segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O ASTRO REI - CAPÍTULO TRINTA E UM

Bom dia leitores, mais uma semana se começa e mais um capítulo da nossa reta final se aproxima.
Bora ler então?
Capítulo trinta e um no ar!
Boa leitura a todos!

CAPÍTULO 31:
AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA



No outro dia Joice e eu fomos a casa de Vivis, ela fez questão de nos convidar para um almoço em família, tomara que ela tenha feito algo bom:

- Joice, minha cunhada linda como tem passado? Nossa sua barriga já esta aparecendo.

- Ola Vivian eu estou bem? Huummm que cheiro bom é esse?

- A eu fiz uma comida bem especial para hoje, uma feijoada daquelas.

- Vivis feijoada é muito gorduroso.

- Não ligue para ele cunhada, venha eu fritei alguns torresmos também.

- Nossa eu adoro torresmo.

- Vivis...

- O que é Fabrício?

- Ela não vai comer isso, feijoada não tem nada de nutritivo.

- Tem sim a couve... Vamos cunhada, ah só não tenho caipirinha, mas serve suco de limão né.

Se tem uma coisa que eu odeio é ser ignorado.

-

Bem a feijoada estava uma delícia, minha irmã caprichou no cardápio, e claro nos mimos também:

- Chega de bisteca Joice.

- Mas esta uma delícia.

- Pode comer cunhada, quer que eu frite mais?

- Vivis!

- O que é seu chato? Deixe a minha cunhada se libertar uma vez vai.

Essa Vivis consegue me tirar do sério viu:

- Escute, eu preciso de um favor seu.

- La vem... Diga.

- Eu tenho que ir a casa da Tamara, agora e eu vou sozinho.

- O que você vai fazer lá?

Encarei Joice que terminou de comer sua bisteca, eu havia a encarregado de contar sobre o nosso acordo que faria com Tamara naquele dia:

- Cuide de Joice, ela vai te contar toda a história.

Me levantei e segui para a porta, mas antes dei uma olhada nas duas e disse bem sério:

- E chega de besteiras.

- Vá logo seu mala, venha cunhada temos um sorvete para devorar.

- É de morango?

- Sim, e eu comprei calda de chocolate também.

Porque será que sou sempre ignorado?

-

Cheguei ao portão da casa de Tamara e bati palmas, desta fez ela apareceu de imediato:

- Veio sozinho desta vez?

- Eu aceito a sua proposta, pagaremos para que você realize o teste.

- Eu sabia que vocês pagariam.

Senti mais repulsa ainda de Tamara, como ela poderia sorrir assim?

- Mas vamos negociar esse valor.

- Quê? Nada de negociação, é cem mil e pronto.

- Não, isso é muito, te ofereço cinco mil.

- Enlouqueceu, isso não é nem metade do que pedi.

- Eu ainda estou sendo caridoso, porque não deveria te pagar nada.

- Então não temos acordo nenhum.

- Se eu fosse você não viraria as costas.

Tamara já ia voltar para dentro da sua casa quando eu sorrindo retirei meu celular e o sacudi:

- De novo isso.

- Sim, eu gravei toda a nossa conversa, agora vejamos, se eu enviar isso a um advogado acho que consigo efetuar o teste sem custo nenhum.

- Esta bem eu aceito... Cinco mil.

- Bem ainda é muito, vamos deixar por mil... Eu te aviso sobre os preparos.

Eu me virei e segui novamente para a casa de Vivis, mas antes deu para escutar a porta da casa de Tamara batendo bem forte.

-

Bom à notícia da redução do valor de cem mil para apenas mil fez o senhor Igor gargalhar:

- Gamprós você é excelente.

- Como você conseguiu essa proeza amor?

- A tecnologia sempre da uma ajudinha.

Procuramos o mais rápido possível uma clínica onde se realizava esse teste, e claro que com o poder do nome do meu sogro conseguimos uma data para a próxima semana, um alívio, logo saberíamos quem era o pai do feto de Tamara.

-

- Camarada você não esta nervoso?

- Um pouco Edson, e você?

- To suando até os cabelos... Não que eu lhe deseje isso, mas eu não quero ser o pai dessa criança.

- Infelizmente eu também não quero, se existisse uma terceira pessoa até que poderíamos descartar essa hipótese, mas não existe.

- Só um milagre para nos salvar.

- Edson milagres não acontecem assim.

Infelizmente nessa situação não existe nenhum milagre que possa nos ajudar.

-

Finalmente chegou o dia do exame, o material biológico meu e de Edson foram coletados, estávamos agora à espera de Tamara, ela estava atrasada, será que ela não viria?

- Ela não vem camarada?

- Não sei Edson, será que devemos ligar?

- Eu não sei, tentar não custa.

Peguei o celular e liguei, apenas chamou até cair na caixa postal, insisti, novamente chamou ate cair na caixa postal, droga ela daria o cano mesmo? Mais uma tentativa... Nada:

- Ela não atende?

- Será que ela vai dar o cano na gente mesmo?

- Tenta mais uma vez.

Peguei o telefone e liguei, droga só chama:

- Alô?

- Tamara onde você está? Você deveria nos encontrar a uma...

- Aaaaaaiiii... Me ajuda...

- Tamara o que foi?

Silêncio, a ligação ainda estava ativa, mas Tamara não respondia:

- Tamara... Alô? Alô?

A ligação caiu:

- O que houve?

- Rápido vamos até a casa da Tamara e chame uma ambulância, aconteceu alguma coisa com ela.

Saímos em disparada, acho que o milagre que Edson queria estava para acontecer.

-

Chegamos à casa de Tamara e a equipe médica já estava lá, os poucos vizinhos que ali viviam se aglomeraram para saber o que estava acontecendo, e foi com muito esforço que Edson e eu nos aproximamos da ambulância:

- Por favor o que ela teve?

- E você quem é?

- Fui eu quem chamou vocês... O que houve com ela?

- Pelo exame clínico deve ter sido AVC.

Não acreditei nas palavras da paramédica, AVC era grave, meu Deus o bebê:

- E o bebê?

- Ela esta grávida?

- Sim.

- Temos que levá-la agora, você vai acompanhá-la meu caro? É o pai da criança?

Puxa vida, essa foi a pergunta mais difícil que recebi na vida, encarei Edson que deu uma saída de mestre:

- Nós somos amigos dela, iremos seguindo a ambulância, leve-a a qualquer hospital eu cubro todos os gastos.

- Como queiram.

Partimos rapidamente, será que esse seria o fim de tudo?

-

Fomos para o hospital e no caminho eu avisei a Joice sobre o ocorrido, apesar de tudo que Tamara nos fez, deu para sentir a preocupação por parte da minha esposa:

- Vou para o hospital com meu bampás.

- Não posso te impedir, mas gostaria que ficasse em casa.

- Eu não vou conseguir ficar sossegada aqui, e também do seu lado eu me sinto melhor.

- Tudo bem então, vou te esperar aqui.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

Assim que chegamos ao hospital, Edson cuidou de toda essa parte burocrática e eu fui tentar saber de Tamara:

- Por favor, gostaria de saber noticias de uma moça que chegou com suspeita de ter tido um AVC...

- Ah sim, ela esta no centro cirúrgico senhor, parece que o caso é bem complicado.

Meu Deus, então era grave mesmo:

- E quanto tempo vai durar essa cirurgia?

- Não tenho essa informação precisa, o senhor precisa aguardar.

Agradeci a recepcionista, eu queria mesmo era saber o que havia de acontecido, como Tamara teve um AVC? Foi tão repentino, e a criança, será que ela vai sofrer com isso?

- Fabrício, já esta tudo resolvido aqui no hospital, agora temos que aguardar.

- Sim Edson, ela esta numa cirurgia agora.

- Eu fiquei sabendo, será que o bebê esta bem?

- Eu não sei Edson, mas eu espero que esteja tudo bem tanto com o bebê quanto com Tamara.

-

Foram quatro horas de espera, Joice e o senhor Igor chegaram logo e ficamos ali sentados a espera de alguma noticia, mas somente após a cirurgia é que um dos médicos que participou da operação surgiu:

- Acompanhantes de Tamara.

- Somos nós... Como ela esta?

- Tenho duas noticias, e nenhuma é boa.

Senti as pernas tremerem, mas eu precisava ser forte, pois vi Joice ficar pálida:

- Diga-nos doutor, que noticias são essas?

- A primeira é que realmente ela teve um AVC, parece que a paciente era hipertensa, isso é um agravante para um AVC, e ela não se cuidou ou não procurou um tratamento médico preciso para o seu diagnóstico, e infelizmente ela agora não pode mais andar, o AVC comprometeu parte do sistema neuromotor dela.

Joice começou a chorar, eu senti uma pena profunda de Tamara, coitada, estava invalida...

- E a segunda noticia?

- É sobre o bebê, ela perdeu, o choque da queda dela, a fez ter um aborto espontâneo, no meio da cirurgia ela teve um sangramento, e não tivemos muito que fazer, eu sinto muito.

Eu não tinha palavras nem para agradecer as informações, simplesmente assenti com a cabeça, e fui consolar minha esposa, não dava para acreditar que aquele era o fim de Tamara, invalida, perdeu o filho... Será que essa era a punição pelo mal que ela fez? Será que ela realmente merecia isso?

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