bem em falar com ele, era bom desabafar com um amigo, só espero que isso não alimente falsas esperanças nele:

- E foi isso que aconteceu.

- Elise você errou ao dar dinheiro ao seu pai, ele esta extorquindo você, isso é crime.

- Eu sei, mas eu só queria que ele se afastasse da minha vida.

- Mas agora você só alimentou uma fera, e ele vai ficar cada dia mais próximo, hoje ele pegou Lisa amanhã ele pode fazer sua mãe de refém e lhe exigir não só dinheiro, mas como parte da sua empresa.

- Eu sei... Eu sei, mas eu não quero mais isso Heitor, por favor me ajude.

- Vou te ajudar Elise, sempre vou te ajudar.

Me senti protegida ao lado de Heitor, eu poderia confiar nele, sem hesitação, uma pena Heitor não arrumar alguém para ele poder proteger dessa forma como ele faz comigo:

- Dona Elise?

- Sim Cindi, o que foi?

- Lisa quer algo para beber, posso dar um suco para ela?

- Claro Cindi obrigada.

- O senhor deseja alguma bebida?

- Não Cindi, obrigado por oferecer.

Cindi saiu da sala encabulada, era impressão minha ou ela estava com vergonha de Heitor?

- Bem vamos ligar para dona Luluzinha que deve estar descabelada sem saber do paradeiro de Lisa.

- Bem lembrado Heitor, aproveito e já conto tudo para ela.

- É bom contar mesmo senão eu acabo contando.

Ele sorriu, mas eu pude sentir que era um sorriso diferente, acho que aos poucos ele estava superando a rejeição e aceitando minha amizade, queria também poder ser igual a ele e aceitar a minha falha com Jorge... Ai ai.

-

Bom à conversa com a minha mãe foi mais tensa do que eu mesmo imaginava, resolvi contar a ela no escritório, assim evitaria o contato com Caio que não sabia de nada da história. Nunca pensei que minha mãe tivesse aquela reação, primeiro ela surtou feito uma louca:

- PORQUE NÃO ME CONTOU ELISE? VOCÊ TINHA QUE TER ME FALADO DESDE O COMEÇO?

Depois ela teve uma crise de raiva:

- EU JURO QUE VOU MATAR AQUELE DESGRAÇADO!

Daí partiu para um lado mais sensível:

- Aaaaaaaaaahhh... Minha doce Lisa, ainda bem que não fizeram nada com ela.

E voltou para a loucura:

- MAS AINDA SIM TE CULPO ELISE, VOCÊ TINHA QUE ME AVISAR...

Fiquei escutando o bla bla bla por quase uma hora, até Heitor já estava cansado de ouvir os ataques da minha mãe, mas por fim ela se rendeu e parou de falar:

- Podemos ir então mãe!

- Sim filha, podemos eu ainda tenho que fazer o jantar, tomara que Lisa goste de frango.

Ela voltou ao normal, mas deu para sentir que ainda carregava um ar de preocupação, acho que ela ainda teme por Afonso, tenho que ser mais cautelosa, afinal eu não quero perder ninguém que amo.

-

Passaram-se três semanas, nesse tempo tivemos a audiência sobre o processo contra Antony, ali foi determinado pelo juiz uma causa sem validade, já que não havia nada o que eles pedirem de indenização ou qualquer valor sobre a minha empresa.

Foi um alivio muito grande me ver livre desse passado que não queria mais contato, o que mais me assombrou foi ver Antony sozinho, parece que ele e Minerva estavam separados, ela havia encontrado um engenheiro japonês rico e foi para a Ásia com ele. Senti pena do meu ex, mas o que se planta é o que se colhe.

Minhas consultas com Jorge se tornaram algo normal, eu conversava com ele, mas não dava mais sinais de interesse, eu tinha que esquecê-lo de uma vez por todas, afinal Jorge tinha alguém na vida dele, do qual ele tinha certeza absoluta gostar. Sendo assim eu não poderia ser uma pedra no caminho dele.

Finalmente minha mãe e Carlão iniciaram um relacionamento, demorou, mas pelo visto agora vai, os dois vivem trocando mensagens de texto e telefonemas curtos, chega até ser engraçado ver dona Luluzinha agir como uma adolescente eufórica. O que não esta sendo legal nessa situação é que minha mãe se apossou de todos os meus sapatos.

Caio e Ludimila estão também num amor que só, e praticamente um vivia na casa do outro, mesmo sendo vizinhos. Pelo visto o amo esta no ar.

Lisa esta indo muito bem na escola, tira boas notas e já tem varias amiguinhas e amiguinhos, em especial um tal de Vinicius, lembrete importante, intimar esse garotinho! Tenho que cuidar da minha princesa.

E quanto a Afonso... Não tive mais noticias dele, nem de Caique, a vida parecia estar entrando nos eixos, mas nem assim minha mãe deixou de me acompanhar dia e noite ao escritório e de monitorar Lisa na escola. Depois daquele episódio que poderia ter acabado em tragédia minha mãe fez questão de armar o maior escândalo da vida dela na escola e deixou bem claro que somente ela e eu poderíamos retirar a Lisa.

Admito que foi necessário aquilo, mas por outro lado não tinha como alguém da escola saber que Caio tinha um irmão gêmeo.

Com todo esse tempo sem ter contato com Afonso, eu até pensei em retirar a liminar de aproximação, mas eu não tinha como saber quando e onde ele poderia aparecer, o melhor era continuar com essa liminar por segurança.

Seguindo a vida, eu estava no meu escritório como sempre e via meus novos contratos como sempre, até que meu celular toca, chamada privada, deve ser alguma propaganda:

- Alô?

- Ola filha linda!

Sinto o corpo enrijecer, aquela voz ainda me causa pânico, eu não sabia o que falar, ou agir, o que Afonso queria comigo novamente?

- Ficou muda filha?

- O que você quer?

- Quero apenas a sua atenção meu anjo.

- Estou ocupada, tenho que desligar.

- Espere eu tenho uma surpresa para você.

- Não vou cair nessa Lisa esta em segurança, minha mãe foi busca-la agora mesmo.

- Tem certeza disso, escute.

Um grito alto eu ouço e logo em seguida alguns insultos:

- MALDITO ME SOLTE, FILHAAA...

- Reconhece essa voz querida filha.

Minha mãe, ela estava presa nas garras daquele maldito.

- O que você quer?

- Quero outro cheque, mas desta vez eu quero que você venha me trazer.

Estranho, geralmente ele que sempre vem até mim, novamente eu escuto um grito, ele esta torturando minha mãe, não eu não posso perdê-la:

- Me passe o endereço, eu vou até ai só não machuque mais ela.

- Boa garota, ah venha sozinha viu, ou você não vai querer ver sua mãe toda machucada né, melhor dizendo, mais do que ela esta.

Cerro os punhos, aquele maldito, eu o odeio, eu o quero morto, só assim voltarei a ter paz:

- Diga o endereço, irei sozinha.

- Você vai receber o endereço por uma mensagem de texto, assim que recebê-la venha sem dizer uma palavra a ninguém esta bem.

- De acordo.

- Até já então filha, eu te amo viu.

Desligo o telefone com raiva, minha mãe estava em perigo, eu tinha que fazer algo. A mensagem chega, olho para o endereço, escrevo num papel o local, vou até a mesa de Cindi, tento não parecer nervosa, mas acho que não consigo disfarçar:

- Aconteceu alguma coisa senhora?

- Cindi, ligue para Ludimila peça para ela ir buscar a Lisa na escola,eu preciso sair.

- Mas senhora a dona Luluzinha não foi até lá para busca-la.

- Faça só o que digo... Ah, mais uma coisa, pegue esse papel, se eu não aparecer em duas horas, abra-o e ligue para a policia.

- Dona Elise o que a senhora vai fazer?

- Por favor só cumpra minhas ordens sim.

Cindi pega o papel, eu sei que ela é competente e não vai descumprir a minha ordem:

- Sim senhora.

Sigo meu caminho, mas estou meio preocupada, há algo de errado nisso tudo, bem não é hora para pensar nisso, eu preciso salvar minha mãe.

-

O lugar era meio estranho, afastado de tudo, parecia até um sitio, era bem isolado do mundo. O terreno era um pouco irregular, mas dava para seguir com a minha cadeira de rodas sem muitos problemas. Na entrada logo eu pude ver que o portão estava aberto, não sei se entro, tenho medo do que pode acontecer nesse lugar, mas um grito vindo de dentro casa não me deixa duvidas, Afonso ainda estava torturando minha mãe.

Empurro as rodas com mais força, até chegar à entrada da casa, eu estava ofegante, era uma subida e tanto. Respiro fundo e abro a porta, ela estava destrancada, dentro o lugar era escuro, com pouca iluminação, eu apenas me pergunto onde esta a minha mãe.

Vou seguindo com o máximo de cuidado, não queria ser vista por Afonso, ele poderia muito bem me trancar aqui dentro e...

- Ola filha!

Droga! Olho para trás e o vejo, ele estava na porta e com uma mulher ao seu lado, jovem demais para ele:

- Vim como me pediu, aqui esta o seu cheque, agora solte minha mãe!

- Como você é bobinha filha.

Não entendo o que ele diz, por que eu sou boba? Eu fiz justamente o que ele mandou, será que é isso que ele esta tentando dizer?

- Tome seu cheque, e deixe minha mãe e eu em paz.

Ele e a mulher começam a gargalhar, eu fico sem entender até que tudo começa a fazer sentido, e realmente eu fui uma boba:

- Era mentira...

- Exatamente, a minha doce companheira aqui fez o favor de imitar muito bem a voz da sua mãe, na verdade você confundiu a voz dela, dizem que na hora do pânico tudo fica confuso, e você caiu direitinho.

Vou empurrando a cadeira para trás até ficar pressionada contra a parede, Afonso vem caminhando lentamente, sorrindo de forma maligna:



- Agora você é minha.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

EU, TU, ELES - CAPÍTULO 34

Estamos a todo vapor hoje, capítulo trinta e quatro no ar!
O fim da história esta perto, o que será que vai acontecer a Elise?
Bora ler antes que enfartemos de curiosidade!

CAPÍTULO 34:
MAU FEITO, FEITO

                

Chegamos ao consultório de Jorge, eu estava tão tensa que nem dei ouvidos aos comentários de minha mãe, ela falava algo sobre Carlão, obvio, será que só ela não percebia o quanto estava doida pelo nosso taxista? 

Enfim, eu tinha que me concentrar na minha missão... Acho que estou fazendo disso praticamente um desafio pessoal: 

- Ola Elise tudo bem? 

AI MEU DEUS! E agora o que eu respondo? Jorge esta aqui na minha frente, será que estou bem? Estou cheirosa? Estou bonita? Meu Deus... MEU DEEEEEEEEUS... 

- Elise não vai me responder? 

- Ahn... Sim... Oi... Como vai? 

- Estou bem, mas você me parece estranha, esta sentido alguma coisa? 

- Sim... Quero dizer... Não. 

- Minha Santa das abobrinhas, você não esta nada bem, venha vamos para o consultório assim podemos conversar mais a vontade. 

A vontade? Ah meu Deus ele esta pensando que eu vou transar com ele? Pare com isso Elise, ele é um médico, mantenha a postura, Jorge jamais ultrapassaria essa linha tão frágil entre a nossa amizade e o meu tratamento, eu preciso manter o foco, e deixar tudo agir naturalmente: 

- Muito bem, o que esta acontecendo senhorita? 

- Nada, eu estou perfeitamente bem. 

- Sério? 

- Serio Jorge, desculpe a confusão, mas é que eu estava com pensamentos bem confusos. 

- O que te fez ter esses pensamentos confusos? 

É agora! 

- Bem eu descobrir de quem eu realmente gosto, bem pelo menos eu sinto que realmente gosto dessa pessoa. 

- Puxa vida, que legal, e você já contou para ele? 

- Não, ainda não. 

- E por que não conta? 

- Tenho medo dele não sentir o mesmo que eu sinto. 

Jorge ficou mudo, será que ele havia entendido que eu gostava dele? 

- Me permite da uma opinião? 

- Claro. 

- Se você esta insegura quanto ao que ele sente, acho que você deve estar em duvida também sobre o seu sentimento, não acha melhor repensar? 

O feitiço voltou direto contra mim, se for para analisar toda a situação, eu realmente não tinha tanta certeza dos meus sentimentos, bem eu sei que não gosto de Leonel, não sinto um gostar entre homens e mulheres com Heitor, então eu pude perceber o quanto Jorge era especial, mas será que eu realmente gostava dele? 

- Você tem razão, eu não sei mesmo se gosto dele, ou se é apenas uma forte atração, me desculpe. 

- Esta se desculpando por que? Eu sou o cara que você esta gostando? 

Assim fica difícil né, por que os homens falam coisas tão complicadas, ele tinha que dizer isso? Tinha necessidade? 

- Vamos à consulta, por favor. 

- Ficou estranha de novo, sabe eu vou te contar uma coisa minha, eu também gosto de uma pessoa, mas descobri a pouco que talvez ela tenha duvidas quanto a gostar de mim. 

Ele gosta de uma pessoa? Esse foi o xeque mate para mim, eu já estava descartada antes mesmo de falar, como fui boba, claro que Jorge tinha que gostar de uma garota muito mais bonita do que eu e que pudesse andar. 

- Ah... E você não tem duvidas quanto ao seu sentimento? 

- Não, eu gosto muito dela, muito mesmo, mas enquanto ela estiver confusa eu não vou falar nada. 

- Quem é essa mulher? 

- Eu digo o pecado Elise, não o nome do pecador, vamos para a consulta. 


Sai do consultório desanimada comigo mesma, pensei que tudo daria certo, na verdade eu pensei que falaria, mas não pensei que escutaria aquilo, se Jorge tem outra pessoa melhor eu não investir em algo que apenas me machuque, seria igual eu ficar com Heitor, sabendo que não iria gostar dele da mesma forma que ele gosta de mim. 

Passo pela minha mãe forçando o melhor dos meus sorrisos, odeio quando planejo algo e não da certo, mas essa é vida, nem tudo segue conforme planejamos. 

Dentro do taxi eu estava muda, e ainda bem que o Carlão estava com disposição para falar, pois ele conseguiu roubar a atenção da minha mãe até chegarmos ao escritório, e resolvi me enfiar ao trabalho, só assim poderia esquecer a decepção que eu mesma me causei. 


Era o fim da tarde quando me dei conta que meu celular estava na bolsa e no silencioso, e me assustei assim que o peguei pois haviam vinte e cinco chamadas perdidas, quem me ligaria no celular sabendo que estou no escritório? 

Retornei para o numero, e reconheci de imediato a voz de era do outro lado: 

- Alô? 

- Pai?! 

- Olha, minha filha esta me chamando de pai, que emoção. 

- Como descobriu o meu numero? 

- Eu tenho meus contatos. 

Caique, aquele traidor. 

- O que você quer, eu tenho mais o que fazer? 

- Tem mesmo, e seu eu lhe disser que tenho um presente para você. 

- Presente? Eu não quero nada que venha de você. 

- Ah não? Então escute... 

O telefone fica mudo, o que ele estava aprontando, é quando o meu mundo começa a desmoronar quando escuto uma voz: 

- Oi tia Elise, o vovô Afonso me levou para a casa dele. 

- LISA... 

Senti minha cabeça rodar, comecei a suar frio, meu coração disparou, eu não sabia o que pensar, o que falar, minha Lisa, o que ele esta fazendo com a minha Lisa: 

- Me deixe falar com... Ele. 

- Vô ela quer falar com você. 

- Oi filha, gostou do presente? 

- DESGRAÇADO DEVOLVA MINHA FILHA, COMO VOCÊ PODE ESTA COM ELA? 

- Olha como você fala comigo mocinha, ou você vai querer que Lisa pague por sua boca suja. 

Ele vai machucar minha Lisa? Não, ele não pode fazer isso, não com a minha pequena, a minha princesa: 

- Diga o que você quer? 

- Eu preciso de dinheiro, aquela miséria que você me deu mal consegui sobreviver, então que tal um troca, somente eu e você, eu levo ela até ai, e você me da um cheque com o valor três vezes a maior. 

- TRÊS VEZES? 

- Eu ainda estou sendo gentil, poderia pedir cinco vezes. 

Não havia dinheiro no mundo que me faria perder Lisa: 

- Tudo bem, eu aceito. 

- Não avise ninguém ou você nunca mais verá a sua filha. 

Aquilo era uma ameaça pura, eu estava perdida, não poderia contar a ninguém, eu estou sozinha nisso. 

- Esta certo, mas venha logo, o cheque já estará pronto. 

- Ah e sem seguranças também. 

- Tudo bem, somente eu, você e a Lisa. 

- Exato, então até mais tarde filha, o papai te ama viu. 

Desliguei o telefone sem responder, o que apenas fiz vou chorar, aquele maldito estava com a minha Lisa, como ele descobriu? O que ele faria com a minha princesa? Por que Deus isso esta acontecendo comigo? Por que? 


Avisei a Cindi que meu pai viria, e claro que escutei reclamações, só não poderia suportar viver se algo de ruim acontecesse com a minha Lisa. 

Eu estava tão nervosa, queria mesmo era acabar com tudo aquilo, ou melhor, acabar com aquele que homem, isso foi golpe sujo, Caique ainda vai ter o que merece. Imersa nesses pensamentos fico ver a hora passar, não ia conseguir trabalhar sabendo do perigo que Lisa estava correndo. 

Meu tormento só acabou uma hora depois quando Afonso surgiu com Lisa, senti a garganta ficar seca e um bolo se formar no meu estômago, ela estava bem, sorria inocentemente sem saber do perigo que corria: 

- Ola tia Elise, o vô me trouxe para cá. 

- Que bom meu amor, venha aqui sim. 

Assim que Lisa se aproximou eu a abracei e lutei para não chorar, minha pequena estava salva, só isso era o que importava: 

-Não mereço um abraço também filha. 

Fulminei com os olhos aquele homem, como ele sabia de Lisa? Como ele conseguiu a tirar da escola? 

- Vô o tio Caio não venho? 

Lisa me deu a resposta, Caique se passou por Caio, claro ele deve ter seguido a gente ou o próprio Caio deve ter contado a ele sobre a Lisa, irmãos gêmeos são cúmplices, era de se admirar que Caique fizesse algo tão baixo assim: 

- Tome aqui o seu cheque, agora vá. 

- Nossa quanta mau criação, acho que a Luluzinha não sabe educar bem seus filhos. 

Sujo, como ele ousa falar da minha mãe, uma mulher guerreira que sempre fez de tudo pelos filhos: 

- Se retire por favor. 

- Assim fica melhor, mas eu volto viu, até mais minha filha amada e minha neta querida. 

Só pude respirar melhor assim que aquele imundo saiu, abracei novamente Lisa, eu temia tanto que algo de ruim acontecesse a minha pequena. 

A culpa foi toda minha, aquele maldito me usou duas vezes para extorquir meu dinheiro, e essa segunda foi a pior, desta vez eu não poderia me calar, eu precisava de ajuda, mas quem me ajudaria? 

- Dona Elise telefone para a senhora? 

- Cindi não estou com cabeça para falar com ninguém. 

- Mas é o Dr. Heitor. 

Uma luz na minha vida, ele poderia me ajudar a proteger minha família, eu sei que com ele eu posso confiar.


EU, TU, ELES - CAPÍTULO 33

Bom dia pessoal, bora começar a semana com mais uma leitura?
No ar capítulo trinta e três!
Boa leitura a todos

CAPÍTULO 33:
RENASCER

              

Eu me senti fortalecida, era o momento que tanto esperava, uma decisão que me atormentava agora foi concluída. Eu precisava falar com Jorge, e faria isso amanhã, mesmo que ele me rejeitasse, eu daria uma chance a mim mesma.

- O que foi Elise? Esta sorrindo por quê?

- É que hoje eu estou determinada.

- Huuuummm quero saber de tudo, vai me conta.

Estávamos no taxi com Carlão, e eu não queria falar sobre isso, não agora, na frente de Carlão, acho que sei o que fazer para despistar minha mãe e sua fervorosa curiosidade:

- Conto depois mãe, mas me digam e vocês dois, quando vão ficar juntos.

Olha eu não pensei que essa frase ia causar tanto alvoroço, o carro foi freado e depois acelerado com tanta intensidade que chegou a morrer no meio da avenida, minha mãe ficou tão vermelha que por um instante achei que ela iria explodir.

- Filha... Eu... Isso lá é coisa que se pergunte?

Bingo!

- Mas vocês não estão juntos?

- NÃO!

Não pude deixar de rir, a palavra Não foi dita simultaneamente, e ambos ficaram sem graças, Carlão só recuperou a consciência quando alguns carros buzinaram atrás. Acho que agora minha mãe experimentou um pouco do seu próprio veneno, talvez ela deixe de ser tão impulsiva.

-

Em casa tudo estava como sempre, Caio estava com Lisa e desta vez eles brincavam de princesa do castelo e o dragão, bom a princesa era minha pequena e o dragão era meu irmão, achei bem digno.

- Oi tiaaaaaaaaa...

- Oi meu amor, esta brincando com seu tio?

- Estou sim, ele é o dragão, mas não é um dragão mal é um dragão bonzinho.

- Que legal, e esse dragão cospe fogo?

- Huuumm... Não.

- Ele te asas?

- Também não.

- Então ele não é um dragão, é uma lagartixa.

- Elise não comece, eu não tenho cara de lagartixa.

- Não tem mesmo tio, mas você pode ser um jacaré.

Pronto, Caio se jogou no chão e começou a caminhar lentamente tentando imitar um jacaré e Lisa ficou tão eufórica que soltou um grito bem agudo. Deixei os dois brincando e fui para o meu quarto, eu precisa de um banho, eu merecia um bom descanso, para recomeçar minha noite.

- Elise posso entrar?

Caio? O que ele quer comigo?

- Pode sim.

- Oi...

- Oi.

Ficamos em silêncio, eu não esperava pela visita dele no meu quarto, Caio sempre foi muito reservado, nós mal conversávamos, o que ele poderia querer?

- Diga Caio?

- Eu queria uma opinião sua.

- Que tipo de opinião?

- Ah Elise... Eu estou com vergonha...

Acho que sei o que ele estava querendo falar:

- Você quer me perguntar algo sobre a Ludi.

- Sim.

A resposta foi imediata demais... Ah o amor estava no ar.

- Diga o que você quer saber dela?

- Não é dela, mas é que eu queria saber se você é a favor do nosso relacionamento.

Nosso? Eles estavam...

- Vocês estão namorando?

- Estamos iniciando um caso, não chega a ser um namoro, mas estamos caminhando para isso.

Fiquei boquiaberta, Ludimila não me falou nada, que danadinha, e como não ficar a favor de tal relacionamento, se foi ela a pivô de tantas mudanças na minha vida:

- Caio claro que sou super a favor, eu estava torcendo por isso.

- Que bom Elise, eu fico mais aliviado, agora será que a mãe vai aceitar isso?

- Que tal você chamar a Ludi para jantar aqui em casa, daí você já oficializa tudo e pronto.

- Será que é uma boa ideia?

- Eu sou super a favor.

Caio ficou meio pensativo, olhou para o teto depois para o chão e no fim soltou o melhor dos seus sorrisos:

- Combinado vou falar com ela agora.

Caio saiu do quarto, mas antes me beijo no rosto, um gesto que ele nunca havia feito antes:

- Obrigado Elise, você é a melhor irmã mais velha que já tive.

- Sou a única irmã mais velha que você já teve seu bobo, agora vá chama-la.

Realmente meu dia ainda passaria por muitas emoções até chegar ao fim.

-

Não tivemos um super cardápio para noite, o que deixou minha mãe decepcionada, pois ela adora exibir seus dotes culinários. Para o momento tudo estava muito bom, uma salada leve, com um arroz branco e feijão branco, uma carne de panela e legumes feito a vapor, simples, prático e delicioso.

Lisa comia com gosto a comida, enquanto Ludi também se banqueteava com os legumes:

- Dona Luluzinha esse jantar esta delicioso.

- Ah minha querida eu queria ter feito algo melhor, mas fiquei sabendo de ultima hora que você viria para jantar.

- O convite também surgiu de ultima hora dona Luluzinha, mas esta tudo uma delicia.

- Esta gostoso mesmo vovó, eu posso comer mais legumes?

- Claro que pode meu amor, deixe a vovó por para você.

Era bom ver a animação na mesa, isso me fortalecia, me fazia sentir que estava viva. Olhei para todos, mas parei a visão em Caio, ele estava tão tenso, que nem tocou no prato de comida:

- Caio você esta bem?

- Ahn... Sim, estou sim.

- O que foi filho? A comida esta ruim?

Aquela era a deixa, mas meu irmão estava tenso demais, acho que ele não conseguiria falar nada. Só que ele não conhecia Ludimila como eu conhecia, pois ela se levantou e tomou a iniciativa:

- Sabe dona Luluzinha eu sei o que esta acontecendo com seu filho.

- Sabe?

- Sim senhora, bem esse jantar assim de ultima hora tem um motivo.

- Qual motivo minha querida?

Deu para sentir minha mãe ficar preocupada, ela não era muito fã de surpresas:

- Eu e seu filho Caio, estamos namorando.

A única que emitiu som foi Lisa que gritou feliz de saber que Caio estava com Ludimila, eu apenas observei minha mãe que de seria soltou o melhor sorriso que tinha:

- Ai que maravilha, eu sempre sonhei como dia em que meu filho apresentasse uma namorada, vem aqui minha menina, de um abraço na sua sogra, apesar de eu ser jovem demais para ser chamada de sogra.

Finalmente Caio respirou aliviado, até eu soltei um longo suspiro, o jantar foi um sucesso, tudo estava perfeito:

- Elise depois eu posso conversar com você?

- Claro Ludi, depois podemos ir para o meu quarto.

- Esta bem.

Senti que essa conversa seria sobre Heitor, bem acho que nem tudo estava tão perfeito assim.

-

Fomos para o meu quarto assim que terminamos o jantar, eu estava apreensiva, temia que a minha conversa com Heitor tivesse algum impacto na minha amizade com Ludimila:

- Bem estamos aqui, o que você quer falar comigo?

- Hoje eu falei com Heitor, precisamente minutos antes de vir aqui.

Eu sabia.

- E ele te falou sobre a nossa conversa?

- Sim.

- Ludi eu sei que ele é seu primo, mas sabe eu não posso mais dar fermento para um sentimento que ele sente e eu não.

- Eu sei Elise, você esta certa.

- Estou?

- Sim, você finalmente se decidiu, meu primo vai ficar bem, e eu posso lhe dizer que estou feliz por você, muito feliz mesmo.

- Eu pensei que você estava com raiva de mim, afinal eu maltratei seu primo.

- De forma alguma, você foi verdadeira, ele tem que aceitar isso.

- Então por que me chamou?

- Por que eu quero saber quem é o seu escolhido.

- Mas que pessoa mais curiosa viu.

- Sou mesmo amiga, me diga tudo o que sabe.

- Ainda bem que eu tenho você Ludi,vou lhe contar tudo.

Foi bom poder dividir meus pensamentos e sentimentos com Ludimila, ela era uma boa ouvinte e claro uma boa amiga, meus receios se foram, nunca me senti tão bem, mas ainda sim pensei em Heitor, gostaria que ele superasse todo esse sofrimento o quanto antes, ele merece ser feliz.

-

Hoje era o dia, o sol entra pelas frestas da janela, eu sinto a mesma determinação de ontem inundar minha alma.

Me arrumo a minha nova maneira, visto trajes simples, não quero mostrar uma Elise que esta morta e enterrada, eu sou uma nova mulher. Esse foi um ponto que conversei com Ludi ontem, afinal eu não sabia como me comportar, o que vestir, mas ela foi direta e objetiva:

- Vista-se com que achar melhor, você não esta indo visitar um príncipe e sim para uma consulta, a consequência será você se declara para ele, mas isso não precisa se demonstrado nas suas roupas, e sim nos seu caráter.

Obvio que ela estava certa, Ludi sempre estava certa, pois a antiga Elise se glorificava por usar roupas caras, por vestir-se na moda e tudo do mais caro. A nova Elise não quer demonstrar ser poderosa, mas sim respeitada, uma amiga, uma companheira.

Visto então um vestido rosa, rodado a altura do joelho, prendo os cabelos numa trança feita por mim mesma, faço um make super básico com apenas base, pó, uma leve sombra e um batom rosa.

Coloco meus brincos de sempre em forma de coração, e um lindo colar com uma pedra de ônix pendurada, simples e belo, nada muito exuberante. Espero poder ter essa coragem da qual sinto agora na hora em que ver Jorge.



Mas agora já é tarde para hesitar, eu prometi a mi mesma dizer o que realmente sinto por Jorge, e vou cumprir com a minha palavra, hoje eu sinto, eu renasci de corpo e alma.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

EU, TU, ELES - CAPÍTULO 32

Chegando ao climax da história, finalmente a decisão, quem será o escolhido de Elise?
Bora la ler então?
Capítulo trinta e dois no ar

Boa Leitura!

CAPÍTULO 32:
O ESCOLHIDO

             

- O que você quer aqui Leonel?

- Vim lhe fazer uma visita, tome eu lhe trouxe isso.

- Um buque de flores?

- Sim, uma flor para uma flor!

Que ridículo, será que ele não se toca que não quero mais nada com ele?

- Obrigado pelas flores, mas eu estou ocupada, então poderia me dar licença...

- Elise o que eu preciso fazer para te reconquistar?

- Primeiro sumir da minha frente, segundo desaparecer e terceiro evaporar.

- Quanto mais você resistir, mais eu me aproximo.

- Foi então assim que você fez com a tal Dina.

- O nome dela era Lia, e não, eu não agi assim, pensei já termos conversado sobre isso.

- Sim conversamos, e que eu me lembre, deixei bem claro o quanto foi desagradável e desprezível saber que fui traída e que também não queria ter mais nenhum contato com você.

- Eu me arrependi Elise, mudei, quero uma nova chance, o que custa você esquecer tudo o que passou, apagar isso da sua vida.

Aquilo era demais não? O cara me trai, depois se arrepende e ainda quer que eu esqueça, o perdoe e que eu viva feliz para sempre com galhos na cabeça. Eu realmente tinha que abrir minha boca para dizer que meu dia tava bom:

- Leonel, vou te dizer pela ultima vez, vá embora, ou eu terei que chamar os seguranças.

- Eu não vou embora até ouvir uma resposta positiva sua.

- Eu não acredito que isso esteja acontecendo comigo...

- Pois está, vamos Elise, me dê uma chance, por favor.

Eu não queria ser radical, mas acho que a situação esta pedindo que eu aja dessa forma:

- Escute Leonel, a gente tentou, você teve a sua chance, mas desperdiçou, eu agora estou com outras prioridades, quero viver a minha vida, tenho uma filha agora para criar...

- Você teve uma filha?

- Adotei Leonel, adotei uma criança.

- Eu adoro crianças posso conhecê-la?

- NÃO!

- Mas por quê?

Ah Santo Deus, que homem difícil de se conversar...

- Leonel, não dá mais certo a gente, eu não posso simplesmente apagar o que você fez, sabe, não tenho como esquecer, toda vez que te olhar, vou lembrar daquela cena, e o pior, eu não sei o porque de você ter feito isso, você estava infeliz ao meu lado?

- Não Elise.

- Eu era grudenta e manipuladora?

- Não.

- Eu fiz algo que te obrigou a buscar outra?

- Não.

- Então por que fez isso? Por quê? É por vergonha? Por eu ser cadeirante, e você ter que ficar me empurrando na cadeira em vez de segurar minha mão? Diga por que você fez isso?

Leonel fica calado, talvez nem ele soubesse a reposta, isso pode vir da sua natureza, mas eu não posso viver com alguém que não sabe o que quer, e ele não sabia, era notável.

- Eu já te disse Elise, foi um deslize, um erro...

- Sim foi um erro, e erros tem consequências, então arque com as suas agora.

- Só me diga uma coisa, você gosta ainda de mim?

Essa era uma pergunta da qual eu poderia temer de escutar, mas atualmente eu sabia como lidar com meus sentimentos, sabia realmente o que eu sentia por Leonel, e talvez não fosse algo bom de ser ouvir:

- Eu não gosto de você Leonel, não mais.

- Verdade.

- Sim.

- Chegou a gostar algum dia?

- Cheguei, mas você matou todo esse sentimento, e hoje eu apenas sinto nada, até raiva não consigo mais sentir de você, simplesmente você foi um alguém que passou na minha vida, e me deixou uma marca, uma marca muito dura e profunda.

Senti Leonel estremecer, acho que agora ele entendeu o que realmente eu sentia por ele. Afirmo que me assustei, pois não pensava que um dia poderia sentir algo assim por alguém, mas era verdade, eu não gostava mais de Leonel.

- Pode me deixar trabalhar agora.

- Sim, desculpa o incomodo.

- Não foi nada, apenas me prometa uma coisa.

- Claro, o que você quiser...

-Siga a sua vida, por que eu estou perto de seguir com a minha.

Xeque-mate, Leonel me lançou um ultimo olhar e saiu da minha sala, não queria dar um ponto final daquele jeito, mas foi necessário.

-

O dia estava no fim, e pelo menos pude antecipar alguns assuntos, e fiquei relembrando da conversa que tive com Leonel. Eu fui dura demais com ele, mas acabou sendo necessário, tomara que desça vez eu possa ter um pouco de paz na minha vida.

Assim que estou saindo pela recepção eis que tenho uma segunda surpresa:

- Heitor!

- Ola Elise, eu vim te buscar!

Será que até nos últimos minutos do meu dia eu vou ter que aguentar isso?

- Heitor não precisa vir até aqui, eu já liguei para minha mãe e ela esta vindo me buscar.

- Vai desperdiçar a minha carona?

- E como você pensa em me levar para casa?

- Ora de taxi.

Gente do céu, era hoje viu...

- Heitor eu venho e volto de taxi todos os dias.

- Eu sei, mas desta vez você vai comigo.

Eu sei que Heitor estava sendo muito legal e gentil, só que eu não queria alimentar algo que nem havia acontecido:

- Acho melhor não, foi esperar minha mãe.

- Puxa vida, como você é turrona, será que não percebe o quanto eu gosto de você.

- Eu percebo sim, só que eu não sei o que sinto por você.

- Mas eu sei Elise, você também gosta de mim.

Heitor segurou a minha mão, mas eu a retirei, não era bem assim do jeito que ele estava falando, eu gostava dele, mas havia algo de errado no meu gostar, eu não o deseja, não o via com um homem e sim como um irmão, era isso, eu adoro Heitor, mas como um amigo:

- Infelizmente, eu não gosto de você dessa forma, eu gosto de você como meu amigo.

- Ah pare com isso Elise, desde o primeiro dia em que nos vimos eu pude perceber os seus reais sentimentos por mim, ou quer negar isso?

- Não vou negar, eu realmente demonstrei interesse por você, mas agora, eu estou entendendo o que sempre senti, desde aquele dia.

- Me nego a acreditar nisso.

Será que na minha vida só aparecem homens desse jeito?

- Você pode até negar Heitor, mas eu não posso alimentar mais isso, infelizmente eu não gosto de você, não da mesma forma que você gosta de mim.

- Pare Elise, você esta se enganando...

- Não Heitor, você é que esta se enganando.

Nunca falei tão seria assim na minha vida, cheguei até pensar que estava possuída por Ludimila, afinal quem era mais sincera do que ela.

- Elise... Eu... Te amo.

- Eu também te amo, mas como amigo, e é apenas isso que posso lhe oferecer Heitor.

Acariciei seu rosto, não era justo fazê-lo sofrer, não daquele jeito, mas seria pior se eu ousasse tentar algo e no fim decepciona-lo mais, Heitor merecia ser feliz, mas não comigo.

- Você esta destruindo meu coração.

- Eu não queria isso Heitor, mas foi necessário.

- O que será de nós então?

- Serei sempre a sua amiga, e espero que você continue a ser meu amigo também.

- Realmente nós não temos nenhuma chance?

- Isso só te machucaria mais.

- Eu quero me arriscar.

- Mas eu não quero... Heitor, eu quero a sua felicidade, e se você diz me amar desse jeito, também deveria desejar a minha, mesmo não sendo ao seu lado.

Heitor virou o rosto, ele sabia que eu tinha razão. Eu vi uma lágrima escorrer sobre seu rosto, eu queria conforta-lo, mas essa seria uma dor da qual ele tinha que lidar sozinho.

Ao longe escutei a buzina do carro de Carlão, nada mais eu quis dizer, também nada mudaria, eu já havia escolhido, talvez já tinha essa decisão, mas estava cega e agora eu tinha que correr atrás, me arriscar de verdade, e rezar para que ele me aceitasse. Jorge, você é o meu escolhido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

EU, TU, ELES - CAPÍTULO 31

Capítulo trinta e um sendo lançado em três,dois. um...

Boa leitura!

CAPÍTULO 31:
ELIMINANDO PROBLEMAS

           

Eu precisa me acalmar, senão daria muito na cara o quanto ainda estava nervosa. O expediente já estava acabando, e eu aguardava minha mãe vir me buscar, mas a todo momento eu olhava por cima do ombro, na espreita e assustada, achava que meu pai iria surgir nas minhas costas, me pegar pelo pescoço e me sufocar.

Dizem que o medo machuca mais que qualquer ferimento, eu tenho que concorda com isso.

Mas eis que a minha luz apareceu, Lisa, ela surgiu junto com a minha mãe, só assim eu pude sentir-me melhor. Como um ser tão pequeno pode irradiar tanta felicidade:

- Ola filha!

- Oi tia.

- Ola meus amores, tudo bem?

- Tudo joia, eu levei minha neta linda para um passeio no parque, e viemos para cá, te fiz esperar muito tempo?

- Não mãe, eu acabei de descer, e você minha princesa fez o que hoje?

- Ai tia, eu fiquei com a vó Luluzinha, nós almoçamos macarrão de panela de pressão, é o meu prato favorito, depois brincamos de boneca, até o tio Caio chegar, e ele brincou comigo de videogame, e depois fomos para o parque, foi tão divertido o dia de hoje.

- Não se esqueça Lisa que fomos conhecer a sua escola.

- É verdade vovó, a escola é linda tia, você tem que ver.

- Nossa que dia agitado, vamos indo então que no caminho eu quero todos os detalhes.

Lisa é tão inteligente, extrovertida, e linda, não me canso de ficar conversando com ela, na verdade não me canso de estar ao lado dela.

- Tia o que a senhora fez hoje?

- Nossa eu trabalhei tanto Lisa, e a tia descobriu que uma amiga dela luta Kung fu.

- Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauuuu, igual às tartarugas ninjas?

Tartarugas ninjas? Que imaginação essa menina tem.

- Praticamente igual, só que ela não é verde.

- Claro que não né tia, por que ela é menina e gente quem nem a gente.

- Você gostaria de conhecê-la?

- Sim...

Deu para ver a euforia de Lisa, acho que ela imagina uma guerreira vestida de rosa pronta para salvar as pessoas do mal. Antes de partimos, pedi para que Cris descesse e conhecesse Lisa, foi um encontro super divertido e engraçado:

- Lisa essa é a minha amiga Cris, a lutadora de Kung fu.

- Uaaaau... Eu pensei que você tinha uma capa?

- Ainda não tenho Lisa, mas um dia terei, muito prazer em conhecê-la você é muito bonita sabia.

- Obrigada, você também é bonita... Hum... Você luta com esse sapato?

Foi ai que percebi o salto que Cris estava usando, assim como todas as funcionarias, Cris também trocava o salto por sapatilha na hora do almoço ou quando ia embora:

- Se for necessário eu luto até na ponta do pé, mas geralmente eu luto descalça.

- Que legal!

- Bem Lisa, diga tchau para Cris pois temos que ir.

- Esta bem tia, tchau tia Cris, eu gostei muito você.

- Tchau Lisa, eu também gostei muito de você se cuida viu, e se precisar de qualquer coisa é só gritar que eu estarei lá para te ajudar.

- Sério?

- Claro, só não conte a ninguém a minha identidade secreta.

- Ta bom.

Cris abraçou Lisa que entrou no carro com a ajuda de Carlão e da minha mãe, logo voltei a minha atenção para Cris e percebi que ela estava muito feliz, uma felicidade contagiante:

- Essa é a minha pequena.

- Nossa Elise, ela realmente é tudo aquilo que você me falou no almoço, parabéns pela iniciativa, e eu percebo que vocês serão muito felizes.

- Obrigado Cris, bem não vou atrapalha-la, nos falamos amanha... Super heroína.

- Tchau chefa, e se precisar é só gritar...

- Isso da um slogan viu...

Rimos da piada e eu fui para o carro. Chegar a pensar que minha ex secretaria poderia ser uma heroína era engraçado, mas eu bem a imaginei usando um capa cor de rosa e uma mascará, acho que a chamaria de Miss secretária.

-

Os dias foram passando não tive mais notícias daquele homem o que me garantiu um pouco de paz. Lisa se adaptou muito bem a nova escola e todo dia tinha algo novo para contar.

Minha mãe fazia questão de ir levar e buscar Lisa acredito que assim poderia passar mais tempo com Carlão e claro com a sua neta.

Caio continuou a trabalhar com Ludi e os dois estavam mais íntimos, acho que eles logo engatilharão num namoro.

E Caique... Dele não soubemos mais notícias, nem sequer um e-mail, eu sei que deveria esquecê-lo, mas não paro de me preocupar com ele. Poxa somos irmãos e ele pode estar vivendo um inferno morando junto daquele homem. Isso era o que mais me preocupava.

Quanto a mim, eu segui a minha vida, Leonel não apareceu mais, o que foi um alívio, minhas consultas com Jorge eram mais frequentes e mais animadas, cheguei até a levar Lisa para ele avalia-la, eu ainda tinha esperança de uma recuperação para Lisa, mas não foi bem isso o que aconteceu, a deformidade física da minha princesa atingiu parte da sua coluna e não havia meios dele voltar a andar.

Não pude deixar de ficar triste, eu tinha fortes esperanças de Lisa poder andar novamente.

Bem fora essa noticia arrasadora tenho que dizer o quanto Jorge e Lisa se deram bem, os dois pareciam se conhecer a tempos, pois falavam sobre tudo, ate de bonecas e pelúcias. E como as crianças são sinceras, pois na ultima sessão Lisa externou um pensamento que fiquei totalmente sem ação:

- Tia Elise por que a senhora não casa com o tio Jorge?

Santo Deus era só o que me faltava, agora a Lisa também deu para opinar sobre minha vida amorosa e na frente do Jorge ainda. O que eu deveria falar nessa hora? Bem eu apenas ri e fomos para casa, mas eu sei que isso ficou gravado na mente de Jorge... Ai ai.

Com Heitor tudo ia bem, os processos estavam em andamento, e pelo visto ele me trouxe boas notícias para o início da semana, eu já estava no escritório quando o telefone toca:

- Alô?

- Dona Elise, o senhor Heitor na linha.

- Obrigada Cindi...Heitor?

- Ola Elise como tem passado?

- Estou ótima e você?

- Bem também, escute temos boas notícias sobre os processos.

- Jura?

- Sim... Sobre os processos trabalhistas pode ficar despreocupada, consegui falar com as modelos e elas aceitaram a serem contratadas novamente, e vão retirar o processo contra a empresa.

- Que maravilha e o que mais?

- Sobre o caso do seu ex, bom a petição que pedimos sobre o processo ser indevido foi aceita, mas ainda sim teremos uma audiência.

- Puxa vida e eu que não queria mais ver a cara desse idiota.

- Eu juro que tentei, mas eu garanto que será apenas uma audiência de esclarecimento, não se preocupe.

- Maravilha Heitor, isso sim são boas notícias para se começar bem a semana.

- Fico feliz que eu tenha alegrado o seu dia.

- Bom tem mais alguma coisa para dizer?

- Aquele outro assunto sobre... Aquele homem.

- Sei... O que tem?

- Foi indeferido o pedido de limite de aproximação, a juíza entendeu o sei trauma, mas seu pai já pagou sua divida com a sociedade, então ele é livre para ir e vir...

Fiquei muda, eu queria muito ter essa segurança, infelizmente não se pode ganhar todas né.

- Tudo bem Heitor, pelo menos alguns problemas foram esclarecidos.

- Sim... Bem e eu te vejo quando?

- Amanhã eu passo na ONG para ver as crianças da creche.

- Vou aguarda-la então.

- Então ate amanha minha Elise, um beijo.

Aquilo soou sedutor demais, Heitor era mais insistente do que eu mesmo imaginava.

- Tchau Heitor.

Tem horas que é difícil ter uma convivência com ele viu.

-

Sinto que as coisas estão mudando, talvez seja por que estou vivendo algo bom na minha vida, tenho Lisa como minha filha, Caio tomou um rumo na vida, e minha mãe... Continua a ser a mesma sempre. Tudo bem que tenho meus conflitos pessoais, mas acho que tudo esta se encaixando, pelo menos minha vida esta menos agitada:

- Dona Elise a senhora tem visita?

- Quem é?

- Sou eu.



Leonel aparece por de trás de Cindi, bem acho que pensei cedo demais, minha vida sempre volta a ser agitada no fim, e pelo visto o passado ainda insisti em reaparecer.