Capítulo vinte e dois no ar! Boa leitura a todos!
CAPÍTULO 22:
DESORIENTADO
- COMO VOCÊ ENTROU AQUI? E... COMO ISSO ACONTECEU?
- Ah Fabrício, você é safado, eu sabia que não resistiria a minha pessoa.
- Tamara... COMO VOCÊ ENTROU AQUI!
- Calma, não sabia que depois de uma boa noite de prazeres você se tornava tão violento.
Deus me acalme... Deus me acalme... Ou eu vou acabar matando ela:
- Tamara, só me responda como você entrou aqui?
- Ah eu peguei a chave com a sua irmã, eu disse que queria fazer uma surpresa para você, daí eu limpei a sua casa, deixei tudo do seu jeito, tudo o que a Joice jamais faria por você.
Louca... Ela esta louca, e minha irmã não percebeu a loucura que fez?
- Tamara... Porque você fez isso?
- Eu não fiz nada, nós fizemos meu bem, e foi tão bom...
- TAMARA...
- Estou falando a verdade, e eu tenho provas viu.
Ela tirou o celular que estava debaixo do travesseiro e começou a passar o vídeo, ela estava nua da cintura pra cima e fazia um movimento... Bem aquele movimento...
- Isso só pode ser um pesadelo...
- Não é não...
- Por que Deus... Joice... Ah meu Deus... A Joice.
- Esqueça essa tonta... Ela não é tão boa como eu.
Eu tive vontade de esmurrar Tamara, mas esmurrar mesmo, só que isso não ia servir de nada, eu precisava sair dali, então vesti a primeira roupa que vi, depois peguei Tamara pelo braço:
- Aonde esta me levando?
- Vá para a sua casa, aqui você não entra mais.
- Mas... Eu estou nua.
- Que se dane... Suma da minha vida, sua maldita.
Cruzamos o portão, e ela deveria me agradecer, por ser ainda de madrugada, a deixei no portão da casa dela e segui para a casa da minha irmã, eu precisava falar com ela, e urgente:
- Você me paga por isso Fabrício.
Ouvi o barulho do portão fechando atrás de mim, mas o que me doía mesmo era saber que agora Tamara me tinha nas mãos.
-
Vivis me atendeu desesperada, também eram duas horas da madrugada, e eu estava totalmente aflito e desesperado:
- O que houve Fabrício? Aconteceu alguma coisa com a Joice?
- Com ela ainda não, mas comigo sim.
- Não estou entendendo nada.
- Vivis aconteceu uma coisa que não deveria nunca ter acontecido...
- Ai Fabrício to ficando assustada.
- Posso entrar?
- Claro, que cabeça a minha... Venha.
Vivis abriu o portão e me abraçou, naquele momento eu quis desabar, assim como eu sabia que minha vida desabaria, droga por que isso tinha que acontecer...
-
- VOCÊS O QUÊEEEEEE?
- Vivis controle-se por favor...
- Fabrício, você esta me dizendo que transou com a Tamara, a sua vizinha, é isso mesmo?
- Na verdade eu não lembro disso, é como eu te disse, eu passei mal daí eu deitei e não lembro de mais nada.
- Fabrício... Fabrício... FABRÍCIO...
- Eu não tive culpa, ela entrou lá com a cópia da chave que você tem.
- Mas ela me disse que você pediu para ela limpar a casa.
- Vivis... O que eu faço? Ela vai arruinar a minha vida, eu não queria isso, na verdade eu nem sei como isso aconteceu de verdade...
- Calma Fabrício, precisamos manter a calma... Essa vagabunda, não acredito que me usou e me enganou assim.
- Ela vai contar para a Joice não vai?
- Acho que sim, depois de tudo o que você me contou, é bem provável.
- Nem o senhor Igor pode me ajudar nessa situação.
- Acho que não mesmo, bem, temos que manter a calma esta bem, vamos pensar com clareza, por que não tem como você do nada passar mal.
- Eu sei, mas eu não comi nada diferente, não ingerir nenhuma bebida alcoólica, só bebi...
Claro a água!
- Só bebeu...
- Vivis... A Julia é farmacêutica certo
- Sim, o quem tem isso?
- Quando eu cheguei em casa eu bebi água da geladeira e ela estava com um gosto estranho, será que eu Tamara não drogou a água da geladeira?
- Pode ser, afinal isso explicaria o seu mal súbito.
- Vivis, a Julia poderia muito bem analisar o conteúdo da água para mim né.
- Bem eu posso falar com ela...
- Eu vou buscar a garrafa...
- Calma ai garotão, drogado ou não isso não justifica o fato de que você e ela transaram.
- Eu sei, mas pelo menos eu posso provar que não foi um ato feito no meu juízo perfeito, eu preciso de todas as provas possíveis para não ser julgado pela minha noiva.
Vivis sentiu o meu desespero, eu não poderia perder Joice, não agora que havíamos nos acertados, que éramos um casal, eu precisava lutar por nós:
- Vá lá buscar a água, vou acordar a Júlia, talvez ela consiga nos ajudar de imediato.
- Ah eu te amo minha irmã linda.
Beijei o rosto de Vivis e sai correndo que nem um doido, se a água realmente estiver drogada eu consigo provar a minha inocência, só espero que a Joice também acredite nisso e me perdoe.
-
Voltei com a garrafa toda, e no fundo desejei que Tamara não tivesse trocado o liquido. Julia estava acordada e vestia um pijama amarelo de bolinhas vermelhos, bem estranho de ser ver:
- Puxa vida... Pelo cheiro eu já até sei o que é.
- Jura Julia, então a água esta com algum remédio?
- Remédio não Fabrício, essa água tem LSD.
- LSD?
- É uma droga perturbadora do sistema nervoso central, isso te causou as alucinações, o que te fez cair rapidinho.
Cerrei os punhos, não acreditei que Tamara chegou tão longe assim, só por pura inveja, será que ela não pensou no risco a minha saúde:
- Ju tem como conseguir um laudo dessa água constando essa substância?
- Tem sim Vi, eu vou levar essa água para o laboratório e no fim do dia eu trago o laudo por escrito.
- Que maravilha Julia, você é a melhor adelfós que eu tenho.
- Sou quem?
- Ignore-o Julia, agora que ele aprendeu grego ta cada dia mais impossível de entendê-lo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário