Não esqueçam de deixar seu comentários sobre o capítulo e sobre o que estão achando da história até agora. Logo mais trago para vocês o capítulo quatro ainda hoje.
Boa leitura!
CAPÍTULO 3:
O PIOR DO PIOR
Retornei imediatamente para o hospital, Leonel estava me carregando nos braços, enquanto minha mãe estava em prantos. Eu nem sei mais o que pensar, o que poderia ter dado de errado, eu estava bem, já havia andado antes, mas agora eu não tinha forças, abraçada ao pescoço de Leonel, ele tinha um cheiro bom, o que me confortava, porque de uma coisa eu tinha certeza, assim que voltasse para o quarto, eu desabaria.
Logo fui enviada a fazer novos exames, e teria que ficar mais uma noite no hospital, essa noticia não me animou, já contava poder voltar a minha rotina, poder ver minha amiga Minerva, e por falar nela, que saudades eu estou dela, estranho ela não ter vindo me visitar, bem, depois eu vejo isso, a questão agora era eu me recuperar, procurar logo a causa desse problema que me atingiu e voltar a minha vida.
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Dizem que Deus traça um caminho ao qual devemos aceitá-lo, mas eu não quero aceitar o meu, após duas horas de baterias de exames e eu novamente travada em cima daquela cama de hospital o doutor Fredy, entrou no meu quarto acompanhado da minha mãe, que claro, estava com os olhos inchados, eu percebo que não receberei boas noticias:
- Ola Elise como se sente?
Eu apenas assentiu positivamente, era uma pergunta idiota a se fazer, eu queria logo uma resposta, e esse médico vem e me pergunta como estou? Queria ver ele aqui sentando numa cama de hospital, bom ao menos guardei meus pensamentos, senão acho que seria taxada de louca:
- O que eu tenho doutor?
- Seus exames dizem que você esta tão bem quanto nós todos aqui.
Se eu não queria ser taxada de louca, bem não consegui, gargalhei na frase do médico, como eu poderia estar bem se estava entravada e não conseguia mexer as minhas pernas:
- Doutor, que eu saiba quando entrei no hospital eu sabia andar.
- E que eu saiba você chegou ao hospital depois ter sido atropelada e inconsciente então não poderíamos saber se você podia andar ou não.
Aquilo foi ríspido demais, mas eu mereci vai, sou uma pessoa centrada, e tenho noção de quando sou inconveniente e fui agora, o que fiz apenas foi me calar, e terminar de escutar tudo o que o doutor Fredy tinha para dizer:
- Bem, supondo que você andava antes de chegar aqui, mas agora esta com certas dificuldades para se locomover, mas seu corpo esta intacto, partimos então para um estado de choque mental, acredito eu que o seu subconsciente esta se negando a deixa-la andar.
- Mas por que meu subconsciente faria isso?
- Geralmente pessoas que sofrem certos acidentes tendem a ficar traumatizadas, mesmo que não percebam, tudo começa com uma pequena amnésia, que é o que você tem, por que justamente o motivo que te levou a sofre o acidente você não lembra.
- E o que posso fazer doutor para poder voltar a andar?
- Não temos um remédio ou tratamento para isso Elise, infelizmente sua melhora só depende de você.
Ótimo, eu realmente era uma invalida taxada de louca, já não tinha coisas o suficiente para me preocupar, minha empresa esta nas mãos do meu irmão, não vejo minha melhor amiga há séculos, meu namorado também, o que me falta acontecer?
- Elise, estou te recomendando fisioterapia e consultas semanais com um psiquiatra.
Melhor eu calar meus pensamentos por hora, antes que o doutor Fredy solte mais uma noticia arrasadora.
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Caio e Caíque vieram me visitar, fiquei contente em ver meus irmãos oportunistas, fazia tempo que não os via e sentia a falta de cada um deles, o que me fez recordar de algo muito importante sobre eles:
- Irmã eu queria te perdi uma coisa. – Obvio, mesmo no meu atual estado Caio sempre tinha algo a pedir.
- Pedir você até pode, mas se vou atender já é outra coisa.
- Eu vi um novo jogo de videogame que todo mundo já esta jogando, e eu não posso ficar por fora né, então queria pedir esse novo jogo para você.
Reviro os olhos ao ouvir aquilo, será que meus irmãos olham para mim e veem cifrões? Ao menos minha mãe percebe a minha indignação e repreende Caio:
- Isso é lá horas para se pedir isso garoto? Sua irmã esta hospitalizada ainda, deixe de atormenta-la com tais pedidos.
- Mas mãe é apenas um jogo novo...
- Caio, por que você não cresce um pouco hein? Não vê que Elise ainda esta mal?
Caíque às vezes era gentil só não sabia usar as palavras direitos, mas esse era o jeito dele, apesar de tudo era bom ver meus irmãos e a minha mãe, me senti até emocionada por um momento:
- Elise eu vim aqui também em relação à empresa. – Meu momento de felicidade tinha que acabar com as palavras de Caíque.
- O que houve?
- Por enquanto nada, mas nesses dois dias em que você esteve fora, eu tive que aplicar duas justas causa a duas funcionarias da empresa.
- Justa causa? Mas por quê?
- Sabe o comercial da concessionária de carros Magnus?
- Sei, havíamos já escolhidos as modelos que iriam posar ao lado do carro e o próprio dono, o Sr. Geraldo faria o comercial ao lado delas.
- Sim, só que esse velho tarado deu em cima das duas modelos, foi um barraco daqueles, e infelizmente você sabe da política da empresa, nada de brigas em comerciais então tive que demiti-las.
- Tenho até medo disso, até ai eu acho que apenas demiti-las seria o mais sensato.
- Bem achei que a justa causa seria o ideal.
- Pensou errado, e o que as duas modelos fizeram?
- Processaram a empresa!
- Ai Caíque... Ta vendo o que deu a sua atitude...
- Mas eu segui as normas da empresa...
- Onde estava escrito que brigas na empresa geram justa causa?
- Na legislação trabalhista é bem claro sobre isso...
- MAS EU NÃO QUERO ISSO NA MINHA EMPRESA.
Senti que estava à beira da loucura, tudo estava ruindo ao meu redor, invalida, com processos trabalhistas, sem minha amiga e meu namorado, gostaria muito de saber onde eles estão nesse momento tão difícil da minha vida.
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Apesar do meu mau súbito, minha alta foi agendada para o outro dia pela manhã, sairei daqui rumo a minha vida antiga, ou melhor, a uma nova vida, minha mãe havia conseguido uma cadeira de rodas para que eu pudesse me locomover em casa, e também já havia marcado sessão de fisioterapia para amanha de tarde.
Bom pelo menos eu iria voltar para casa e assim poderia ao menos tratar dos assuntos da empresa com maior comodidade, mas ainda estou imersa nos meus problemas, literalmente aquele não foi um bom dia, eu fecho os olhos e logo sinto alguém me tocar:
- Elise? – Era o Leonel.
- O que foi desta vez?
- Pelo visto alguém anda mais ríspida do que o normal, vim apenas pergunta se precisa de mais alguma coisa?
- Me desculpa, mas é que ainda não acredito que tanta coisa aconteceu comigo, tudo em um único dia.
- Eu posso imaginar como é isso, bem meu plantão acabou, não estarei aqui amanhã pois é a minha folga, então não irei mais vê-la.
Aquilo doeu em mim, saber que não irei mais ver Leonel me deixou triste, apesar do pouco tempo eu sabia que ele era uma pessoa atenciosa, sempre esteve ao meu lado, me pegou no colo quando cai, foi tão caloroso aquele gesto, o que me restou então foi lhe estender a mão sorrindo:
- Foi um prazer de conhecer, e de todo o meu coração desejo não encontra-lo mais.
- Sou tão ruim assim para você não querer me ver?
- Seu bobo, você sabe que estou falando de não querer vê-lo aqui, eu nesse estado.
- Então você gostaria de me ver lá fora?
Aquilo me pegou de surpresa, Leonel estava me passando uma cantada? Ah fala sério, e eu estou corando ainda, mas é quando uma mulher abre a porta e diz:
- Leon vamos?
- Vamos... Kely eu quero te apresentar a Elise, ela é a paciente que te falei mais cedo.
- Ah... Então você que é a famosa Elise que meu lindo namorado está cuidando... Muito prazer.
Eu fico paralisada, como fui idiota de pensar que Leonel estaria interessada em mim, tudo bem que sou linda, mas bonita que essa tal de Kely, de todas as situações que vivenciei hoje essa foi a pior delas, eu tinha quase certeza de que Leonel estava interessado em mim, mas me enganei e pior do que ser fraca era eu me sentir enganada.
Forcei o melhor dos sorrisos para a moça tentando esconder a minha revoltada, mas Leonel percebeu o quanto eu fiquei abalada, e tocou nos ombros e Kely de uma forma tão carinhosa que me senti mal:
- Melhor deixa-la descansar, bem até um dia Elise.
O casal sai do quarto e eu finalmente posso desabar, triste e solitária.
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