Boa leitura a todos!
CAPÍTULO 28:
BUSCANDO UMA SOLUÇÃO
Apesar do problema atual Joice fez questão de não me deixar abalado, ela estava sempre ao meu lado, e combinamos não falar nada até o outro dia. Assim ninguém perderia o clima de festa. Mesmo o senhor Igor tentando a todo custo nos pressionar a falar o que Tamara queria:
- Kóri e gamprós o que aquela moça queria?
- Bampás não precisa ficar apreensivo, garantimos que não precisa ficar preocupado. Agora vamos curtir a festa.
- Como vocês querem que eu fique calmo se nem ao menos eu vou saber se essa moça não irá fazer algum mal a vocês.
- Amor eu posso falar com o senhor Igor sozinho.
- Sim... Mas não demore, eu quero dançar com você ainda.
- Vamos dançar a noite toda se quiser.
Joice se afastou deixando o senhor Igor e eu sozinho numa das mesas:
- Vamos gamprós diga o que essa moça Tamara queria com você.
- Senhor Igor, o senhor esta olhando para sua filha agora?
- Sim.
- Ela parece estar infeliz?
- Não.
- Então porque o senhor esta nos pressionando a falar sobre um assunto chato num dia tão especial?
- Eu... Só me preocupo com você e a minha filha gamprós... Eu temo que essa moça possa fazer para estragar a felicidades de vocês.
- Meu sogro... Se-dikaíou, não precisa ficar assim, nada nesse mundo abalará a nossa união. Joice e eu nos amamos e estamos felizes, então curta conosco essa felicidade.
O senhor Igor sorriu e acho que consegui fazê-lo entender que agora era um momento festivo, os problemas deveriam ser esquecidos:
- GAMPRÓS VOCÊ É O MELHOR.
Com isso o senhor Igor me abraçou e me sacudiu, ele voltou ao normal, ufa.
-
O rito final do casamento foram mais saudações e a nossa saída para a lua de mel, esse foi o presente de dona Vera, ela havia reservado quatro noites num hotel próximo ao litoral, detalhe, foi o melhor hotel da região com direito a tudo... Chique né:
- Queridos esse é o meu presente, aproveitem a estadia e curtam a lua de mel de vocês.
- Dona Vera não precisava se incomodar com isso...
- Claro que precisava, agora vão, nos vemos daqui a quatro dias.
Cumprimentamos dona Vera e entramos dentro do carro, bem do nosso carro que ganhamos de Hélio, e eu estava ao volante:
- Você sabe dirigir amor.
- Sei sim, sou habilitado, não se preocupe.
- Amor... Você quer mesmo ir para essa viagem, sabe com toda essa história da Tam...
- Pode ir parando Joice, hoje é um dia especial, vamos curtir esse momento, sem nos importar com os problemas, quando voltarmos, daí a gente pensa no que fazer.
- Você tem razão, então vamos logo por que to exausta.
- Pode descansar meu amor, quando chegarmos ao hotel eu a acordo.
Joice sorriu e logo fechou os olhos, acho que seu cansaço não era apenas por ter dançado a noite toda, mas sim pela situação que estávamos adiando resolver... Chega de pensar isso, agora é o nosso momento, vamos curtir essa lua de Mel.
-
Quando chegamos ao hotel era quase de manhã, como tudo já estava acertado, e minha sogra fez o favor de colocar duas malas de roupas dentro do porta malas para nós, uma fofa ela né, o que eu apenas fiz foi seguir com o roteiro de recém casado:
- Amor... Chegamos.
- Ai que bom, quero tomar um banho e descansar.
- Não saia do carro.
- Por que não?
Eu sai do carro fui até a porta do passageiro, a abrir e peguei minha esposa no colo:
- Tudo como manda o figurino.
- Seu bobo.
Segui para o elevador com Joice nos braços, ainda bem que não íamos para o ultimo andar, saímos do elevador e eu a levei direto para o quarto:
- Como você sabe que é aqui o nosso quarto?
- Me informei com a recepção antes, eles vão trazer a nossas malas mais tarde e vão deixa-las na porta do quarto, agora seja bem vinda a nossa lua de mel.
Com um pouco de esforço abrir a porta e entramos, e mais uma surpresa, havia um caminho de pétalas de rosa das cores do buquê que eu dei a Joice:
- Você fez isso também?
- Eu queria dizer que sim, mas tenho certeza que foi sua mãe.
- Ela é uma fofa.
- E você é a minha rainha.
Levei Joice até a cama, que estava também coberta flores, e um balde com uma champagne, ah um detalhe, não tinha álcool a bebida:
- Realmente foi a minha mãe.
Deitei ao lado de Joice e comecei a acariciar o seu rosto, e comecei a relembrar como tudo aquilo aconteceu, e no quanto eu estava feliz:
- Sabia que sou o homem mais feliz do mundo.
- E eu sou a mulher mais feliz desse mundo também.
- Eu não me imagino sem você.
- Nem eu.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
Em meios aos cheiros das flores, o nosso amor irradiou de nossos corpos enquanto nos entregávamos a ele.
-
Foram quatro dias maravilhosos, Joice e eu nos divertimos muito, era uma pena ter que voltar, quem sabe num futuro próximo a gente não volte para esse hotel novamente?
Bom a volta foi tranquila e chegamos em casa mais cedo do que imaginávamos, mas ainda sim fomos muito bem recepcionados por dona Vera, o senhor Igor, Vivis, Julia, Hélio, Edson e Suzana:
- GAMPRÓOOOOOOOOOOOOS... KÓOOOOORI... Que saudades e vocês.
- Bampás nós também sentimos a sua falta.
Daí vieram as saudações, as sacudidas, coisa do cotidiano, eu já estava me acostumando a isso, foi bom ver todos ali reunidos, e acho que essa seria também a oportunidade perfeita para contar sobre o nosso maior problema:
- Obrigado a todos por estarem aqui, mas infelizmente Joice e eu temos uma noticia ruim a dar.
Olhei para minha esposa e ela captou a minha mensagem, Edson ficou ao nosso lado, ele também entendeu que era a hora de falar:
- Aconteceu alguma coisa gamprós?
- Aconteceu sim dona Vera, algo que ninguém esperava.
- Fabrício eu estou ficando preocupada, o que aconteceu para você já ir falando assim, sem nem ao menos chegar de viagem direito.
- Vivis, acho que não poderia ser o momento melhor para dizer isso, com todos aqui, é mais fácil falar de uma só fez.
- Tem haver com a Tamara né gamprós.
O senhor Igor já desconfiava de algum problema, acho que desde a festa ele não descansou até saber o que estava acontecendo:
- Sim, tem haver sim.
- Mas o que essa mulher fez novamente a nossa família?
- Calma Vivis, eu vou explicar, vamos nos sentar todos eu vou falar tudo.
Fomos para a sala, e todos se acomodaram, uma tímida recepção de comes e bebes foram colocadas ali, com biscoitos, chás de diversos sabores, bolos, doces amanteigados, tudo bem organizado e com um ótimo cheiro, Joice se encantou com tudo e foi logo atacar os doces:
- Adoro esses biscoitos amanteigados.
- Modere nos doces meu amor, isso não é saudável para a sua gestação.
- Ma é só um docinho.
- Esse docinho pode lhe fazer mal minha kóri.
- Bampás você deveria estar do meu lado.
- Mas eu estou, por isso que estou sempre cuidado de você.
- Cunhada pode comer doce sim, vai lá se liberta, não quero meu sobrinho com cara de doce amanteigado.
- Vivis você esta mimando ela.
- Estou mesmo.
- Obrigada Vivian.
- De nada... Mas agora que tal irmos direto ao assunto, eu ainda estou apreensiva.
- Pessoal, todos sabem aqui que no dia do nosso casamento, Tamara apareceu lá na festa.
- Sim, uma afronta à presença dessa moça.
- Até agora não sabemos como ela soube onde seria a festa, afinal ninguém a convidou.
- Sobre isso meu camarada, acho que é melhor eu falar.
- Você?
- Sim, deixa eu explicar o que realmente aconteceu, sendo direto, Tamara foi ao casamento por que ela pegou o meu convite que recebi de vocês.
Bem vendo por esse lado, tudo fez sentido, Tamara deve ter pego o convite de Edson, que aposto que carregava no dia em que ele teve a recaída:
- Você é um idiota Edson.
- Mana eu sei disso, mas eu não tive culpa.
- Gente isso ta muito confuso, o que Edson tem haver com tudo isso? E como ela roubou o seu convite?
- Senhor Igor, vamos chegar aos finalmente, bem o motivo que levou Tamara a ir ao casamento, foi por que ela esta grávida.
- Jura?
- Sim Vivis, ela veio dizer que estava grávida, e ainda trouxe um ultrassom, onde dizia estar com seis semanas, ou seja...
- O mesmo tempo desde o dia em que aconteceu aquilo com vocês... Você vai ser pai de novo?
- Ai esta o problema Hélio, por que uma semana depois Tamara e eu também... Tivemos uma noite de montanha russa.
- Vocês foram no parque de diversão?
- Eles transaram senhor Igor.
Só o Edson para falar justamente isso num assunto tão sério, mas ainda sim o alvoroço foi geral, eu tive que me levantar e para acalmar os ânimos:
- Que moça mais sem escrúpulos, como ela pode sair fazendo isso com vários, esse mundo esta perdido.
- Concordo com você minha gynaíka, ela não tem um mínimo de decência.
- Dona Vera, senhor Igor, se acalmem, o maior problema é Tamara, ela jura de pé junto que eu sou o pai, pelo período do ultrassom, porem todo nós sabemos que uma semana pode ser considerado margem de erro, então há uma chance de Edson ser o progenitor.
- Até ai são tudo hipóteses não tem como a gente saber quem é o pai até a criança nascer Fabrício, minha nossa, que situação.
- Eu sei Vivis, se houvesse um jeito da gente saber antes quem é o verdadeiro pai.
- Tem um jeito sim.
As palavras de Julia espantaram a todos, a minha cunhada ficou até espantada com tantos olhares direcionados a ela:
- Como assim tem um jeito Julia?
- Claro que tem, existe hoje um exame invasivo que é coletado o material genético do pai e do embrião já fecundado, daí pode se fazer o teste de paternidade através dessa coleta, mas...
- Mas o quê?
- É um exame arriscado, pois ele aumenta chances de indução ao aborto, fora que a mãe tem que estar de acordo com o teste senão, nada feito.
Tenso, esse foi o clima que ficou, tínhamos achado uma solução, mas que poderia comprometer a vida da criança e também como iríamos convencer Tamara, arrumamos talvez uma solução, mas ela seria a melhor?
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