terça-feira, 18 de outubro de 2016

O ASTRO REI - CAPÍTULO DEZOITO

Bom dia caros leitores, chegando agora mais um capítulo emocionante.
Bora ler então!
Capítulo dezoito no ar!

Boa leitura a todos.

CAPÍTULO 18:
CORRIGINDO O PECADO

                

Eu passei o dia todo empolgado, por sorte eu estava de folga, então peguei esse dia para cuidar um pouco da minha aparência. Fui ao cabeleireiro, fiz meu corte de sempre, e depois fui renovar o meu guarda roupas, você tem noção de quanto tempo que eu não fazia isso? Tipo ter esse tempo para mim?

Foi até que divertido, o melhor foi que na minha caminhada em busca de uma roupa para o meu encontro com a minha noiva, eu acabei encontrado Edson, e claro ele estava acompanhado:

- Meu camarada, quanto tempo?

- Fala Edson, anda sumido hein.

- Sumido esta você... Ah deixe-me apresentar a minha amiga Antonela ela veio da argentina.

- Prazer em conhecê-la.

- El placer es todo mio.

- Então meu camarada o que me conta de novo? 

- Hoje vou sair com a Joice.

- Ah vai aprontar de novo com ela né.

- Na verdade eu vou corrigir o meu erro com ela, vou seguir o roteiro ao pé da letra.

- Nossa hein, a paternidade te mudou, e você vai mesmo se casar com ela?

- Até o momento ela não se queixou disso.

- Mas e você, ta amarradaço nela mesmo.

Sorri para Edson, talvez essa seria a pergunta que eu poderia temer, mas eu tinha certeza dos meus sentimentos por Joice:

- Estou sim, acho que nunca gostei de alguém tanto como gosto dela.

- Ta certo meu camarada, uma pena... Perdemos mais um soldado.

- Engraçadinho, bem eu vou ficar por aqui, vocês vão para onde.

- Eu vou levar a Antonela para conhecer a montanha russa.

- Sem comentários.

A montanha russa do qual ele falava, era o nosso código de dizer que a levaria para um motel, se fosse antes eu sentiria um pouco de inveja, mas hoje eu sinto que já tenho uma pessoa ao qual eu não a levaria mais para um lugar desses. Joice não merecia ter sido uma vitima minha... Vamos afastar o pensamento depressivo e nos concentrar no encontro de hoje:

- Me recomenda alguma roupa para hoje à noite?

- Onde vocês vão?

- Eu não sei ainda... Ela ficou de passar o endereço.

- Um encontro as escuras... Que medo.

- Vá se divertir, eu vou procurar algo que me agrade.

- Vai lá bonitão, eu nos vemos por ai, e vê se não some.

- Até mais Edson... Bye Antonela.

- Hasta luego.

Tomara que Antonela não se sinta ofendida ao descobrir o que era a montanha russa.

-

Cheguei em casa já era de tarde, eu tinha pouco tempo para me arrumar, o engraçado era que até o momento Joice não havia enviado a mensagem com o local do nosso encontro, será que ela me daria o bolo? 

- Alguém foi as compras hoje?

Me assustei ao ver Tamara me olhando pelo portão da minha casa, eu não pensei que ela estava em casa aquela hora:

- Você não deveria estar estudando Tamara?

- Hoje tiveram recesso na faculdade, então o que você comprou de bom?

- Bem comprei umas roupas novas, por que hoje a noite eu tenho um encontro.

- Eu sei muito bem desse eu encontro.

- Por que não fiquei surpreso com isso.

- Engraçadinho, e já sabe o lugar, ao qual vão?

- Não, deixei tudo isso a cargo da Joice, ela que vai ditar as regras essa noite.

- Nossa, pelo visto você quer mesmo conquistar a minha amiga.

- Tamara nós somos amigos certo?

- Certo.

- Então eu posso confiar em você certo?

- Certo.

- Então eu posso te confessar que estou mesmo gostando da Joice.

Tamara caiu na gargalhada, mas era uma gargalhada de deboche, não entendi o porque daquela atitude, sendo que já deixei claro as minhas reais intenções com a Joice:

- Por que esta rindo?

- É que foi engraçado, por um momento eu cheguei a pensar que foi verdade o que você disse.

- Mas é verdade Tamara, eu estou gostando mesmo de Joice.

- Acho que é um pouco tarde para isso não.

- Não é tarde não, eu sei do meu erro, mas quero corrigi-lo a todo custo, não posso apaga-lo, mas posso tentar reescrever por cima.

- Joice seria uma tola se acreditasse na sua palavra.

- Joice é muito sábia, ela vai decidir o que for melhor para ela, e por favor não a chame de tola.

- Agora vai defende-la depois de tudo o que fez?

- Tamara eu não vou perder meu tempo discutindo com você esta bem.

- Tudo bem vai lá então enganar a minha amiga novamente.

- Cuidado que você pode se surpreender, pois em vez de vê-la triste, eu te garanto que a verá com o mais belo sorriso.

Tamara me fuzilou com os olhos, e eu a encarei, não sei o que estava acontecendo com aquela garota? Desde quanto ela ficou tão agressiva assim? Mulher doida viu...

Tentei não pensar mais nessa discussão, e o que me ajudou a esquecer foi a tão esperada mensagem de texto de Joice:

“ Oiiii... Me espere em frente a sua casa, eu mesmo te levarei ao nosso encontro. Não se atrase, passarei as sete. Um beijo. Joice”

Depois disso tudo ficou melhor.

-

Para não correr o risco de ser o atrasado da historia eu fui para o portão faltando exatamente quinze minutos, acho que estava mais nervoso que o normal, eu me sentia como um adolescente indo para o seu primeiro encontro, que loucura não?

Olho frequentemente ao relógio, porque ela ainda não chegou? Será que eu deveria voltar? Mas e se ela achar que eu não vou e for embora? Melhor ficar por aqui mesmo... Ai que confusão, se acalme Fabrício, se acalme:

- Se produziu hein.

Outro susto vindo de Tamara, por que ela tem que aparecer sorrateiramente?

- Obrigado.

- Esta esperando a Joice?

- Sim.

- Já sabe para onde vão?

- Não.

- Ah Fabrício, pare com isso, vai ficar monossílabo comigo?

- Você queria o quê mais? Viu como me tratou hoje de tarde.

- Eu apenas disse o que achava.

- Dispenso seus comentários então.

Tamara foi para minha frente e começou a me medir, eu trajava um jeans marsala, com uma camisa azul anil e um sapatenis marrom, algo simples, mas eu me sentia confortável desse jeito:

- Arrasou mesmo no modelito, ela merece tudo isso?

- Merece muito mais Tamara.

- Puxa que sortuda.

Aquela conversa estava estranha, muito estranha por sinal:

- Tamara o que quer aqui?

- Eu vim apenas bisbilhotar, e ver como você iria para o encontro com a minha amiga.

- Pois não é o que parece.

- Bem e se não for mesmo isso.

Tamara levou a sua mão direita para o meu peito, e começou a dedilhar meu tórax, o botão da camisa se abriu com o movimento o que deixou aparente uma parte do meu peito:

- Nossa... Esta malhando é?

- Tamara... O que você esta fazendo?

Dei um passo para traz, o que deu nessa garota? Graças a Deus, um carro branco cruzou a esquina e parou na frente de casa, e do vidro do motorista eis que surgi Joice:

- Oi gente!

- Oi amiga, como esta? Uau arrasou no visual hein.

Sínica, acabou fazer uma cena aqui comigo e agora vem com amiga para o lado da Joice? Hoje eu não daria o troco, mas eu garanto, isso não vai ficar assim:

- Oi Joice!

- Oi Fabrício, nossa você esta muito bonito.

- Digo o mesmo de você.

Nos olhamos profundamente, ver a Joice me acalmava e coloria a minha vida:

- Vou deixar os pombinhos saírem, se divirtam ta.

- Obrigado Tamara.

Encarei a garota falsa, não acredito que ela fez aquilo, mas deixe estar, eu ainda vou ter uma conversa seria com ela, mas agora eu só queria ser da minha Joice:

- Vamos?

- Sim, não esta ansioso para saber o lugar.

- Não, o que me importar é estar ao seu lado.

Joice sorriu toda corada, abri a porta do carro e depois fui para o banco de passageiro, ela ligou o carro e partimos para o nosso encontro.

-

O restaurante ficava no centro da cidade, era um dos mais luxuosos, será que essa era uma forma de me humilhar:

- Gostou do lugar?

- Um pouco mais requitando do que eu pensei, mas é você quem decide tudo!

Acho que minha cara me denunciou, pois Joice ficou na minha frente, segurou a minha mão e disse:

- Eu não o trouxe aqui para humilha-lo, só quis vir num lugar que me fazia bem, mas se quiser podemos ir para outro lugar.

- Não é isso... É eu vindo aqui, só me fez lembrar da realidade que vivo.

- A sua realidade não me importar, eu vim mesmo para recomeçarmos certo.

- Certo.

- Vamos, eu garanto que vai ser legal.

Ainda segurando a minha mão, Joice me levou para dentro do restaurante, logo um garçom apareceu na nossa frente, e parecia ter reconhecido Joice:

- Como vai senhorita?

- Muito bem, tenho uma reserva para dois.

- Sim... Por favor me siga.

Fomos seguindo Joice, mas o melhor era que ela não largou a minha mão nem por um segundo. A mesa reservada era com vista para a rua, era um bom lugar, arejado, intimo e muito, mas muito luxuoso:

- Já sabem o que vão pedir?

- O que nos recomenda de entrada?

- Temos uma salada de frutos do mar que esta divinha senhorita.

- Traga-nos duas por favor!

O garçom fez uma referencia e saiu, e eu continuei a olhar o lugar, tudo ali parecia ser caro, desde o teto ao chão, eu até tava com medo de caminhar:

- Gostou do lugar Fabrício?

- Tudo aqui parece de cristal, dá até medo de pisar.

- Eu tive essa mesma sensação quando vim aqui pela primeira vez.

- Eu espero me acostumar logo com esse lugar.

Joice desviou o olhar, mas ainda mordiscava o lábio inferior, acho que algo a incomodava:

- Você esta bem?

- Ah sim.

- Tem certeza?

- Bem, eu queria te fazer uma pergunta?

- Pode fazer, hoje eu quero ser a sua certeza, não vou hesitar em responder nenhuma pergunta.

- É lindo isso que você diz, mas você não esta se casando comigo só por causa do bebê né.

- No começo, que foi a alguns dias atrás, eu teria respondido que sim, mas hoje eu posso te garantir que vou me casar por que eu realmente gosto de você.

- Mas você sabe que logo eu vou engordar, ficar barriguda, feia...

- Você vai continuar ser linda Joice, a gravidez é uma dádiva.

- Mas e se você procurar outra?

- Joice eu te falei que serei a sua certeza, não quero ser sua duvida, hoje eu quero começar a ser isso para você.

Estiquei meu braço e segurei a sua mão, e esperava que com o meu toque eu pudesse lhe transmitir um pouco de sossego:

- Posso ser sincera com você.

- Sim.

- Eu já sei que você é a minha certeza.

Eu sorri, levantei da mesa e me inclinei até ela, e posso garantir, aquele foi o nosso primeiro beijo, foi mágico, foi o marco do nosso inicio, foi como se todo o pecado que eu cometi foi corrigido, eu senti isso, e ela também:

- Hum... Senhorita.

- Ah... Ai desculpa.

- Aqui estão às entradas, se precisarem é só me chamar.

- Obrigada.

O garçom se afastou após deixar os pratos na mesa, eu encarei Joice que estava vermelha de vergonha:

- Bom vamos ver se a comida daqui é boa então.

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