terça-feira, 1 de novembro de 2016

O ASTRO REI - CAPÍTULO VINTE E OITO

Bom dia leitores, chegando para vocês o capítulo vinte e oito.
Boa leitura a todos!

CAPÍTULO 28:
BUSCANDO UMA SOLUÇÃO



Apesar do problema atual Joice fez questão de não me deixar abalado, ela estava sempre ao meu lado, e combinamos não falar nada até o outro dia. Assim ninguém perderia o clima de festa. Mesmo o senhor Igor tentando a todo custo nos pressionar a falar o que Tamara queria:

- Kóri e gamprós o que aquela moça queria?

- Bampás não precisa ficar apreensivo, garantimos que não precisa ficar preocupado. Agora vamos curtir a festa.

- Como vocês querem que eu fique calmo se nem ao menos eu vou saber se essa moça não irá fazer algum mal a vocês.

- Amor eu posso falar com o senhor Igor sozinho.

- Sim... Mas não demore, eu quero dançar com você ainda.

- Vamos dançar a noite toda se quiser.

Joice se afastou deixando o senhor Igor e eu sozinho numa das mesas:

- Vamos gamprós diga o que essa moça Tamara queria com você.

- Senhor Igor, o senhor esta olhando para sua filha agora?

- Sim.

- Ela parece estar infeliz?

- Não.

- Então porque o senhor esta nos pressionando a falar sobre um assunto chato num dia tão especial?

- Eu... Só me preocupo com você e a minha filha gamprós... Eu temo que essa moça possa fazer para estragar a felicidades de vocês.

- Meu sogro... Se-dikaíou, não precisa ficar assim, nada nesse mundo abalará a nossa união. Joice e eu nos amamos e estamos felizes, então curta conosco essa felicidade.

O senhor Igor sorriu e acho que consegui fazê-lo entender que agora era um momento festivo, os problemas deveriam ser esquecidos:

- GAMPRÓS VOCÊ É O MELHOR.

Com isso o senhor Igor me abraçou e me sacudiu, ele voltou ao normal, ufa.

-

O rito final do casamento foram mais saudações e a nossa saída para a lua de mel, esse foi o presente de dona Vera, ela havia reservado quatro noites num hotel próximo ao litoral, detalhe, foi o melhor hotel da região com direito a tudo... Chique né:

- Queridos esse é o meu presente, aproveitem a estadia e curtam a lua de mel de vocês.

- Dona Vera não precisava se incomodar com isso...

- Claro que precisava, agora vão, nos vemos daqui a quatro dias.

Cumprimentamos dona Vera e entramos dentro do carro, bem do nosso carro que ganhamos de Hélio, e eu estava ao volante:

- Você sabe dirigir amor.

- Sei sim, sou habilitado, não se preocupe.

- Amor... Você quer mesmo ir para essa viagem, sabe com toda essa história da Tam...

- Pode ir parando Joice, hoje é um dia especial, vamos curtir esse momento, sem nos importar com os problemas, quando voltarmos, daí a gente pensa no que fazer.

- Você tem razão, então vamos logo por que to exausta.

- Pode descansar meu amor, quando chegarmos ao hotel eu a acordo.

Joice sorriu e logo fechou os olhos, acho que seu cansaço não era apenas por ter dançado a noite toda, mas sim pela situação que estávamos adiando resolver... Chega de pensar isso, agora é o nosso momento, vamos curtir essa lua de Mel.

-

Quando chegamos ao hotel era quase de manhã, como tudo já estava acertado, e minha sogra fez o favor de colocar duas malas de roupas dentro do porta malas para nós, uma fofa ela né, o que eu apenas fiz foi seguir com o roteiro de recém casado:

- Amor... Chegamos.

- Ai que bom, quero tomar um banho e descansar.

- Não saia do carro.

- Por que não?

Eu sai do carro fui até a porta do passageiro, a abrir e peguei minha esposa no colo:

- Tudo como manda o figurino.

- Seu bobo.

Segui para o elevador com Joice nos braços, ainda bem que não íamos para o ultimo andar, saímos do elevador e eu a levei direto para o quarto:

- Como você sabe que é aqui o nosso quarto?

- Me informei com a recepção antes, eles vão trazer a nossas malas mais tarde e vão deixa-las na porta do quarto, agora seja bem vinda a nossa lua de mel.

Com um pouco de esforço abrir a porta e entramos, e mais uma surpresa, havia um caminho de pétalas de rosa das cores do buquê que eu dei a Joice:

- Você fez isso também?

- Eu queria dizer que sim, mas tenho certeza que foi sua mãe.

- Ela é uma fofa.

- E você é a minha rainha.

Levei Joice até a cama, que estava também coberta flores, e um balde com uma champagne, ah um detalhe, não tinha álcool a bebida:

- Realmente foi a minha mãe.

Deitei ao lado de Joice e comecei a acariciar o seu rosto, e comecei a relembrar como tudo aquilo aconteceu, e no quanto eu estava feliz:

- Sabia que sou o homem mais feliz do mundo.

- E eu sou a mulher mais feliz desse mundo também.

- Eu não me imagino sem você.

- Nem eu.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

Em meios aos cheiros das flores, o nosso amor irradiou de nossos corpos enquanto nos entregávamos a ele.

-

Foram quatro dias maravilhosos, Joice e eu nos divertimos muito, era uma pena ter que voltar, quem sabe num futuro próximo a gente não volte para esse hotel novamente?

Bom a volta foi tranquila e chegamos em casa mais cedo do que imaginávamos, mas ainda sim fomos muito bem recepcionados por dona Vera, o senhor Igor, Vivis, Julia, Hélio, Edson e Suzana:

- GAMPRÓOOOOOOOOOOOOS... KÓOOOOORI... Que saudades e vocês.

- Bampás nós também sentimos a sua falta.

Daí vieram as saudações, as sacudidas, coisa do cotidiano, eu já estava me acostumando a isso, foi bom ver todos ali reunidos, e acho que essa seria também a oportunidade perfeita para contar sobre o nosso maior problema:

- Obrigado a todos por estarem aqui, mas infelizmente Joice e eu temos uma noticia ruim a dar.

Olhei para minha esposa e ela captou a minha mensagem, Edson ficou ao nosso lado, ele também entendeu que era a hora de falar:

- Aconteceu alguma coisa gamprós?

- Aconteceu sim dona Vera, algo que ninguém esperava.

- Fabrício eu estou ficando preocupada, o que aconteceu para você já ir falando assim, sem nem ao menos chegar de viagem direito.

- Vivis, acho que não poderia ser o momento melhor para dizer isso, com todos aqui, é mais fácil falar de uma só fez.

- Tem haver com a Tamara né gamprós.

O senhor Igor já desconfiava de algum problema, acho que desde a festa ele não descansou até saber o que estava acontecendo:

- Sim, tem haver sim.

- Mas o que essa mulher fez novamente a nossa família?

- Calma Vivis, eu vou explicar, vamos nos sentar todos eu vou falar tudo.

Fomos para a sala, e todos se acomodaram, uma tímida recepção de comes e bebes foram colocadas ali, com biscoitos, chás de diversos sabores, bolos, doces amanteigados, tudo bem organizado e com um ótimo cheiro, Joice se encantou com tudo e foi logo atacar os doces:

- Adoro esses biscoitos amanteigados.

- Modere nos doces meu amor, isso não é saudável para a sua gestação.

- Ma é só um docinho.

- Esse docinho pode lhe fazer mal minha kóri.

- Bampás você deveria estar do meu lado.

- Mas eu estou, por isso que estou sempre cuidado de você.

- Cunhada pode comer doce sim, vai lá se liberta, não quero meu sobrinho com cara de doce amanteigado.

- Vivis você esta mimando ela.

- Estou mesmo.

- Obrigada Vivian.

- De nada... Mas agora que tal irmos direto ao assunto, eu ainda estou apreensiva.

- Pessoal, todos sabem aqui que no dia do nosso casamento, Tamara apareceu lá na festa.

- Sim, uma afronta à presença dessa moça.

- Até agora não sabemos como ela soube onde seria a festa, afinal ninguém a convidou.

- Sobre isso meu camarada, acho que é melhor eu falar.

- Você?

- Sim, deixa eu explicar o que realmente aconteceu, sendo direto, Tamara foi ao casamento por que ela pegou o meu convite que recebi de vocês.

Bem vendo por esse lado, tudo fez sentido, Tamara deve ter pego o convite de Edson, que aposto que carregava no dia em que ele teve a recaída:

- Você é um idiota Edson.

- Mana eu sei disso, mas eu não tive culpa.

- Gente isso ta muito confuso, o que Edson tem haver com tudo isso? E como ela roubou o seu convite?

- Senhor Igor, vamos chegar aos finalmente, bem o motivo que levou Tamara a ir ao casamento, foi por que ela esta grávida.

- Jura?

- Sim Vivis, ela veio dizer que estava grávida, e ainda trouxe um ultrassom, onde dizia estar com seis semanas, ou seja...

- O mesmo tempo desde o dia em que aconteceu aquilo com vocês... Você vai ser pai de novo?

- Ai esta o problema Hélio, por que uma semana depois Tamara e eu também... Tivemos uma noite de montanha russa.

- Vocês foram no parque de diversão?

- Eles transaram senhor Igor.

Só o Edson para falar justamente isso num assunto tão sério, mas ainda sim o alvoroço foi geral, eu tive que me levantar e para acalmar os ânimos:

- Que moça mais sem escrúpulos, como ela pode sair fazendo isso com vários, esse mundo esta perdido.

- Concordo com você minha gynaíka, ela não tem um mínimo de decência.

- Dona Vera, senhor Igor, se acalmem, o maior problema é Tamara, ela jura de pé junto que eu sou o pai, pelo período do ultrassom, porem todo nós sabemos que uma semana pode ser considerado margem de erro, então há uma chance de Edson ser o progenitor.

- Até ai são tudo hipóteses não tem como a gente saber quem é o pai até a criança nascer Fabrício, minha nossa, que situação.

- Eu sei Vivis, se houvesse um jeito da gente saber antes quem é o verdadeiro pai.

- Tem um jeito sim.

As palavras de Julia espantaram a todos, a minha cunhada ficou até espantada com tantos olhares direcionados a ela:

- Como assim tem um jeito Julia?

- Claro que tem, existe hoje um exame invasivo que é coletado o material genético do pai e do embrião já fecundado, daí pode se fazer o teste de paternidade através dessa coleta, mas...

- Mas o quê?

- É um exame arriscado, pois ele aumenta chances de indução ao aborto, fora que a mãe tem que estar de acordo com o teste senão, nada feito.

Tenso, esse foi o clima que ficou, tínhamos achado uma solução, mas que poderia comprometer a vida da criança e também como iríamos convencer Tamara, arrumamos talvez uma solução, mas ela seria a melhor?

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