sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O ASTRO REI - CAPÍTULO VINTE E UM

Bom dia caros leitores, mais uma sexta com mais um capítulo eletrizante e envolvente da nossa atual história.
Bora ler então!
Capítulo vinte e um no ar!
Boa leitura a todos.

CAPÍTULO 21:
O MAU NÃO ACABA

                

Deixamos Tamara na porta de casa, e depois seguimos para a casa da Joice, fiquei o restante do caminho tentando disfarçar minha raiva, como é que alguém como a Tamara foi capaz de fazer aquilo comigo? Eu pensei que ela fosse minha amiga, mas agora eu vejo que me enganei:

- Esta tudo bem Fabrício, você esta com uma cara de malvado.

- Ah... É que eu fiquei pensando uma coisa aqui.

- Já me conta logo o que estava pensando que sou curiosa.

- Estava pensando, como a minha noiva é gastona, olha o tanto de coisa que compramos.

- Olha quem fala, você pegou varias roupas também.

- Somente foi o necessário, inclusive peguei esse body azul que é unissex.

- Engraçadinho, eu sabia que você iria pegar algo assim.

- Eu não resisti, mesmo se for uma garota eu tinha que pegar um desses.

- Tudo bem vai, eu também fiz uma coisa escondida.

- O quê você fez?

- Comprei aquela camiseta cor de rosa para você.

- Mentira?

Joice caiu na gargalhada, enquanto eu vasculhava as sacolas em busca da camiseta, e não foi que ela comprou mesmo?

- Vai ficar linda em você...

- Isso foi golpe baixo.

- Ah não foi não.

- Ah foi sim.

- Eu vou ceder dessa vez, mas na próxima não terá escapatória viu.

- Huuumm que vilão...

- Sou mesmo um vilão, e adoro roubar o coração da princesa que esta ao meu lado.

Joice ficou toda corada, eu gostava desse clima envolta do nosso relacionamento, me fazia sentir vivo, e claro, me sentia feliz por ver minha noiva feliz... Como o amor é lindo né.

-

Fui convidado a passar a noite na casa de Joice, bem eu precisa me acostumar mais aos modos da casa, e o legal foi que eu conheci Hélio, o meu cunhado, e conhecido com Lio, ele era muito divertido, e me tratou bem. O bom é que ele não me sacudiu como o senhor Igor fazia.

Aproveitei essa situação para conversar melhor com o meu se-dikaíou, talvez ele pudesse me ajudar com o problema chamado Tamara:

- Então meu querido gamprós, o que gostaria de falar comigo.

- Senhor Igor, eu preciso de um conselho do senhor.

Uma pessoa normal prestaria simplesmente atenção, mas o senhor Igor não era uma pessoa normal, ele me abraçou, me sacudiu, gargalhou, voltou a me sacudir e batia suas mãos grandes e pesadas nos meus ombros muito emocionado:

- Ah gamprós, você me considera muito para fazer isso... Que emoção... Que emoção...

Após todo o espetáculo e duas bolsas térmicas para acalmar a dormência que pouso “levemente” sobre os meus ombros, eu finalmente pude relatar o problema, ou futuro problema que teria com Tamara:

- Senhor Igor, existe alguém querendo atrapalhar a minha relação com Joice.

- Gamprós, isso é grave... Quem por Deus iria querer fazer isso.

- Eu sei que pode parecer um absurdo de quem vou falar, mas eu desconfio da Tamara.

Por incrível que pareça o senhor Igor não me parecia nada surpreso, acho que ele até já esperava que eu falasse dela:

- Não estou surpreso gamprós, essa menina nunca me pareceu ser boa gente.

- Senhor Igor, eu convivo com a Tamara há muito tempo, ela é a minha vizinha e sempre foi uma grande amiga, mas de um tempo pra cá ela tem se comportando de forma estranha, ela parece que tem...

- Inveja.

- Exato, ela parece invejar a minha felicidade.

- Na verdade gamprós essa menina Tamara, tem inveja da minha filha.

- Da Joice? Mas elas sempre foram amigas.

- Na verdade esse “sempre” tem apenas alguns meses, no máximo um ano.

- Um ano?

- Sim... A Joice já contou para você como elas se conheceram?

- Nunca perguntei isso.

- Joice saiu um dia desse a noite com umas amigas, acho que você conhece elas, uma Suzana que é um doce de pessoa e outras duas que não lembro nome. Foi quando o irmão dessa Suzana um tal de Edson um rapaz bonito chegou e apresentou a elas a Tamara, a partir daí eles começaram a ser ver mais frequentemente, e ficaram amigas, mas no fundo eu sempre achei que essa Tamara tinha inveja da minha filha, sempre que veio aqui, ficava a elogiar a nossa casa, a falar dos nossos moveis, típico de uma pessoa interesseira.

Intrigante, não pensei que foi justamente o Edson a pessoa que apresentou Tamara para as outras meninas:

- Eu já não tenho como lhe dizer se realmente ela tinha essa índole senhor Igor, mas eu posso garantir que agora ela esta totalmente descontrolada, hoje mesmo ela fez uma intriga tão grande que quase acabou com o meu noivado... Foi horrível eu senti meu mundo desabar, eu não me imagino mais sem a Joice.

- Você gosta mesmo da minha filha né gamprós.

- Eu amo a sua filha se-dikaíou, seu eu não sentisse nada por ela eu simplesmente não deixaria tudo chegar a esse nível de casamento e tudo mais.

- Fico feliz gamprós por você ser um rapaz decente, e pode contar comigo, sobre esse assunto, vou manter meus olhos bem abertos.

- Obrigado senhor Igor, fico mais aliviado por saber que posso contar com o senhor.

- Sempre poderá contar comigo gamprós... Agora vamos voltar para a sala e que tal um brinde a nossa confiança, uma dose de hidromel.

- Melhor não, amanha eu tenho que trabalhar.

- Então água? Ou um suco?

- Um abraço já é o suficiente.

Pra quê eu falei isso, por um momento eu me esqueci de como era o abraço do senhor Igor:

-GAMPRÓOOOOOOOOOOOOOOOOOOS...

Mais uma sessão de sacudidas na minha cabeça.

-

Bem eu pedi que me deixassem num quarto a parte ou na sala, mesmo sendo noivo de Joice, não seria prudente ficar no mesmo quarto que ela, e talvez ela própria não se sentiria a vontade, então me deixaram num quarto de hospede, Hélio me emprestou um dos seus pijamas, e eu já estava deitado, quando alguém bate a porta:

- Pode entrar!

- Incomodo?

- Jo-Joice... Não... Jamais... Eu não esperava você aqui!

- Eu vim lhe dar boa noite, e também ver se precisa de alguma coisa.

- Eu estou bem, já estou abusando a hospitalidade de seus pais, eu me contentaria com o sofá, não precisava de um quarto desse tamanho.

- Ah que isso Fabrício, você praticamente é da família.

- Só não quero parecer interesseiro.

- Isso jamais, meus pais tem bons faros para isso.

- Realmente.

- Bem, já que esta tudo bem eu vou me recolher.

- Joice espere...

- O que foi?

Me levantei da cama e me aproximei dela, segurei as suas mãos e beijei levemente seus lábios, eu não deveria ter feito aquilo, mas não suportaria ficar ali tão próximo dela sem ao menos poder demonstrar os meus sentimentos por ela:

- Sonhe comigo essa noite.

- Eu não quero mais viver de sonhos, só quero viver o real.

- Então viva e me deixe fazer parte da sua realidade.

- Você já faz meu noivo.

- Eu te amo Joice.

- Eu também te amo Fabrício.

Ela trancou a porta, eu apaguei a luz, e definitivamente pela primeira fez, nos entregamos ao amor.

-

Acordei com o meu celular tocando, Joice estava ainda dormindo, não iria incomodá-la tão cedo, afinal quem tinha que trabalhar seria eu. Olhando-a eu percebi o quanto estava vivendo um conto de fadas. Mas um conto real, onde eu era o príncipe e ela a minha princesa, depois desta noite eu acredito que nada poderia tirar o sorriso do meu rosto, nada:

- Huum... Já esta acordado amor?

- Desculpa eu fiz barulho e te acordei?

- Não, eu que tenho o sono leve, mas estou tão sonolenta hoje.

- Deve ser a gestação, descanse esta bem, eu vou trabalhar, mas eu te ligo mais tarde.

- Ta bom... Te amo...

Joice virou para o outro lado e caiu num sono profundo, eu beijei a sua testa e sai do quarto na ponta dos pés:

- Bom dia adelfós.

- Xiiiiiiiiiiiiiiiii... A Joice esta dormindo...

- O que a minha irmã esta fazendo no quarto em que você estava dormindo?

Opa... Abrir a boca demais:

- Bem... Bom... É...

- Ta bom, não quero escutar nada, vamos tomar café?

- Na verdade estou atrasado, vou apenas lavar o rosto e ir voando para o serviço.

- Eu já estou de saída, se quiser te dou uma carona?

- Puxa Lio, isso me ajuda e muito.

- Então vá fazer o que tem para fazer e eu te espero na sala.

- Obrigadão viu.

- De nada... Ah só pra te lembrar que no quarto ai, tinha um banheiro tá.

- Nem percebi.

- E... A noite foi boa mesmo para não perceber... No final do corredor tem um banheiro.

- Valeu mesmo.

Lio me deu dois tapinhas nas costas e eu corri para o banheiro, ainda bem que meu cunhado era um cara legal, não é todo mundo que aceita esse tipo de situação tão bem né.

-

Meu dia de trabalho foi um espetáculo, fiz novamente meu papel como o Astro Rei, e parecia que cada vez mais o publico gostava da minha apresentação, ou será que era a minha felicidade que contagiava as pessoas:

- Hoje você esta demais né Fabrício.

- Ah chefe, tem dias nos quais eu estou bem inspirado.

- Dá para se ver de longe.

Era bom transmitir bons sentimentos e boas vibrações, fazia com que tudo começasse a ser mais simples.

-

Assim que cheguei em casa, me lembrei que fazia dias que não via Vivis, bem primeiro eu iria dar um oi na minha própria casa, e depois faria uma visita a ela, tinha que contar as novidades.

Quando abrir a porta, algo me deixou intrigado, tinha algo de diferente na minha casa, era como se alguém tivesse entrado ali e mexido em algo coisa... Bem acho que é fruto da minha imaginação, somente eu e Vivis é que tínhamos as copias de casa, e se ela tivesse aparecido, com toda a certeza não teria feito nada, eu conheço a minha irmã.

Abrir a geladeira e tomei um copo de água gelada, estranho a água estava meio adocicada, lembrar de lavar todos os itens da geladeira, acho que preciso fazer aquele fascinão em casa. Fui para o meu quarto, peguei uma toalha e fui direto para o banheiro, hora de renovar ainda mais as minhas forças. 

Entrei no chuveiro e comecei a lembrar da maravilhosa noite que tive com a minha noiva, como foi especial estar com ela, acho que jamais me senti tão feliz em toda a minha vida, minha amada Joice. Fechei os olhos e deixei a água cair sobre a minha cabeça, que sensação boa, era como estar flutuando e girando... Girando... Girando...

Opa... O que esta acontecendo, abrir os olhos e vi tudo meio turvo, estou meio zonzo, droga, o que deu em mim? Eu estava tão bem. Apoiado na parede eu desliguei o chuveiro, e me enrolei na toalha, e segui direto para o quarto. 

Me joguei na cama ainda tonto, droga, o que esta acontecendo? Eu preciso de ajuda, vou tentar ligar para minha irmã, ela vai saber o que fazer. Ao tentar me levantar, eu sinto algo me derrubar, não consigo abrir os olhos, mas sinto uma mão sobre o meu peito será que estou sonhando?

- Eu vou cuidar de você?

- Quem está ai?

- Xiii... Relaxe, eu vou fazer tudo isso parar meu doce Fabrício.

A muito custo abri os olhos, mas não consegui ver quem era, e tudo começou a girar, senti a cabeça pesar e tudo ficou escuro.

-

Ai que dor de cabeça... O que aconteceu? Ah... Eu passei mal no banho, depois eu vim para cama, e depois... Eu não lembro...

Com receio ainda consigo abrir os olhos, a zonzeira passou, tudo estava escuro, era madrugada, tudo parecia normal, meu quarto, minha cama, Tamara... QUÊ?

- O QUE DIABOS VOCÊ ESTA FAZENDO AQUI?

- Huuum... Isso é jeito de acordar as pessoas?

- O QUÊ... CADE AS MINHAS ROUPAS? E POR QUE VOCÊ ESTA PELADA?

- A bobinho, esqueceu de tudo o que fizemos foi.

Tamara começou a dedilhar meu tórax, enquanto eu queria sumir dali, o que eu havia feito? Ah minha nossa... Joice, me perdoe...

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