Nossa historia esta partindo para a reta final, momentos emocionantes, decisivos e claro divertidos.
Bora ler então?
Boa leitura a todos!
CAPÍTULO 30:
NEM TUDO É COMO SE ESPERA
Fui o caminho todo abismado, não esperava por uma atitude daquelas, talvez por que ainda tinha a esperança de ver os traços da antiga Tamara, e praticamente hoje foi à confirmação de que a pessoa boa que sempre estava ali para me ajudar, uma amiga fiel nunca existiu, Deus como é que uma pessoa assim pode existir?
- Ei meu camarada esta tudo bem?
- Estou tentado deixar tudo bem Edson, mas não consigo aceitar as palavras de Tamara, como ela consegue ser tão suja... Podre... Ela só pensa em dinheiro mesmo.
- Olhe eu também estou chocado, porque na verdade eu apenas suspeitava disso, mas hoje ela confirmou ser quem é.
- Mas e sobre o aborto? Porque você deixou ela fazer isso?
- Ela quem quis Fabrício, eu nunca pedi para ela abortar, claro admito que não queria ter um filho, nem agora eu quero, mas jamais pediria para ela tirar o feto... Mas ela quis tanto, mas escute só você que sabe dessa historia viu.
- A Suzana não sabe.
- Não, e nem deve saber, foi algo que apenas Tamara e eu combinamos, então eu conto com a sua discrição.
- Sim... Pode deixar, estou tão perplexo com a frieza como ela pediu dinheiro, e a quantia então, onde eu vou arrumar cem mil?
- Fica sossegado, eu cuido disso.
- Não Edson, isso não pode ficar assim, é muito dinheiro, ela não merece ficar assim, deve existir outro meio, talvez algo legal, não vamos sujar as mãos por causa disso, não mesmo.
- Tem certeza?
- Tenho por hora me leve para casa.
- Fica frio meu camarada, vamos chegar na sua casa em dois minutos.
Assenti com a cabeça, naquele momento eu não estava bom para falar mais, ainda não posso acreditar no que ouvi, às vezes eu me pergunto: Por quê Deus permite que um ser desses possa gerar um filho? Se é algo que ela repudia tanto, porque a deixar gerar a vida? Será que ela merece algo assim? Uma dádiva tão linda, mas que ela odeia? Há coisas que eu não entendo, mas que talvez haja um propósito, só não sei qual:
- Vixi, problemas.
- O que foi Edson?
- Olha quem tá ali na frente do prédio.
De braços cruzados e com o rosto todo vermelho estava Joice... Acho que meu plano não deu muito certo.
-
Desci do carro sorri para minha esposa, acho que meu sogro acabou falando algum que não devia:
- Oi amor... Tudo bem?
- Onde você estava Fabrício?
- Eu... Por que esta perguntando?
- Responda.
- Cadê seu pai?
- Fabrício...
- Ta bom... Ta bom... Eu falo a verdade, mas o que você sabe?
- Eu não sei de nada, quero saber onde você estava? E o Edson também!
- Eu?
- Sim, a Suzana esta te procurando sabia.
- A gente pode entrar, daí podemos conversar melhor.
Joice se virou e entrou, puxa vida, ela estava furiosa, mas eu não podia mentir, não agora, isso só pioraria as coisas, olhei para Edson apreensivo, mas tinha uma solução para isso:
- Vá a padaria e compre o que puder de pão doce, sonhos, biscoitos, compre o que puder carregar.
- Mas porquê?
- Faça isso, assim podemos aliviar a dose de raiva da Joice.
- Puxa você sabe mesmo como acalmá-la né.
- Vá rápido.
Edson saiu correndo, e eu fui entrando no prédio, Joice ainda estava de braços cruzados e me aguardava no hall de entrada:
- Cadê o Edson?
- Deu uma saidinha rápida.
- Sei... Vamos subindo então.
Tentei abraça-la, mas Joice se afastou, Deus do céu, o que o meu sogro falou? Assim que entramos no apartamento eu o encontro de joelhos diante da dona Vera:
- Synchóresi... Synchóresi...
- Den... Igor eu não acredito que você fez isso...
Assim que o senhor Igor meu viu ele saiu correndo:
- Gamprós... Elas descobriram tudo... Tudo.
A cara da dona Vera era assustadora, e com a Joice ao seu lado, eu entendi a o desespero do senhor Igor, eu no lugar dele estaria em prantos:
- Vamos lá por onde eu devo começar?
- Pelo princípio, por que fez meu pai mentir para mim?
- Joice, eu fiz isso pelo seu bem...
- Meu bem? Você induziu meu pai a mentir...
- Foi por uma boa razão?
- Jura? E que razão foi essa?
Olhei para o senhor Igor, ele estava aflito, bom, ao menos ele não contou tudo, respirei fundo me sentei no sofá e resumi toda a história:
- Edson e eu fomos ver Tamara.
- Eu sabia... E você mentiu sobre isso porque?
- Por que esse é um problema que eu causei, e eu não quero envolver ninguém dessa família nisso.
- Que desculpa, mas sem pé e sem cabeça Fabrício...
- É a verdade Joice, vocês são maravilhosos, e eu não posso de jeito algum torturar vocês com esse problema, eu vou resolver ele, de alguma forma, só não sei como, mas eu vou, assim eu vou poder ver o seu sorriso novamente lua da minha vida, por que eu sei que não esta nada feliz sabendo que aquela... Aquela lá pode estar esperando um filho meu, e eu não suporto saber disso também... Não suporto.
Eu estava com ódio, realmente saber que aquela mulher tão suja carregava a dádiva de um filho, e possivelmente sendo meu, era repugnante. Joice se aproximou de mim, e acariciou o meu rosto, eu fiquei perplexo, pois não esperava por essa atitude:
- Amor somos um casal, não precisa mentir para mim, se queria resolver isso sozinho, bastava me falar.
- Eu não queria preocupá-la.
- Mas eu me preocupo sempre com você.
- Eu estou perdoado então?
- Quase... Isso vai lhe custar...
Nesse momento Edson chegou carregado de sacolas com pães doces e sorrindo:
- Alguém quer um docinho?
- Aaaaaaaaaahhh doce...
Joice correu para as sacolas e começou a devorar um pão de coco, a filha eu consegui acalmar, mas a mãe...
- Fabrício, o que você pensa que estava fazendo?
- Eu só queria resolver isso dona Vera?
- E resolveu?
- Não... Pelo contrário, descobrir que Tamara é mais imunda do que eu imaginava.
Dona Vera se aproximou e sentou-se ao meu lado, ela segurou a minha mão e começou a acariciá-la:
- Escute, fomos agora uma família, então não minta mais para nós, vamos sempre estar ao seu lado, tudo bem querido.
- Sim senhora, me perdoe.
- Esta perdoado.
- E eu gynaíka?
- Vou pensar no seu caso agapitós, primeiro eu preciso comer um desses pães maravilhosos.
O doce sempre salva a vida das pessoas, e alguns casamentos também.
-
Os doces foram à alegria da tarde, porém eu era o único que não estava tão feliz assim:
- Gamprós o que foi? Me parece triste.
- Bem... Ainda estou lembrando da conversa que tive com... Aquela pessoa.
- Você cita Tamara com nojo? O que houve querido?
- Dona Vera, eu pensei que ainda havia algum vestígio da amiga que um dia eu tive, nem que seja lucidez, mas hoje ficou provado que ela nunca existiu.
- Amor conte-nos o que vocês conversaram?
- Fabrício...
- Fique sossegado Edson... Essa pessoa não tem amor nenhum pelo bebê que esta gerando, ela apenas quer dinheiro... Essa suja pediu uma grande quantia para realizar o teste de paternidade invasivo.
Todos ficaram chocados, era de se esperar, afinal a solução para tal situação estava em cifrões não no cuidado e preocupação que teria com o bebê:
- Que mulher desprezível como pode pedir dinheiro para realizar tal ato, sendo que ela pode perder a criança.
- Senhor Igor, ela não tem amor por esse bebê, e ficou bem claro depois de hoje, mas eu não vou aceitar isso...
- Calma amor, eu entendendo a sua revolta, não consigo imaginar Tamara sendo tão fria, eu mesma jamais faria algo que comprometesse o nosso filho.
- Eu sei meu amor, mas ela não pensa assim, tanto que até disse que se o exame fosse realizado era para ser garantido que nada de ruim acontecesse com ela, já com o bebê...
- Estou chocada gamprós, não acredito que essa moça foi tão fria assim?
- Pior que foi dona Vera.
- Quanto ela pediu de dinheiro?
- Cem mil senhor Igor... Cem mil.
- Gente tudo isso.
- Sim meu amor pediu tudo isso.
- Nós podemos pagar gamprós, é uma boa quantia, mas temos condição.
- A questão não é essa senhor Igor, se cedermos a isso, Tamara vai querer dinheiro sempre, esse é o propósito dela, arrancar o máximo de dinheiro que o senhor tem , ou se o pai for Edson tirar o dinheiro dele, ela tem que entender que isso não é certo.
- Mas amor, pelo que você disse ela não vai mudar, ela não vai querer fazer esse exame pelo simples fato de resolver esse assunto.
- Eu sei, mas tem que ser de outro jeito, eu não aceito...
- Fabrício querido, infelizmente eu tenho que concordar com todos aqui, se Tamara quer dinheiro, acho que esse é o melhor caminho, mas assim como ela fez exigências, podemos fazer as nossas também.
- Como assim dona Vera?
- Faremos um contrato, caso a paternidade seja sua, você ficara com a guarda da criança, ela não terá contato e vamos nos responsabilizar por tudo em questão do filho, assim evita dela ficar sempre pedindo dinheiro, no máximo ela vai querer uma quantia em dinheiro para assinar esse contrato, mas o que é o dinheiro para salvar uma criança?
- Mas dona Vera, vocês estão dispostos a pagar com o dinheiro de vocês, por um filho que é meu e não tem laço nenhum com vocês?
- Gamprós, somos uma família, e estamos todos juntos, não vamos te abandonar.
- Não mesmo meu amor, estaremos ao seu lado sempre.
Definitivamente eles são sensacionais, eu não poderia ter pedido uma família melhor:
- Acho que não temos outra escolha.
- Não meu camarada, e se a paternidade for minha, eu também vou realizar esse contrato, acho digno que eu assuma a criança.
- A conduta certa querido Edson, digno de um padrinho de casamento.
- Ah que isso dona Vera, assim eu fico sem graça.
Todos riram ao verem Edson encabulado, eu nunca pensei que teríamos um desfecho assim, o dinheiro que prevaleceria nesse problema:
- Então temos um acordo?
- Sim, mesmo não sendo um dos melhores gamprós.
- Ótimo, então agora é só marcar o teste e deixem o resto comigo.
Bem, não era para ser desse jeito, mas acho que essa sempre foi a solução que Tamara queria. A cada dia que passa eu admiro mais a minha família, e passo a menosprezar cada vez mais a causadora dos meus infortúnios.
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