Bom dia pessoal, vamos de capítulo novo? No ar capítulo onze, o clima ta esquentando nessa história.
CAPÍTULO
11:
NADA
É POR ACASO
Olhei de Antony para Minerva, a minha vontade era de arrancar aquele sorriso sínico da cara deles:
- Digam o que querem aqui?
- Então Elise meu doce.
- Antony limite-se a responder a minha pergunta apenas.
- Nossa que durona, sempre sem rodeios, é desse jeito que eu gosto.
Seboso, como ele pode achar que esta sendo sedutor ao falar algo assim, mas consigo manter minha expressão inalterada, não poderia demonstrar mais raiva, isso só alimentaria ainda mais aquele cinismo:
- Diga logo o que quer.
- Eu quero o que é meu por direito.
- O que é nosso Antony, nosso não se esqueça.
Minerva pela primeira vez se levantou e seguiu para o lado de Antony, era notável que ela fez questão de andar na intenção de me deixar constrangida, mal ela sabe que eu posso ter perdido minhas pernas, mas ganhei minha alma de volta:
- O que é seu aqui por direito?
- Ora metade da empresa.
Não pude evitar, cai na gargalhada, de onde ele tirou a ideia de que tem direito a metade da empresa? Acho que ele surtou de vez:
- Ai... Como vocês são engraçados...
- Não estamos achando graça em nada disso amiga.
- Já falei para não me chamar assim sua víbora. – Desta vez eu mantive minha expressão séria, era hora de coloca-los no devido lugar. – Essa empresa é minha, eu a conquistei com muito esforço, nenhum de vocês tem direito a nada.
- Isso é o que você acha Elise, já esqueceu que já vivemos sob união estável?
- Vivemos?
- Claro meu anjo, Minerva é testemunha que já moramos juntos uma vez.
- Antony passamos uma semana no seu apartamento e vimos que não deu certo.
- Daí você saiu de casa, então vou caracterizar como abandono de lar, sendo assim eu posso dizer que tenho direito a tudo que é seu.
Acho que aqueles dois enlouqueceram, de onde eles tiraram esse tipo de ideia? Desta vez eu não ri, vi que eles estavam levando aquele assunto a serio de mais, então era hora de jogar com as mesmas cartas:
- Se você tem provas que dizem que já vivemos sob união estável e que você acha ter direito sobre alguma coisa, então vamos levar isso até os tribunais.
- Ah Elise, se eu fosse você não faria algo assim.
- Eu sei o que estou dizendo, e já vou garantir, de mim vocês não vão arrancar nada, agora saiam, eu tenho assuntos a resolver.
- Vamos deixa-la em paz Antony, afinal temos um processo a montar, só não esqueça que você esta lidando com dois advogados.
Disto eu não iria esquecer, Minerva e Antony eram bons advogados, mas que tipo de prova teriam para terem direito a tudo que tenho? Isso era um blefe. Ignorei o comentário e apenas abrir a porta, sem dizer mais nenhuma palavra eles saíram, só então que percebi as lagrimas de ódio que desciam ao ver eles de mãos dadas.
-
Tentei me manter calma, mas era difícil, encontrar aqueles dois só me fizeram reviver a tragédia da minha vida. O pior era que eu não parava de chorar, isso me deixava mais irritada, porque eu estava chorando por aqueles dois? Será que eu ainda nutria algum tipo de sentimento por Antony? Não, eu me conheço e sei bem o que sinto, eu desprezava aqueles dois, mas ainda doía saber que fui enganada e traída.
Após quase uma hora desde a saída de Antony e Minerva, eu ainda estava trancada em minha sala, não poderia deixar que me vissem naquele estado.
Minha mãe bateu insistentemente na porta por um tempo, deve parado por algum motivo. Acho que percebeu que havia algo de errado, mas também sabia que eu precisava de um tempo para mim.
Infelizmente essa maldita dor não cessa, o que me resta para agora era me deixar levar por ela. Uma hora ela iria parar, na verdade nem eu tenho certeza do que estou falando.
-
Consulto o relógio já passam do meio dia e meio, eu finalmente parei de chorar, e a dor diminuiu, já consigo pensar de forma racional e tenho algo a fazer antes de iniciar minhas atividades, abro a porta e dou de cara com Cristina e minha mãe ambas assustadas ao me verem:
- Cris localize Caíque preciso falar com ele já.
- Filha você esta bem?
- Vou ficar depois que eu falar com Caique.
Voltei para minha sala e me posicionei por detrás da mesa e fiquei a encarar a porta.
Quando um furacão apelidado de Luluzinha cruzou a porta toda eufórica:
- Elise o que esta acontecendo aqui? Você fica trancada mais de três horas e quando sai somente pede para chamar seu irmão. O que o coitado tem haver com Antony e Minerva?
- Mãe, se quiser ficar aqui, fique, só não atrapalhe a minha conversa com Caique.
- Eu exijo uma explicação agora.
Nesse momento Caique cruza a porta sorrindo, claro que era um sorriso falso, tive vontade de socar ele com todas as minhas forças, mas contive minha vontade:
- Ah irmã que bom que esta aqui.
Fuzilei-o assim que o vi, estava estampado na cara dele a culpa. Ergui a cabeça para olha-lo nos olhos, Caique fez a volta pela mesa e me abraçou, não acredito que ele fez isso?
- Chegou que horas aqui Elise?
- Não importa a hora que cheguei.
- Filha não trate seu irmão assim.
- Mãe, não interfira, por favor.
- Voltou a ser ríspida irmãzinha?
- Eu só vou fazer uma pergunta, porque você deixou Antony e Minerva entrarem na minha sala?
- Eu?
- Caique eles entravam aqui quando cheguei, e disseram que foi você que autorizou a entrada deles, vai negar?
- Elise eu pensei que você gostaria de receber a visita deles...
- Como sempre pensou errado, sabe eu estou começando a desconfiar que isso foi armação sua.
- Elise não culpe Caique pelo fim do seu relacionamento com Antony.
- Eu não estou culpando ninguém, afinal se existe uma culpada nisso tudo aqui sou eu, mas é muita coincidência eu encontrar os responsáveis pelo meu acidente.
-Do que você está falando irmãzinha?
- Que hoje eu estou nessa cadeira de rodas por culpa de Antony e Minerva.
Minha mãe ficou chocada com a minha afirmação, já Caique tentou disfarça, mas deu para perceber que ele já sabia disso, não da para acreditar meu próprio irmão pode esta tramando algo contra mim.
- Preciso ficar sozinha, saiam, por favor.
- Mas filha eu preciso saber o que aqueles dois fizeram contra você.
- Pergunte a Caique, ele sabe bem o que aconteceu, agora saiam.
-
Nunca pensei que as minhas palavras causassem tanta confusão, minha mãe ficou literalmente histérica, pois não admitia que Caique fosse cúmplice de Antony e Minerva, claro eu não tinha prova alguma, mas minha intuição era mais que o suficiente para dizer que meu irmão estava contra mim.
Fora que Caique ficou se fazendo de vitima dizendo que estava chocado com aquela acusação, e bla bla bla... Que a minha única salvação foi ter que sair do escritório, ainda bem que já tinha pratica com a cadeira de rodas, pois entrei no elevador assim que ele abriu e o fechei antes que aqueles dois fossem atrás de mim.
Eu precisava de ar puro, e foi justamente para a rua que me dirigi, mas daí me lembrei do meu obstáculo, as escadas, fiquei frustrada por mais um vez ser impedida pela minha atual situação, que droga, por que tudo tinha que desabar justo hoje?
- Ei moça precisa de ajuda!
Olhei para a calçada e não pude acreditar em quem estava me chamando:
- Jorge? – O que o meu fisioterapeuta gato estava fazendo ali.
- Ola Elise, precisa de ajuda?
- Ah... Sim.
Jorge subiu os degraus da escada, me pegou com a cadeira e tudo e me desceu até a calçada, pude sentir a sua respiração, minha nossa que confusão esta a minha vida, primeiro tenho uma amanha desastrosa, e agora ele me aparece:
- Pronto.
- Obrigado doutor.
- Sem essa de doutor, hoje eu estou de folga e pode me chamar pelo nome então.
- Se você quer assim, então esta bem, agora me diga o que esta fazendo aqui?
- Ah, eu estava caminhando por aqui, gosto de vir para esse lado da cidade e você o que esta fazendo aqui?
- Eu trabalho aqui, na verdade essa é a minha empresa.
- Puxa vida, tudo isso ai?
- Sim doutor, tudo isso... Você esta diferente, parece mais...
- Divertido?
- Exato, no consultório você é tão sério.
- Todos dizem isso, mas é que levo meu trabalho muito a sério, e fico mais retraído.
Eu tenho que dizer que prefiro ele desse jeito, mas não sou doida de dizer isso, então vou guardar esse comentário para mim:
- E você prefere qual Jorge? O do consultório ou o casual?
Não acredito que ele me perguntou isso?
- Não sei ainda, não conheço esse Jorge casual.
- Então vamos nos conhecer, aceita almoçar comigo?
Senti meu estomago roncar, claro não comi nada desde manhã, estava faminta, mas acima de tudo, esta na companhia de homem lindo e charmoso. Desta vez eu tenho que dizer, nada acontece por acaso, se eu não tivesse passado por tudo que passei, não teria encontrado Jorge:
- Claro que aceito, conheço um ótimo restaurante aqui perto.
- E estamos esperando o quê? Bora almoçar.
Não pude evitar de rir, esse Jorge casual era muito mais interessante:
- Você quando sorri fica mais linda sabia.
E muito galanteador.
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