quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O ASTRO REI - CAPÍTULO VINTE E NOVE

Bom dia leitores, um pouco atrasado, mas eis que esta aqui pra vocês, o capítulo vinte e nove.
Boa leitura a todos!

CAPÍTULO 29:
ENCONTRO E DECISÃO

                

Joice e eu fomos para o nosso quarto, após a noticia, o clima não ficou um dos melhores, mas eles não deixariam toda aquela comida ali, então eles resolveram tentar animar um pouco as coisas:

- Amor, será que Tamara vai se sujeitar a fazer esse exame?

- Eu acredito que não, para ela seria muita desvantagem pensar que eu não sou o pai do filho dela.

- Tenho medo Fabrício.

- Medo do que amor?

- De você acabar me trocando por ela... Tamara é linda, muito mais linda que eu.

- Ei, pare com essa besteiras, eu jamais te trocaria por ela, já se esqueceu que você é a lua da minha vida.

- É que às vezes bate uma insegurança, quando é que a gente vai poder ser feliz de verdade meu amor...

- Eu quero ser feliz sempre ao seu lado, não vou deixar isso nos atrapalhar, estamos juntos nessa, vamos conseguir uma solução para esse problema.

Joice me abraçou e chorou, acho que a gestação a deixou mais sensível, ou talvez ter que lidar com esse problema a deixava mais insegura do que ela mesmo podia aguentar:

- Vamos para a sala?

- Você não esta cansado?

- Estou, mas também não quero perder a oportunidade de estar perto da nossa família... Não é sempre que eles se reúnem assim né.

- Isso é verdade.

- E eu deixo você comer mais biscoitos amanteigados.

- E chocolate quente?

- Tudo o que você quiser, só me prometa que não chorará mais por causa de Tamara.

- Mas...

- Me prometa!

Joice fungou, mas enxugou as lágrimas e forçou um sorriso:

- Eu te prometo meu amor, afinal sou a esposa de um palhaço.

- Muito bem Joice, agora vamos antes que a Vivis resolva acabar com os biscoitos.

Saímos abraçados... Minha doce Joice, quantas incertezas a cercam, eu queria poder demonstrar mais o meu amor a ela, demonstra que realmente isso não nos afetará, mas o que eu posso fazer?

-

Os dias foram passando, e nada de eu conseguir uma saída sobre o problema com Tamara, eu não sabia nem onde encontra-la, de acordo com a Vivis, a casa dela estava fechada há dias, acho que ela se mudou assim ninguém a encontraria tão fácil.

Edson foi à faculdade, mas também sem sucesso, agora em que buraco ela se enfiou? 

Eu tentava seguir a vida normal junto com Joice, mas era obvio que para ela nada estava normal, até resolvermos esse problema, não tinha como seguirmos com a nossa pacata vida de casados:

- Amor meu pai quer dar um carro para o bebê, da pra convencer ele de que ainda é cedo para isso?

Bom de pacata acho que não tem muito né:

- Pode deixar Joice, eu vou falar com o meu se-dikaíou.

- Vai lá mesmo que já não aguento mais esse assunto e quando voltar passa na cozinha e traga algo para comer.

- Temos frutas lá no quatro sabia?

- Por favor, uma bolachinha vai, to com desejo.

Essa era a arte manhã dela, o desejo, mas eu não caia tão fácil:

- Coma uma maçã que o desejo passa, eu já volto meu amor.

- Droga se fosse a Vivis ela me traria...

- A diferença é que faço isso para o seu bem, a Vivis só vê o bem do bebê, eu já volto.

Beijo a testa de Joice, mas ainda a escuto resmungando, era mais fácil lidar com um pedido de uma maçã do que com o nosso atual problema.

Segui para o escritório, onde encontrei o senhor Igor ao telefone, pensei em sair, pois sabia o quanto ele trabalhava ali, mas ele vez um gesto para que eu me sentasse e aguardasse:

- We decided it later, bye... Puxa odeio falar com esses gringos.

- Pelo menos o senhor falar com eles, eu apenas diria Yes e no...

- Adoro as suas piadas gamprós... Diga em que posso ajudá-lo.

- A Joice me falou da loucura de presente que o senhor que dar para o nosso bebê.

- Loucura, mas é apenas um carro...

- Senhor Igor, o bebê nem nasceu ainda.

- Isso é apenas um detalhe vai...

- Um detalhe que eu me importo, escute eu aceitei morar aqui, mas isso não significa que o senhor pode comprar algo tão caro para um recém-nascido que nem nasceu, se quer comprar um carro compre para o senhor, estamos entendidos.

- Mas gamprós...

- Senhor Igor, eu estou falando sério, não quero nada fútil para o meu filho, ele tem que saber que tudo nessa vida tem que se conquistar com garra e esforço, por favor respeite essa minha vontade.

- Arrrr... Você e a minha gynaíka deveriam dar as mãos às vezes.

- Fazemos isso para o bem do bebê e do senhor, agora eu também vim aqui para lhe pedir uma ajuda.

- Ajuda... O que houve?

- Já se passaram dias e nada de encontrarmos Tamara, será que ela fugiu de nós?

- Não acredito nessa hipótese, acho que ela esta escondida.

- Mas por que se esconderia? Se eu for o pai dessa criança eu vou assumi-la afinal ninguém alem de mim tem culpa por essa situação que estamos vivendo.

- Deixe disso, você não tem culpa de nada... Se quer culpar alguém, culpe Tamara.

- Vamos voltar ao foco, afinal culpado ou não a criança esta crescendo né.

- Sim, acho que deveríamos procurá-la.

- Mas onde? Em casa ela não esta mais, na faculdade sumiu, onde diabos ela pode estar? E porque ela se esconderia?

- Talvez ela sabia que estamos procurando por ela, pense se você não que ser encontrado, você da um jeito de desaparecer, não deixa rastros, ou seja, ela deve estar escondendo algo.

O senhor Igor tinha razão, acho que Tamara estava mais é fugindo do que se escondendo, mas por que isso? Será que ela realmente estava grávida?

- Acho que esta na hora de eu tentar fazer uma visita a ela.

- E vai sozinho?

- Talvez seja isso que ela queira senhor Igor, sei que não sou digno de confiança pelo que aconteceu entre ela e eu...

- Já te falei que você não tem culpa dessa situação, eu confio em você, só não confio na Tamara e se ela tentar te dopar novamente?

- Vamos fazer o seguinte, eu vou com o Edson, assim ele fica de prontidão e qualquer coisa ele entra para me socorrer.

- Huuumm... Eu poderia ir no lugar dele gamprós.

- Melhor não, assim não levantamos suspeitas, quero resolver isso sozinho, foi um problema que eu trouxe, e serei eu a resolvê-lo.

- Somos uma família gamprós, podemos resolver isso juntos.

- Eu prefiro assim senhor Igor, a sua discrição já é uma ajuda e tanto.

- Esta bem... Me diga, onde vai começar procurando por ela?

- Na casa dela, acho que Tamara deve estar lá, reclusa e fingindo não ter ninguém.

- Pode ser... Agora me diga uma coisa que cor prefere, preto ou prata.

- Huuuummm ... Prata, mas por que?

- Essa vai ser a cor do carro do meu neto.

- Senhor Igor...

- Brincadeirinha gamprós... Você deveria ter visto a sua cara.

O senhor Igor se levantou, e começou a sacudir, ainda bem que eu não tinha problema com enxaquecas, pois se a cada piada que ele me contasse terminasse numa sacudida eu não teria mais neurônios.

-

Bem naquela tarde eu decidi ir logo encarar Tamara, então combinei com o senhor Igor e Edson a minha saída, meu se-dikaíou ficou encarregado de me dar cobertura, para que Joice não desconfie de nada, e Edson já me aguardava na saída do prédio:

- Senhor Igor, vou sair agora, não esqueça do nosso combinado.

- Ai gamprós... Eu já to suando aqui.

- Senhor Igor, é o senhor se trancar na sua sala e se alguém perguntar por mim diga que fui ver a Vivis.

- Eu não gosto de mentira.

- É por uma boa causa.

- E se ela descobrir, minha kóri vai me odiar...

- Eu deixo o senhor comprar o carro para o bebê, estamos acertados.

- Bem... Uma troca justa né.

Eu vou me arrepender disso, mas pelo bem dessa missão eu precisava fazer com que meu sogro mentisse, só espero que ele não fique nervoso.

- Eu vou indo esta bem, qualquer coisa me ligue urgente.

- Pode deixar gamprós... Carro prata, tem uns modelos maravilhosos...

Já me arrependi de ter feito essa negociação. Sai sorrateiramente e desci pelo elevador até a portaria, e de longe encontrei Edson do lado de fora do carro e falando no celular, por que ele não estava dentro do carro? Se alguém o visse, fim de plano.

- Edson por que esta do lado de fora?

- Não Antonela, eu ia te ligar... Esperai meu camarada, to falando com a Antonela... Não, por favor, não me entenda mal, olha eu te ligo mais tarde... Mi gusta si... Um beijo... Ufa essa foi por pouco, essas mulheres.

- Hum... 

- O que foi?

- Você tinha que sair para fora do carro? E se alguém te visse?

- Ah meu camarada fica em paz, ninguém me viu, pode ter certeza.

Balanço a cabeça não acreditando que minha equipe para essa missão é um tarado e um grego velho que não sabe mentir, acho que minhas chances de sucessos despencaram agora:

- Vamos logo antes que fique tarde.

- Bora lá.

Entrei dentro do carro e rapidamente partimos, só espero que minhas suspeitas estejam corretas e que Tamara esteja na casa dela.

-

Bati palmas três vezes no portão da casa de Tamara, e ninguém apareceu, droga acho que meu palpite não estava certo, onde diabos essa mulher se escondeu?

- Fabrício, vamos embora, não tem ninguém nessa casa.

- Espera mais um pouco Edson, deixa eu tentar mais uma vez.

Voltei a bater palmas só que mais forte, e fiquei encarando a janela, até que eu vi um vulto, suspirei aliviado, tinha alguém na casa:

- Tamara eu sei que esta ai, apareça eu quero conversar com você.

Nenhuma resposta, ela ia mesmo se fazer de difícil:

- Eu não saio daqui nem por um decreto, apareça.

Nada, e minha paciência estava começando a se esgotar:

- Eu vou pular esse portão e arrombar a porta se você não sair ao eu terminar de contar... UUUUUUUUUUUUUMM... DOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIS... TRESQUATROCINCOSEISSETEOITONOVE E DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEZ.

A porta de se abriu, Tamara surgiu com a sua cara de azeda, cara feia para mim é fome, se ela pensa que me assusta esta muito bem enganada:

- O que você quer garoto?

- Quero falar com você, sobre... A sua gestação.

- Sobre o que você quer falar?

- Eu quero fazer um teste de paternidade, e o Edson também.

- É... É

- Tudo bem, quando a criança nascer à gente realiza o teste, pelo visto já ficou sabendo que o Edson me aliciou também.

- Eu não aliciei ninguém, transamos porque queremos.

- Você me embebedou...

- Ah se fecha garota, você que bebeu alem da conta... 

- Isso não importar, o que interessa é que queremos fazer o teste de paternidade invasivo?

- Que tipo de teste é esse?

- Vão coletar dados do feto e nosso material genético, e vão comparar para saber quem é o pai, mas há um risco.

- Risco?

- Esse exame pode provocar um aborto.

- Aborto? Não nem em sonho, eu não aceito isso, nem por dinheiro, nem por nada.

- Tamara é um chance pequena, não é nada concreto, e outra vamos dar todo o suporte, nada de mal há de acontecer com você ou com o bebê.

- NÃO...

Fiquei tão furioso que comecei a sacudir o portão, era teimosia, não preocupação, Tamara estava fazendo aquilo só para destruir o meu casamento:

- SUA MALDITA VOCÊ NÃO QUER FAZER ISSO SÓ PARA VER MEU CASAMENTO RUIR, MAS ISSO NÃO VAI ACONTECER...

- Ah ficou macho agora é.

- Se acalme meu camarada, deixa que eu falo com ela... Tamara vamos lá, quanto você quer para fazer o teste.

- Já disse eu não quero nada.

- Não venha com essa, você nem gosta desse filho que ta crescendo em você, na verdade você nunca quis ser mãe ou já se esqueceu de quando nós namorávamos...

Tamara encarou Edson de forma furiosa, havia acontecido alguma ao qual envolvia filhos, será que...

- Eu só fiz aquele aborto por que eu era jovem.

- Não você fez o aborto por que não suportava ver seu corpo ficar deformado, então vamos lá, diga quando você quer, ou o que você quer para realizar esse exame?

A cara de chocada e azeda mudou completamente, ela suspirou e disse séria:

- Cem mim esta bom.

O choque agora veio em mim... Tamara estava aceitando dinheiro? Era isso mesmo?

- Tudo bem, cem mil.

- Mas eu quero que nada de mal aconteça comigo, de resto eu nem ligo.

Como pode alguém ser tão insensível? Ela não ligava para o bebê, era tudo por dinheiro, fiquei tão enjoado e comecei a vomitar, era nojento estar na presença de alguém tão suja como ela:

- O que foi Fabrício? Esta passando mal? E a grávida aqui sou eu hein.

- Repugnante... Vamos Edson, antes que eu... Ah... Vamos.

- Não esqueçam o meu dinheiro viu.

Não tive vontade de responder, se antes eu não suportava Tamara, agora eu não queria nem ao menos sentir dó dela... Imunda.

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