Bora ler então?
Capítulo trinta e um no ar!
Boa leitura a todos!
CAPÍTULO 31:
AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA
No outro dia Joice e eu fomos a casa de Vivis, ela fez questão de nos convidar para um almoço em família, tomara que ela tenha feito algo bom:
- Joice, minha cunhada linda como tem passado? Nossa sua barriga já esta aparecendo.
- Ola Vivian eu estou bem? Huummm que cheiro bom é esse?
- A eu fiz uma comida bem especial para hoje, uma feijoada daquelas.
- Vivis feijoada é muito gorduroso.
- Não ligue para ele cunhada, venha eu fritei alguns torresmos também.
- Nossa eu adoro torresmo.
- Vivis...
- O que é Fabrício?
- Ela não vai comer isso, feijoada não tem nada de nutritivo.
- Tem sim a couve... Vamos cunhada, ah só não tenho caipirinha, mas serve suco de limão né.
Se tem uma coisa que eu odeio é ser ignorado.
-
Bem a feijoada estava uma delícia, minha irmã caprichou no cardápio, e claro nos mimos também:
- Chega de bisteca Joice.
- Mas esta uma delícia.
- Pode comer cunhada, quer que eu frite mais?
- Vivis!
- O que é seu chato? Deixe a minha cunhada se libertar uma vez vai.
Essa Vivis consegue me tirar do sério viu:
- Escute, eu preciso de um favor seu.
- La vem... Diga.
- Eu tenho que ir a casa da Tamara, agora e eu vou sozinho.
- O que você vai fazer lá?
Encarei Joice que terminou de comer sua bisteca, eu havia a encarregado de contar sobre o nosso acordo que faria com Tamara naquele dia:
- Cuide de Joice, ela vai te contar toda a história.
Me levantei e segui para a porta, mas antes dei uma olhada nas duas e disse bem sério:
- E chega de besteiras.
- Vá logo seu mala, venha cunhada temos um sorvete para devorar.
- É de morango?
- Sim, e eu comprei calda de chocolate também.
Porque será que sou sempre ignorado?
-
Cheguei ao portão da casa de Tamara e bati palmas, desta fez ela apareceu de imediato:
- Veio sozinho desta vez?
- Eu aceito a sua proposta, pagaremos para que você realize o teste.
- Eu sabia que vocês pagariam.
Senti mais repulsa ainda de Tamara, como ela poderia sorrir assim?
- Mas vamos negociar esse valor.
- Quê? Nada de negociação, é cem mil e pronto.
- Não, isso é muito, te ofereço cinco mil.
- Enlouqueceu, isso não é nem metade do que pedi.
- Eu ainda estou sendo caridoso, porque não deveria te pagar nada.
- Então não temos acordo nenhum.
- Se eu fosse você não viraria as costas.
Tamara já ia voltar para dentro da sua casa quando eu sorrindo retirei meu celular e o sacudi:
- De novo isso.
- Sim, eu gravei toda a nossa conversa, agora vejamos, se eu enviar isso a um advogado acho que consigo efetuar o teste sem custo nenhum.
- Esta bem eu aceito... Cinco mil.
- Bem ainda é muito, vamos deixar por mil... Eu te aviso sobre os preparos.
Eu me virei e segui novamente para a casa de Vivis, mas antes deu para escutar a porta da casa de Tamara batendo bem forte.
-
Bom à notícia da redução do valor de cem mil para apenas mil fez o senhor Igor gargalhar:
- Gamprós você é excelente.
- Como você conseguiu essa proeza amor?
- A tecnologia sempre da uma ajudinha.
Procuramos o mais rápido possível uma clínica onde se realizava esse teste, e claro que com o poder do nome do meu sogro conseguimos uma data para a próxima semana, um alívio, logo saberíamos quem era o pai do feto de Tamara.
-
- Camarada você não esta nervoso?
- Um pouco Edson, e você?
- To suando até os cabelos... Não que eu lhe deseje isso, mas eu não quero ser o pai dessa criança.
- Infelizmente eu também não quero, se existisse uma terceira pessoa até que poderíamos descartar essa hipótese, mas não existe.
- Só um milagre para nos salvar.
- Edson milagres não acontecem assim.
Infelizmente nessa situação não existe nenhum milagre que possa nos ajudar.
-
Finalmente chegou o dia do exame, o material biológico meu e de Edson foram coletados, estávamos agora à espera de Tamara, ela estava atrasada, será que ela não viria?
- Ela não vem camarada?
- Não sei Edson, será que devemos ligar?
- Eu não sei, tentar não custa.
Peguei o celular e liguei, apenas chamou até cair na caixa postal, insisti, novamente chamou ate cair na caixa postal, droga ela daria o cano mesmo? Mais uma tentativa... Nada:
- Ela não atende?
- Será que ela vai dar o cano na gente mesmo?
- Tenta mais uma vez.
Peguei o telefone e liguei, droga só chama:
- Alô?
- Tamara onde você está? Você deveria nos encontrar a uma...
- Aaaaaaiiii... Me ajuda...
- Tamara o que foi?
Silêncio, a ligação ainda estava ativa, mas Tamara não respondia:
- Tamara... Alô? Alô?
A ligação caiu:
- O que houve?
- Rápido vamos até a casa da Tamara e chame uma ambulância, aconteceu alguma coisa com ela.
Saímos em disparada, acho que o milagre que Edson queria estava para acontecer.
-
Chegamos à casa de Tamara e a equipe médica já estava lá, os poucos vizinhos que ali viviam se aglomeraram para saber o que estava acontecendo, e foi com muito esforço que Edson e eu nos aproximamos da ambulância:
- Por favor o que ela teve?
- E você quem é?
- Fui eu quem chamou vocês... O que houve com ela?
- Pelo exame clínico deve ter sido AVC.
Não acreditei nas palavras da paramédica, AVC era grave, meu Deus o bebê:
- E o bebê?
- Ela esta grávida?
- Sim.
- Temos que levá-la agora, você vai acompanhá-la meu caro? É o pai da criança?
Puxa vida, essa foi a pergunta mais difícil que recebi na vida, encarei Edson que deu uma saída de mestre:
- Nós somos amigos dela, iremos seguindo a ambulância, leve-a a qualquer hospital eu cubro todos os gastos.
- Como queiram.
Partimos rapidamente, será que esse seria o fim de tudo?
-
Fomos para o hospital e no caminho eu avisei a Joice sobre o ocorrido, apesar de tudo que Tamara nos fez, deu para sentir a preocupação por parte da minha esposa:
- Vou para o hospital com meu bampás.
- Não posso te impedir, mas gostaria que ficasse em casa.
- Eu não vou conseguir ficar sossegada aqui, e também do seu lado eu me sinto melhor.
- Tudo bem então, vou te esperar aqui.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
Assim que chegamos ao hospital, Edson cuidou de toda essa parte burocrática e eu fui tentar saber de Tamara:
- Por favor, gostaria de saber noticias de uma moça que chegou com suspeita de ter tido um AVC...
- Ah sim, ela esta no centro cirúrgico senhor, parece que o caso é bem complicado.
Meu Deus, então era grave mesmo:
- E quanto tempo vai durar essa cirurgia?
- Não tenho essa informação precisa, o senhor precisa aguardar.
Agradeci a recepcionista, eu queria mesmo era saber o que havia de acontecido, como Tamara teve um AVC? Foi tão repentino, e a criança, será que ela vai sofrer com isso?
- Fabrício, já esta tudo resolvido aqui no hospital, agora temos que aguardar.
- Sim Edson, ela esta numa cirurgia agora.
- Eu fiquei sabendo, será que o bebê esta bem?
- Eu não sei Edson, mas eu espero que esteja tudo bem tanto com o bebê quanto com Tamara.
-
Foram quatro horas de espera, Joice e o senhor Igor chegaram logo e ficamos ali sentados a espera de alguma noticia, mas somente após a cirurgia é que um dos médicos que participou da operação surgiu:
- Acompanhantes de Tamara.
- Somos nós... Como ela esta?
- Tenho duas noticias, e nenhuma é boa.
Senti as pernas tremerem, mas eu precisava ser forte, pois vi Joice ficar pálida:
- Diga-nos doutor, que noticias são essas?
- A primeira é que realmente ela teve um AVC, parece que a paciente era hipertensa, isso é um agravante para um AVC, e ela não se cuidou ou não procurou um tratamento médico preciso para o seu diagnóstico, e infelizmente ela agora não pode mais andar, o AVC comprometeu parte do sistema neuromotor dela.
Joice começou a chorar, eu senti uma pena profunda de Tamara, coitada, estava invalida...
- E a segunda noticia?
- É sobre o bebê, ela perdeu, o choque da queda dela, a fez ter um aborto espontâneo, no meio da cirurgia ela teve um sangramento, e não tivemos muito que fazer, eu sinto muito.
Eu não tinha palavras nem para agradecer as informações, simplesmente assenti com a cabeça, e fui consolar minha esposa, não dava para acreditar que aquele era o fim de Tamara, invalida, perdeu o filho... Será que essa era a punição pelo mal que ela fez? Será que ela realmente merecia isso?
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