Pois ai está, capítulo vinte e um no ar!
Boa leitura!
CAPÍTULO 21:
CONFUSA
Segui para casa da Ludimila naquele exato momento, talvez eu estava na expectativa de que Heitor tivesse alguma boa noticia, mas também tinha que colocar na minha mente que talvez a situação atual não poderia ser mais reversível afinal, Lisa tem a mãe biológica dela.
Só quando encontrei Heitor que me dei conta que nem ao menos estava bem apresentável, não passei nenhuma maquiagem ou sequer fiz uma hidratação nos meus cabelos, ai que horror, eu devo estar semelhante a um dinossauro na terceira idade, se é que já existiu algum dinossauro assim.
- Ola Elise você esta linda hoje!
A modéstia de Heitor era demais.
- Obrigada pelo elogio, como tem passado Heitor?
- Bem, soube pela minha prima do ocorrido de ontem.
- E imagino que não possamos fazer nada né.
- Infelizmente não.
Ficamos em silêncio, não sei por que ele se calou, eu mesmo tinha meus motivos e frustrações.
- Soube que você foi hoje a minha casa.
- Sim, estive lá para te ver, mas você estava deitada, então resolvi ficar aqui na casa da minha prima até poder vê-la.
Fofo da parte dele, mas ainda sim havia uma intenção da qual eu não poderia corresponder.
- Obrigada por se preocupar.
- Não precisa agradecer, é....
- Quer me dizer algo?
- Bom se me permiti a intromissão, e até mesmo a verdade, tenho que lhe dizer que por um lado foi bom Lisa não ter ido para sua casa.
Mentira que ele falou isso?
- É o quê?
- Elise mantenha a calma eu vou explicar.
- Eu espero mesmo por uma boa explicação, por que não vejo motivo para Lisa não ser feliz na minha casa.
- Eu vejo mais do que um motivo.
- Não entendi?
- Elise, sua casa não é apropriada para receber um deficiente, você sabe quanto tempo demorei para chegar até o seu quarto?
Nessa parte ele tinha razão, minha casa seria mais um lar de empecilhos para Lisa do que uma morada.
- Os corredores são estreitos, há muitos degraus, a mesa é alta demais, tudo é muito fora de alcance, não há acesso para rua, ou parte superior da casa, isso seria como viver em obstáculos.
- Eu sei disso Heitor.
- Se sabe por que não modifica sua casa.
- Eu já pedi para Ludimila fazer a reforma, estou caminhando com isso, até a minha empresa eu vou modificar.
- Sei, não estou vendo muito entusiasmo nesse caminhando ai.
- Ah Heitor, eu nem deveria mudar minha casa, não terei mais a Lisa e eu sei que logo vou poder andar de voltar.
- Elise você deveria ser mais confiante, quem sabe as voltas que o mundo pode dar! Você hoje acha que vai poder andar, mas em quanto isso vai acontecer?
Odeio quando me dizem coisas certas quando estou errada, simplesmente eu não tenho um prazo, posso começar a andar tanto hoje como daqui a cinco anos.
- Você tem razão Heitor.
- Não quero que ache que sou chato Elise, eu estou aqui para te ajudar, sempre vou estar aqui.
Heitor segurou a minha mão, o impressionante foi que eu deixei me levar por um sentimento crescente em mim, eu adorava estar ao lado dele. Heitor me trazia tanta segurança e confiança, até mais do que ao lado de Leonel.
Ai minha nossa, eu tenho que falar com Leonel, nós nem nos falamos desde... Ontem!
- Obrigada por tudo Heitor, mas eu preciso ir, tenho que ligar para o Leonel.
Foi instantâneo ele ter recolhido a mão e se virado, admito que fiquei chateada, afinal eu gosto do toque dele.
- Ata, tudo bem, desculpa ter atrapalhado você.
Não retruquei a resposta, eu sabia que se falasse algo eu poderia só piorar as coisas, afinal Heitor era mais cabeça dura que eu.
Então como uma anja salvadora, eis que surge Ludimila, ela sorria e trazia consigo uma bandeja com uma jarra de suco e alguns biscoitos:
- Hora do lanche.
- Infelizmente preciso ir Ludi, mas agradeço pelo lanche.
- Ah, mas você não queria falar comigo?
- Ah si, eu preciso falar com você, sobre duas coisas.
- Então diga amiga.
- Primeiro, queria saber se tem como você conseguir um estagio para meu irmão Caio, se ele ainda estiver interessado, achei que você poderia muito bem dar uma forcinha para ele.
- Claro Elise, terei o maior prazer em poder ajudar o seu irmão, e a segunda coisa.
- Dá para começar logo a reforma na minha casa, senão Heitor me processa por tentativa de homicídio.
Sorri da minha piada, e ao menos consegui fazê-lo sorrir, não gosto de ficar brigada com Heitor, e ver o quanto estamos bem só me deixa mais radiante e feliz, bem feliz até demais.
-
Fui para casa um pouco confusa, não sabia ao certo o que estava sentido por Heitor, ele era um grande amigo, alguém que eu queria por perto, mas eu tinha que me concentrar em quem estava comigo agora, foi quando eu liguei para o Leonel, mas nada de atender.
Gente será que só fui uma aventura para ele, ou será que ele me vê como uma pobre invalida e ficou com dó de mim, não acredito que ele seja desses homens, pois vou insistir, e assim que ele atender, vou falar poucas e boas para ele...
- Alô?
- Oi Leonel... – Essa voz me destrói.
- Desculpa não ter atendido antes, é que estou em plantão hoje.
- Estou te atrapalhando?
- Não, você nunca atrapalha meu doce.
Ai eu sou o doce dele... Aaaaaaaiiiii....
- Liguei para desabafar um pouco, meu dia ontem foi meio complicado.
- O que houve?
- Você tem tempo para conversar?
- Estou na minha pausa agora, tenho cinco minutos.
- Ah... Bem você bem poderia vir para minha casa hoje?
Silêncio, ai meu Deus será que ele acha que sou atirada, uma biscate, uma piriguete, uma...
- Adoraria.
ELE ACEITOU?! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH...
- Vou pedir uma jantar especial então para nós.
- Então te vejo mais tarde, minha...Elise.
- Tchau Leonel.
Gente do céu se por telefone ele me tirava o fôlego imagine quando a gente se ver, eu vou surtar. E agora o que devo vestir?
- Filha... Onde você esta?
O que minha linda mãe quer comigo?
- Oi mãe...
- Ainda bem que te encontrei, ligaram do consultório do Dr. Jorge, sua consulta foi adianta para hoje, então se vista que iremos vê-lo.
Era tudo o que eu precisava, ver justamente o terceiro homem que me tirava o fôlego, ai, ai...
-
Fui para o consultório de taxi, minha mãe foi de acompanhante como sempre, mas acho que ela esta fazendo isso para conquistar o Carlão. Bom nós seguimos normalmente até o consultório e assim que entramos já damos de cara com Jorge sentado na recepção do consultório:
- Ola Elise como tem passado?
- Muito bem doutor, e o senhor?
- Estou ótimo, vamos para a consulta então.
Assenti com a cabeça, era incrível como Jorge tinha duas personalidades tão diferente, o jeito informal dele era dinâmico e até engraçado.
- Está gostando do meu jeito informal.
Cristo meu, por que ele teve que sussurrar no meu ouvido, olhei para cima e vi sua cara de levado, esse Jorge não perde o lado brincalhão dele, então era apenas uma mascará, gosto disso viu, gosto e muito:
- Outro dia eu passei na frente da sua empresa e vi você com um rapaz mais ou menos da sua idade, muito apresentável por sinal.
Ah não, até o doutor estava com ciúmes?
- Acho que foi o Leonel, ele saiu para almoçar comigo também.
- E o beijo que ele lhe deu também faz parte do almoço.
Ok, eu queria agora um buraco bem fundo, onde eu poderia cavar, me jogar para esconder toda a minha vermelhidão... Perai ele estava me espionando?
- Desde quando você espiona suas pacientes?
- Desde que eu tenha interesse por elas.
Encarei com um sorriso sarcástico para Jorge, gente do seu o que seria de mim agora? Três homens na minha vida, o que eu vou fazer?
- Bem vamos iniciar a sessão depois podemos falar mais sobre nós.
- Doutor...
- Sem essa de doutor, me chame apenas de Jorge, acho que assim podemos ter um pouco mais de intimidade.
Se tinha algo que me deixa totalmente desnorteada era aquele sorriso cheio de dentes, obvio, junto com aquele halito de eucalipto, por que isso tinha que acontecer comigo justo agora... Ai ai confusão.
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