Chegando ao climax da história, finalmente a decisão, quem será o escolhido de Elise?
Bora la ler então?
Capítulo trinta e dois no ar
Boa Leitura!
CAPÍTULO
32:
O
ESCOLHIDO
- O que você quer aqui Leonel?
- Vim lhe fazer uma visita, tome eu lhe trouxe isso.
- Um buque de flores?
- Sim, uma flor para uma flor!
Que ridículo, será que ele não se toca que não quero mais nada com ele?
- Obrigado pelas flores, mas eu estou ocupada, então poderia me dar licença...
- Elise o que eu preciso fazer para te reconquistar?
- Primeiro sumir da minha frente, segundo desaparecer e terceiro evaporar.
- Quanto mais você resistir, mais eu me aproximo.
- Foi então assim que você fez com a tal Dina.
- O nome dela era Lia, e não, eu não agi assim, pensei já termos conversado sobre isso.
- Sim conversamos, e que eu me lembre, deixei bem claro o quanto foi desagradável e desprezível saber que fui traída e que também não queria ter mais nenhum contato com você.
- Eu me arrependi Elise, mudei, quero uma nova chance, o que custa você esquecer tudo o que passou, apagar isso da sua vida.
Aquilo era demais não? O cara me trai, depois se arrepende e ainda quer que eu esqueça, o perdoe e que eu viva feliz para sempre com galhos na cabeça. Eu realmente tinha que abrir minha boca para dizer que meu dia tava bom:
- Leonel, vou te dizer pela ultima vez, vá embora, ou eu terei que chamar os seguranças.
- Eu não vou embora até ouvir uma resposta positiva sua.
- Eu não acredito que isso esteja acontecendo comigo...
- Pois está, vamos Elise, me dê uma chance, por favor.
Eu não queria ser radical, mas acho que a situação esta pedindo que eu aja dessa forma:
- Escute Leonel, a gente tentou, você teve a sua chance, mas desperdiçou, eu agora estou com outras prioridades, quero viver a minha vida, tenho uma filha agora para criar...
- Você teve uma filha?
- Adotei Leonel, adotei uma criança.
- Eu adoro crianças posso conhecê-la?
- NÃO!
- Mas por quê?
Ah Santo Deus, que homem difícil de se conversar...
- Leonel, não dá mais certo a gente, eu não posso simplesmente apagar o que você fez, sabe, não tenho como esquecer, toda vez que te olhar, vou lembrar daquela cena, e o pior, eu não sei o porque de você ter feito isso, você estava infeliz ao meu lado?
- Não Elise.
- Eu era grudenta e manipuladora?
- Não.
- Eu fiz algo que te obrigou a buscar outra?
- Não.
- Então por que fez isso? Por quê? É por vergonha? Por eu ser cadeirante, e você ter que ficar me empurrando na cadeira em vez de segurar minha mão? Diga por que você fez isso?
Leonel fica calado, talvez nem ele soubesse a reposta, isso pode vir da sua natureza, mas eu não posso viver com alguém que não sabe o que quer, e ele não sabia, era notável.
- Eu já te disse Elise, foi um deslize, um erro...
- Sim foi um erro, e erros tem consequências, então arque com as suas agora.
- Só me diga uma coisa, você gosta ainda de mim?
Essa era uma pergunta da qual eu poderia temer de escutar, mas atualmente eu sabia como lidar com meus sentimentos, sabia realmente o que eu sentia por Leonel, e talvez não fosse algo bom de ser ouvir:
- Eu não gosto de você Leonel, não mais.
- Verdade.
- Sim.
- Chegou a gostar algum dia?
- Cheguei, mas você matou todo esse sentimento, e hoje eu apenas sinto nada, até raiva não consigo mais sentir de você, simplesmente você foi um alguém que passou na minha vida, e me deixou uma marca, uma marca muito dura e profunda.
Senti Leonel estremecer, acho que agora ele entendeu o que realmente eu sentia por ele. Afirmo que me assustei, pois não pensava que um dia poderia sentir algo assim por alguém, mas era verdade, eu não gostava mais de Leonel.
- Pode me deixar trabalhar agora.
- Sim, desculpa o incomodo.
- Não foi nada, apenas me prometa uma coisa.
- Claro, o que você quiser...
-Siga a sua vida, por que eu estou perto de seguir com a minha.
Xeque-mate, Leonel me lançou um ultimo olhar e saiu da minha sala, não queria dar um ponto final daquele jeito, mas foi necessário.
-
O dia estava no fim, e pelo menos pude antecipar alguns assuntos, e fiquei relembrando da conversa que tive com Leonel. Eu fui dura demais com ele, mas acabou sendo necessário, tomara que desça vez eu possa ter um pouco de paz na minha vida.
Assim que estou saindo pela recepção eis que tenho uma segunda surpresa:
- Heitor!
- Ola Elise, eu vim te buscar!
Será que até nos últimos minutos do meu dia eu vou ter que aguentar isso?
- Heitor não precisa vir até aqui, eu já liguei para minha mãe e ela esta vindo me buscar.
- Vai desperdiçar a minha carona?
- E como você pensa em me levar para casa?
- Ora de taxi.
Gente do céu, era hoje viu...
- Heitor eu venho e volto de taxi todos os dias.
- Eu sei, mas desta vez você vai comigo.
Eu sei que Heitor estava sendo muito legal e gentil, só que eu não queria alimentar algo que nem havia acontecido:
- Acho melhor não, foi esperar minha mãe.
- Puxa vida, como você é turrona, será que não percebe o quanto eu gosto de você.
- Eu percebo sim, só que eu não sei o que sinto por você.
- Mas eu sei Elise, você também gosta de mim.
Heitor segurou a minha mão, mas eu a retirei, não era bem assim do jeito que ele estava falando, eu gostava dele, mas havia algo de errado no meu gostar, eu não o deseja, não o via com um homem e sim como um irmão, era isso, eu adoro Heitor, mas como um amigo:
- Infelizmente, eu não gosto de você dessa forma, eu gosto de você como meu amigo.
- Ah pare com isso Elise, desde o primeiro dia em que nos vimos eu pude perceber os seus reais sentimentos por mim, ou quer negar isso?
- Não vou negar, eu realmente demonstrei interesse por você, mas agora, eu estou entendendo o que sempre senti, desde aquele dia.
- Me nego a acreditar nisso.
Será que na minha vida só aparecem homens desse jeito?
- Você pode até negar Heitor, mas eu não posso alimentar mais isso, infelizmente eu não gosto de você, não da mesma forma que você gosta de mim.
- Pare Elise, você esta se enganando...
- Não Heitor, você é que esta se enganando.
Nunca falei tão seria assim na minha vida, cheguei até pensar que estava possuída por Ludimila, afinal quem era mais sincera do que ela.
- Elise... Eu... Te amo.
- Eu também te amo, mas como amigo, e é apenas isso que posso lhe oferecer Heitor.
Acariciei seu rosto, não era justo fazê-lo sofrer, não daquele jeito, mas seria pior se eu ousasse tentar algo e no fim decepciona-lo mais, Heitor merecia ser feliz, mas não comigo.
- Você esta destruindo meu coração.
- Eu não queria isso Heitor, mas foi necessário.
- O que será de nós então?
- Serei sempre a sua amiga, e espero que você continue a ser meu amigo também.
- Realmente nós não temos nenhuma chance?
- Isso só te machucaria mais.
- Eu quero me arriscar.
- Mas eu não quero... Heitor, eu quero a sua felicidade, e se você diz me amar desse jeito, também deveria desejar a minha, mesmo não sendo ao seu lado.
Heitor virou o rosto, ele sabia que eu tinha razão. Eu vi uma lágrima escorrer sobre seu rosto, eu queria conforta-lo, mas essa seria uma dor da qual ele tinha que lidar sozinho.
Ao longe escutei a buzina do carro de Carlão, nada mais eu quis dizer, também nada mudaria, eu já havia escolhido, talvez já tinha essa decisão, mas estava cega e agora eu tinha que correr atrás, me arriscar de verdade, e rezar para que ele me aceitasse. Jorge, você é o meu escolhido.
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