O fim da história esta perto, o que será que vai acontecer a Elise?
Bora ler antes que enfartemos de curiosidade!
CAPÍTULO
34:
MAU
FEITO, FEITO
Chegamos ao consultório de Jorge, eu estava tão tensa que nem dei ouvidos aos comentários de minha mãe, ela falava algo sobre Carlão, obvio, será que só ela não percebia o quanto estava doida pelo nosso taxista?
Enfim, eu tinha que me concentrar na minha missão... Acho que estou fazendo disso praticamente um desafio pessoal:
- Ola Elise tudo bem?
AI MEU DEUS! E agora o que eu respondo? Jorge esta aqui na minha frente, será que estou bem? Estou cheirosa? Estou bonita? Meu Deus... MEU DEEEEEEEEUS...
- Elise não vai me responder?
- Ahn... Sim... Oi... Como vai?
- Estou bem, mas você me parece estranha, esta sentido alguma coisa?
- Sim... Quero dizer... Não.
- Minha Santa das abobrinhas, você não esta nada bem, venha vamos para o consultório assim podemos conversar mais a vontade.
A vontade? Ah meu Deus ele esta pensando que eu vou transar com ele? Pare com isso Elise, ele é um médico, mantenha a postura, Jorge jamais ultrapassaria essa linha tão frágil entre a nossa amizade e o meu tratamento, eu preciso manter o foco, e deixar tudo agir naturalmente:
- Muito bem, o que esta acontecendo senhorita?
- Nada, eu estou perfeitamente bem.
- Sério?
- Serio Jorge, desculpe a confusão, mas é que eu estava com pensamentos bem confusos.
- O que te fez ter esses pensamentos confusos?
É agora!
- Bem eu descobrir de quem eu realmente gosto, bem pelo menos eu sinto que realmente gosto dessa pessoa.
- Puxa vida, que legal, e você já contou para ele?
- Não, ainda não.
- E por que não conta?
- Tenho medo dele não sentir o mesmo que eu sinto.
Jorge ficou mudo, será que ele havia entendido que eu gostava dele?
- Me permite da uma opinião?
- Claro.
- Se você esta insegura quanto ao que ele sente, acho que você deve estar em duvida também sobre o seu sentimento, não acha melhor repensar?
O feitiço voltou direto contra mim, se for para analisar toda a situação, eu realmente não tinha tanta certeza dos meus sentimentos, bem eu sei que não gosto de Leonel, não sinto um gostar entre homens e mulheres com Heitor, então eu pude perceber o quanto Jorge era especial, mas será que eu realmente gostava dele?
- Você tem razão, eu não sei mesmo se gosto dele, ou se é apenas uma forte atração, me desculpe.
- Esta se desculpando por que? Eu sou o cara que você esta gostando?
Assim fica difícil né, por que os homens falam coisas tão complicadas, ele tinha que dizer isso? Tinha necessidade?
- Vamos à consulta, por favor.
- Ficou estranha de novo, sabe eu vou te contar uma coisa minha, eu também gosto de uma pessoa, mas descobri a pouco que talvez ela tenha duvidas quanto a gostar de mim.
Ele gosta de uma pessoa? Esse foi o xeque mate para mim, eu já estava descartada antes mesmo de falar, como fui boba, claro que Jorge tinha que gostar de uma garota muito mais bonita do que eu e que pudesse andar.
- Ah... E você não tem duvidas quanto ao seu sentimento?
- Não, eu gosto muito dela, muito mesmo, mas enquanto ela estiver confusa eu não vou falar nada.
- Quem é essa mulher?
- Eu digo o pecado Elise, não o nome do pecador, vamos para a consulta.
-
Sai do consultório desanimada comigo mesma, pensei que tudo daria certo, na verdade eu pensei que falaria, mas não pensei que escutaria aquilo, se Jorge tem outra pessoa melhor eu não investir em algo que apenas me machuque, seria igual eu ficar com Heitor, sabendo que não iria gostar dele da mesma forma que ele gosta de mim.
Passo pela minha mãe forçando o melhor dos meus sorrisos, odeio quando planejo algo e não da certo, mas essa é vida, nem tudo segue conforme planejamos.
Dentro do taxi eu estava muda, e ainda bem que o Carlão estava com disposição para falar, pois ele conseguiu roubar a atenção da minha mãe até chegarmos ao escritório, e resolvi me enfiar ao trabalho, só assim poderia esquecer a decepção que eu mesma me causei.
-
Era o fim da tarde quando me dei conta que meu celular estava na bolsa e no silencioso, e me assustei assim que o peguei pois haviam vinte e cinco chamadas perdidas, quem me ligaria no celular sabendo que estou no escritório?
Retornei para o numero, e reconheci de imediato a voz de era do outro lado:
- Alô?
- Pai?!
- Olha, minha filha esta me chamando de pai, que emoção.
- Como descobriu o meu numero?
- Eu tenho meus contatos.
Caique, aquele traidor.
- O que você quer, eu tenho mais o que fazer?
- Tem mesmo, e seu eu lhe disser que tenho um presente para você.
- Presente? Eu não quero nada que venha de você.
- Ah não? Então escute...
O telefone fica mudo, o que ele estava aprontando, é quando o meu mundo começa a desmoronar quando escuto uma voz:
- Oi tia Elise, o vovô Afonso me levou para a casa dele.
- LISA...
Senti minha cabeça rodar, comecei a suar frio, meu coração disparou, eu não sabia o que pensar, o que falar, minha Lisa, o que ele esta fazendo com a minha Lisa:
- Me deixe falar com... Ele.
- Vô ela quer falar com você.
- Oi filha, gostou do presente?
- DESGRAÇADO DEVOLVA MINHA FILHA, COMO VOCÊ PODE ESTA COM ELA?
- Olha como você fala comigo mocinha, ou você vai querer que Lisa pague por sua boca suja.
Ele vai machucar minha Lisa? Não, ele não pode fazer isso, não com a minha pequena, a minha princesa:
- Diga o que você quer?
- Eu preciso de dinheiro, aquela miséria que você me deu mal consegui sobreviver, então que tal um troca, somente eu e você, eu levo ela até ai, e você me da um cheque com o valor três vezes a maior.
- TRÊS VEZES?
- Eu ainda estou sendo gentil, poderia pedir cinco vezes.
Não havia dinheiro no mundo que me faria perder Lisa:
- Tudo bem, eu aceito.
- Não avise ninguém ou você nunca mais verá a sua filha.
Aquilo era uma ameaça pura, eu estava perdida, não poderia contar a ninguém, eu estou sozinha nisso.
- Esta certo, mas venha logo, o cheque já estará pronto.
- Ah e sem seguranças também.
- Tudo bem, somente eu, você e a Lisa.
- Exato, então até mais tarde filha, o papai te ama viu.
Desliguei o telefone sem responder, o que apenas fiz vou chorar, aquele maldito estava com a minha Lisa, como ele descobriu? O que ele faria com a minha princesa? Por que Deus isso esta acontecendo comigo? Por que?
-
Avisei a Cindi que meu pai viria, e claro que escutei reclamações, só não poderia suportar viver se algo de ruim acontecesse com a minha Lisa.
Eu estava tão nervosa, queria mesmo era acabar com tudo aquilo, ou melhor, acabar com aquele que homem, isso foi golpe sujo, Caique ainda vai ter o que merece. Imersa nesses pensamentos fico ver a hora passar, não ia conseguir trabalhar sabendo do perigo que Lisa estava correndo.
Meu tormento só acabou uma hora depois quando Afonso surgiu com Lisa, senti a garganta ficar seca e um bolo se formar no meu estômago, ela estava bem, sorria inocentemente sem saber do perigo que corria:
- Ola tia Elise, o vô me trouxe para cá.
- Que bom meu amor, venha aqui sim.
Assim que Lisa se aproximou eu a abracei e lutei para não chorar, minha pequena estava salva, só isso era o que importava:
-Não mereço um abraço também filha.
Fulminei com os olhos aquele homem, como ele sabia de Lisa? Como ele conseguiu a tirar da escola?
- Vô o tio Caio não venho?
Lisa me deu a resposta, Caique se passou por Caio, claro ele deve ter seguido a gente ou o próprio Caio deve ter contado a ele sobre a Lisa, irmãos gêmeos são cúmplices, era de se admirar que Caique fizesse algo tão baixo assim:
- Tome aqui o seu cheque, agora vá.
- Nossa quanta mau criação, acho que a Luluzinha não sabe educar bem seus filhos.
Sujo, como ele ousa falar da minha mãe, uma mulher guerreira que sempre fez de tudo pelos filhos:
- Se retire por favor.
- Assim fica melhor, mas eu volto viu, até mais minha filha amada e minha neta querida.
Só pude respirar melhor assim que aquele imundo saiu, abracei novamente Lisa, eu temia tanto que algo de ruim acontecesse a minha pequena.
A culpa foi toda minha, aquele maldito me usou duas vezes para extorquir meu dinheiro, e essa segunda foi a pior, desta vez eu não poderia me calar, eu precisava de ajuda, mas quem me ajudaria?
- Dona Elise telefone para a senhora?
- Cindi não estou com cabeça para falar com ninguém.
- Mas é o Dr. Heitor.
Uma luz na minha vida, ele poderia me ajudar a proteger minha família, eu sei que com ele eu posso confiar.
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